Pós-jogo teve Kannemann se culpando, Castro com Mec e Carlos Vinícius deixando dúvida gigante | OneFootball

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JB Filho Repórter

·27 de julho de 2026

Pós-jogo teve Kannemann se culpando, Castro com Mec e Carlos Vinícius deixando dúvida gigante

Imagem do artigo:Pós-jogo teve Kannemann se culpando, Castro com Mec e Carlos Vinícius deixando dúvida gigante
  • O empate em 1 a 1 do Grêmio com o Fluminense deixou uma sensação curiosa na Arena. Ao mesmo tempo em que ficou o gosto de que poderia ter sido melhor, também houve um alívio por ver o time competir de outra forma depois da parada. O próprio Luís Castro deixou claro isso na entrevista pós-jogo. Para ele, foi uma das melhores atuações do Grêmio, que conseguiu atacar pelos dois lados, pelo centro e teve uma organização defensiva importante. Na visão do treinador, o resultado só não foi melhor porque Fábio fez grandes defesas e o Flu foi muito eficiente no lance do pênalti.
  • A partida também teve a declaração de Walter Kannemann, que assumiu a responsabilidade pelo gol sofrido e pelo ponto perdido. O zagueiro reconheceu o erro no lance do pênalti e não deu mais entrevistas depois disso, mas saiu da Arena sabendo que a falha foi dele. Dentro de campo, o Grêmio começou mais recuado, com uma linha de quatro defensores, Noriega como primeiro volante, Villasanti e Nardoni mais à frente, Tetê e Amuzu pelos lados e Carlos Vinícius no comando do ataque. Era uma equipe mais segura, menos exposta, tentando primeiro não tomar gol para depois sair com mais confiança.
  • Luís Castro explicou que, no primeiro tempo, o time esteve mais atrás justamente por essa ideia de ganhar segurança e não se desorganizar. Na leitura dele, o Grêmio fez uma boa transição entre defesa e ataque, mas acelerou demais alguns lances e acabou ficando com pouca gente na frente. Em vários momentos, segundo o treinador, Carlos Vinícius recebia a bola praticamente sozinho. A orientação era para que o time tivesse um pouco mais de paciência na construção, já que isso permitiria mais jogadores chegando ao ataque e, consequentemente, mais oportunidades de gol.
  • Mesmo com o empate em casa, o treinador gostou do desempenho. Em meio às vaias que recebeu, ele também fez questão de lembrar que o Grêmio já viveu momentos muito piores, trocando treinador várias vezes em uma mesma temporada, e destacou que o time de hoje está em uma fase melhor do que a do ano passado. Para ele, o torcedor tem direito de criticar, mas o trabalho segue e o desempenho mostrado contra o Fluminense já foi superior ao da partida anterior, contra o Mirassol.
  • Na coletiva, Luís Castro também reforçou sua leitura sobre Villasanti. Em vários momentos, quando foi questionado, o treinador elogiou o volante e deixou claro que vê nele um jogador importante para o que pensa para o time. O mesmo vale para Nardoni, que começa a dar sinais de que pode ser útil no futuro. Ainda não é aquele jogador de impacto imediato, mas já vai mostrando evolução e entrosamento. Marlon também foi novidade como titular e foi muito bem, enquanto Pedro Gabriel entrou na segunda etapa e participou de uma boa jogada pela esquerda.
  • Quem acabou roubando a cena foi Diego Caito. O lateral-direito, contratado junto ao Goiás, fez sua estreia, marcou o gol do empate e ainda mostrou personalidade na jogada. Escapou da falta, foi para cima, cruzou a bola, contou com o desvio do zagueiro do Fluminense e viu a bola encobrir Fábio antes de entrar. Teve sorte de principiante, mas também teve coragem de quem não sente a camisa. Na avaliação do jogo, o Grêmio encontrou ali uma possibilidade real de ter mais um jogador para a lateral direita, até porque a atuação de Pavón naquele setor vinha gerando dúvidas.
  • Outro ponto importante da noite foi a entrevista de Carlos Vinícius. A direção gremista vinha vazando a informação de que a renovação até o fim de 2028 já estaria acertada, mas a fala do atacante deixou uma pulga atrás da orelha. Carlos Vinícius admitiu que, estando na janela para assinar pré-contrato, sempre vai existir sondagem da Europa, do mundo árabe, dos Estados Unidos e de outros mercados. Ao mesmo tempo, também afirmou que sua família está feliz em Porto Alegre e que faz sentido permanecer onde está bem. Só que, ao dizer que pode ajudar o Grêmio até dezembro ou por mais anos, ele deixou a resposta mais aberta do que a direção gostaria.
  • Essa parte, inclusive, chama atenção porque o Grêmio tratava a renovação como algo praticamente definido. Só que o atacante falou em futuro de forma vaga, disse que não faz planos longos e deixou a impressão de que ainda existe espaço para conversa. Não significa que a permanência esteja ameaçada, mas o tom foi diferente da segurança transmitida pela direção.
  • Também houve explicação de Luiz Castro sobre o uso de Gabriel Mec e Braithwaite em funções diferentes. O treinador deixou claro que a característica da partida exigia outro tipo de movimentação. Braithwaite não entrou bem na função mais associativa e o Grêmio, por estar mais recuado em alguns momentos, precisava de alguém com outra dinâmica. A leitura do técnico foi de que Mec é um jogador de drible e ataque ao espaço, enquanto naquele jogo a equipe nem sempre conseguiu oferecer esse cenário.
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