Papo na Colina
·22 de setembro de 2026
Postura surpreendente: Vasco apoia corte de gringos na Série A mesmo tendo 12 no elenco

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·22 de setembro de 2026

O Vasco adotou uma postura marcante nos bastidores políticos do futebol nacional ao votar a favor da redução gradual do limite de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro. Em reunião promovida pela CBF com os clubes das Séries A e B, a diretoria de São Januário aprovou o corte progressivo da cota de atletas nascidos fora do país de nove para cinco até 2030, mesmo figurando atualmente no topo do ranking nacional de gringos com 12 nomes no elenco profissional.
A decisão coletiva estabelece uma diminuição anual de uma vaga por temporada a partir do próximo ano, fixando o teto em oito em 2027, sete em 2028, seis em 2029 e finalmente cinco no final da década. No encontro entre os dirigentes, apenas o Flamengo votou contra a proposta, enquanto o Cruz-Maltino e o Botafogo, que também ostenta 12 forasteiros em sua folha, endossaram a reformulação para incentivar o aproveitamento de promessas locais e frear o envelhecimento médio dos planteis na elite nacional.
O voto favorável do Vasco chama atenção pelo impacto direto na estrutura atual do departamento de futebol montado para a temporada. A equipe conta hoje com Carlos Cuesta, Agustín Saldivia, Puma Rodríguez, Santiago Sosa, Alan Lescano, Johan Rojas, Andrés Gómez, Nuno Moreira, Facundo Colidio, Claudio Spinelli, Marino Hinestroza e Loide Augusto, superando concorrentes como Athletico-PR e Fluminense, que possuem 11 gringos cada.
A mudança estatutária também introduz a divisão do plantel em dois blocos de registro, mantendo o total de 50 inscritos mas estabelecendo as Listas A e B. Essa segunda relação será reservada exclusivamente para peças com idade até 23 anos, ganhando espaço ano a ano para reverter o cenário atual da Série A, onde os atletas dessa faixa etária representaram somente 14% dos minutos disputados na competição deste ano.

Santiago Sosa se tornou um pilar do meio-campo – Foto: Matheus Lima/Vasco
Ao endossar a medida colegiada, a diretoria do Vasco demonstra confiança na transição a médio prazo e no trabalho de captação das divisões de base sediadas em São Januário. Como o corte será diluído ao longo das próximas quatro temporadas, o clube terá tempo suficiente para readequar contratos em vigor, dosar contratações internacionais e abrir espaço para a promoção de jovens talentos no time de cima.
O consenso firmado na assembleia encerra um ciclo de seguidas ampliações na cota de gringos, que havia saltado de cinco para sete vagas e depois alcançado o pico de nove nomes por jogo. Com as novas diretrizes homologadas para o ciclo até 2030, o futebol brasileiro inicia um caminho de valorização dos pratas da casa, obrigando os principais concorrentes a refinarem o planejamento de montagem de seus elencos.

Andrés Gómez é nome fundamental do ataque do Vasco – Foto: Matheus Lima/Vasco
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