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·29 de setembro de 2026
Premier League declara Manchester City culpado por 115 violações e define próximo passo

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·29 de setembro de 2026

Na tarde desta terça-feira (29), a Premier League emitiu um comunicado oficial sobre as acusações contra o Manchester City. A liga inglesa declarou os Citzens culpados por 115 violações relacionadas ao regulamento financeiro.
A comissão independente constatou que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/18, o Manchester City organizou contratos ‘falsos’ com diversos parceiros comerciais; registrou contas falsas e ocultou a verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol; violou os limites de gastos tanto da Premier League quanto da Uefa. Durante a investigação, o City cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé com a Liga.
O Manchester City responde por 54 acusações de não fornecer informações consideradas precisas, 14 acusações por não fornecer detalhes que sejam precisos sobre o pagamento de jogadores e treinadores, outras sete de violar as regras de lucro e sustentabilidade da Premier League (PSR), cinco acusações por não ter cumprido os regulamentos da UEFA, isso inclui o fair play financeiro (FFP), e 35 acusações por não cooperar com as investigações da Premier League.
Entre 2009/10 e 2017/18, o clube inglês montou times estrelados e conquistou títulos importantes, tendo Roberto Mancini e Pep Guardiola como treinador.
A direção da Premier League havia anunciado as acusações em fevereiro de 2023, com uma série de regras que os Citizens haviam driblado por temporada. A liga destacou a falta de precisão nas informações sobre as receitas do clube, entre patrocínios e custos operacionais.
A punição ainda não foi definida, mas o Manchester City pode perder pontos na Premier League. Como penalidade mais extrema, os Citizens podem ser rebaixados e proibidos de disputarem competições nacionais e internacionais.
Uma Comissão Independente considerou o Manchester City FC culpado de todas as acusações relacionadas às graves violações das regras financeiras da Premier League durante período de nove temporadas.
A Comissão Independente concluiu que, entre as temporadas 2009/10 e 2017/18:
A Comissão concluiu que o Manchester City estruturou acordos comerciais simulados com vários patrocinadores durante esse período. Esses acordos faziam parte de um esquema disfarçado de financiamento, pelo qual essas empresas precisavam pagar apenas parte dos valores de patrocínio previstos. O restante era financiado pela ADUG (Abu Dhabi United Group Investment & Development Ltd.), proprietária do clube.
Como parte desse esquema, outros acordos simulados financiados pela ADUG foram celebrados para permitir que o clube registrasse despesas operacionais menores do que as efetivamente incorridas. Também foi identificado um acordo circular simulado com a empresa Fordham, entidade que adquiriu os direitos de imagem de jogadores do clube e que também era financiada pela ADUG.
A Comissão concluiu que o objetivo desses esquemas era inflar artificialmente as receitas do clube e reduzir seus custos em mais de 900 milhões de libras durante o período analisado, de forma que parecesse cumprir as regras financeiras.
Como consequência, segundo a Comissão, o clube apresentou demonstrações financeiras incorretas e ocultou a verdadeira situação de suas finanças de seus auditores e dos reguladores do futebol.
“Por sua conduta, o clube claramente pretendia contornar as Regras da Premier League“
Em razão disso, o Manchester City deixou de reportar corretamente suas receitas e despesas para fins das Regras de Lucratividade e Sustentabilidade da Premier League e das Regras de Licenciamento de Clubes e Fair Play Financeiro da Uefa.
A Comissão concluiu que, caso todos os acordos relevantes tivessem sido corretamente registrados nas contas do clube, ele teria excedido, por uma margem muito substancial, os limites de gastos tanto da Premier League quanto da Uefa.
Além disso, durante os quatro anos de investigação conduzidos pela Premier League, o clube cometeu múltiplas violações de seus deveres de cooperação e de máxima boa-fé perante a Liga.
A Comissão concluiu que o clube:
“Realizou esforços coordenados para impedir e frustrar a investigação da Premier League“
Com as acusações comprovadas, a sanção será tratada separadamente em uma nova audiência diante da Comissão Independente. De acordo com as regras da Premier League, essa audiência permanecerá privada e confidencial até que sua divulgação seja permitida.
O caso não está encerrado e ainda vai dar o que falar no futebol internacional. O Manchester City promete recorrer da decisão da Premier League. Em nota, o campeão mundial de 2023 se declarou inocente. Veja:
“O Manchester City FC está decepcionado e surpreso com o parecer da Comissão da Premier League publicado hoje.
O clube é inocente das acusações feitas pela Premier League e possui um conjunto abrangente de provas irrefutáveis que sustentam todas as suas posições relacionadas a este caso. Portanto, o clube permanecerá incansável e, quando necessário, atuará de forma proativa em todos os fóruns regulatórios e jurídicos apropriados.
O processo conduzido pela Premier League continua em andamento, com elementos significativos ainda não concluídos. O Manchester City FC agora utilizará todas as vias de recurso disponíveis, com base no entendimento de que o parecer contém erros materiais claros de direito, de princípio e de fato, tornando suas conclusões inseguras.
O clube respeitou diligentemente o devido processo legal durante oito anos, partindo do pressuposto de que a Diretoria e a Administração Executiva da Premier League atuariam como um regulador independente, imparcial e justo, livre de influências partidárias.”







































