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·02 de setembro de 2026
Premier League vive mais um mercado recorde, Serie A mantém sequência milionária e La Liga perde força

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O mercado de transferência das principais ligas da Europa se encerrou na noite de terça-feira e o desfecho confirmou um cenário bem claro: a Premier League segue esbanjando poderio financeiro. A Serie A italiana manteve uma sequência bilionária que volta a colocar em evidência, enquanto La Liga segue longe dos valores astronômicos pré-pandemia.
Fontes como a Sky Sports e a BBC convergem nos números: os clubes da Premier League gastaram nesta janela 3.49 bilhões de libras, superando o mercado passado, onde pela primeira vez na história haviam superado os 3 bilhões de libras (3.19). Para termos uma ideia, na janela atual os clubes da Liga Inglesa gastaram mais de R$ 24 bilhões!
O Manchester City fechou a janela com a contratação mais cara da história do futebol inglês: Enzo Fernández igualou as 125 milhões de libras pagas pelo Liverpool por Alexander Isak em 2025. Negócios também desta janela, Bradley Barcola, que custou 123 milhões de libras ao Liverpool (valor total), e Morgan Rogers, 117 milhões de libras ao Chelsea, fecham o top4 das maiores transferências da história da Premier League.
Das dez maiores contratações desta janela de transferências na Europa, apenas um jogador não foi para a Premier League: Yan Diomande, vendido pelo Leipzig ao Real Madrid por 125 milhões de euros.
Os quatro clubes que mais investiram em reforços nesta janela são ingleses: Manchester CIty (440 milhões de libras, se tornando também o clube que mais gastou em uma janela na história), Chelsea (342 milhões de libras), Tottenham (334 milhões de libras) e Newcastle (275 milhões de libras). Em um top 10, só Barcelona e Real Madrid são os intrusos, com a presença ainda de um nome pouco usual nestas listas: o Ipswich Town, segundo clube da liga que mais trouxe reforços (16), investiu 190 milhões de libras.
La Liga ainda continua sendo a "liga das estrelas", atraindo nomes como Mbappé, Vini Júnior, Yamal, Raphinha, Julián Álvarez e companhia. Mas os investimentos pós-pandemia seguem muito abaixo do que um dia já foram.
Os clubes espanhóis, que gastaram 1,5 bilhão de euros em 2019 e tiveram uma queda de cerca de 1 bilhão no ano seguinte por conta da pandemia (567 milhões de euros gastos) nunca mais romperam a barreira bilionária.
Na atual janela, os clubes do país campeão do mundo gastaram 748 milhões de euros, perto dos 734 milhões da janela passada. Esse valor coloca La Liga como a quarta liga que mais investiu, abaixo inclusive da Bundesliga, que investiu cerca de 781 milhões de euros.
A Serie A italiana, por sua vez, vive caminho inverso. Depois de concorrer com os clubes espanhóis na janela de 2019, a Itália começa a se recuperar na era pós-covid e, pelo terceiro ano seguido, supera a marca de 1 bilhão de euros em investimento. A janela atual, com um gasto de 1,16 bilhão de euros confirmado pelo Corriere della Sera e compartilhado por outros veículos italianos, é a terceira maior da história do país, ficando atrás apenas da janela de 2019 (1,52 bilhão) e de 2025 (1,19 bilhão).
O Milan foi o grande destaque da janela italiana, gastando 165 milhões de euros. Gonçalo Ramos (74 milhões de euros) e Diego Moreira (50 milhões de euros) se tornaram as contratações mais caras da história rossonera. A Juventus investiu um valor parecido (164 milhões), sem contar com a chegada de Woltemade, que chega por empréstimo um ano depois de ter custado 75 milhões de euros ao Newcastle.
A Fiorentina, que viveu um último dia de janela frenético, gastou 150 milhões de euros. Se perdeu Moise Kean para o Como, a Viola abriu os cofres para trazer Beto, Arthur Atta, Brescianini, Viery (ex-Grêmio) e Fabbian. Isso sem contar negociações por empréstimo que aportaram jogadores da qualidade de Mastantuono, Álex Jiménez, João Mário e Pedro Gonçalves.
A Bundesliga teve seus números impulsionados pela dupla Bayern e Dortmund. Em Munique, o marroquino Saibari e o alemão Nathaniel Brown custaram juntos 100 milhões de euros. Os Aurinegros investiram pouco mais da metade deste valor para contar com as promessas gregas Konstantelias e Karetsas (Konstantelias sofreu grave lesão que impactará a temporada, entretanto); e manteve o perfil de buscar jovens para lapidar no mercado (como Kauã Prates, cria do Cruzeiro).
O clube que mais investiu na janela alemã, entretanto, foi outro. O Bayern Leverkusen investiu pesado para montar um time capaz novamente de desafiar os gigantes do país. Moussa Diaby voltou para os Farmacêuticos por 37 milhões de euros, valor parecido com o usado para trazer Guéla Doué, irmão do Doué do PSG que joga pela seleção marfinense. Facundo Medina (ex-Marseille), Migel Gutiérrez (ex-Napoli) e Afonso Moreira (destaque do Lyon) são outros reforços relevantes.
Fechando o top 5 europeu, a Ligue 1 teve um investimento mais tímido do PSG, de pouco mais de 150 milhões de euros, investidos nas chegadas de Mika Godts (ex-Ajax), Akliouche (promessa do Monaco) e Ferran Torres (ex-Barça e autor do gol do título mundial da Espanha).
Já o Strasbourg, que é uma espécie de clube satélite do Chelsea na França, se aproximou dos 100 milhões de euros investidos, sem contar os jogadores que chegam por empréstimo dos Blues (Essugo, Deivid Washington, Kellyman, Jorgensen, Slonina e Antwi).
Os números de mais uma janela recheada de recordes assustam, em um mercado cada vez mais inflacionado. Agora, é ver o que o campo fala...
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