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·26 de agosto de 2026

Presidente da Dragões descarta racha e garante torcida em protesto e bateria unificada das organizadas

Imagem do artigo:Presidente da Dragões descarta racha e garante torcida em protesto e bateria unificada das organizadas

O presidente da Dragões da Real, André Azevedo, revelou por meio de vídeo publicado em suas redes sociais (assista abaixo) a decisão de não assinar o manifesto divulgado na última terça-feira (25) pelas outras duas principais torcidas organizadas do São Paulo, Independente e Falange Tricolor.

A nota em questão faz duras críticas ao Conselho Deliberativo do clube, posiciona-se contra a proposta de reforma estatutária e convoca torcedores para um protesto no clube social no próximo sábado (29).


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Para afastar especulações de ruptura no movimento unificado da arquibancada, Azevedo veio a público esclarecer os bastidores. Ele ressaltou que a recusa em assinar o texto foi motivada por discordâncias pontuais, mas garantiu que a entidade apoiará e participará das ações no Morumbi.

Apenas divergências pontuais

De acordo com o presidente da Dragões, o processo de elaboração do comunicado ocorreu com diálogo entre as lideranças das organizadas. No entanto, a exigência de concordância integral com o texto fez com que a diretoria da Dragões optasse por não colocar sua assinatura oficial no documento.

“A questão de aderir é uma verdade porque não tá escrito lá, mas a questão de não vai participar não é uma verdade”, explicou André. “Eu li a nota, concordo com 95% da nota, mas eu acho que para você assinar você tem que concordar sem a discordância. A discordância é normal, os pontos divergentes são normais.”

O estopim para a divergência foi a forma como o manifesto abordou a votação da reforma estatutária pelo Conselho Deliberativo. Enquanto o manifesto publicado por Independente e Falange exige o veto completo a qualquer alteração estatutária conduzida pela atual gestão, a Dragões adota uma postura mais flexível quanto à apreciação do texto.

“A questão da reforma estatutária é uma coisa que pega, né? Porque eu sou um cara que há anos brigo pela questão da reforma, e pela primeira vez vai ser votada por itens. E a gente chegou só nessa discordância mesmo, e aí eu preferi não assinar porque era uma coisa que eu não concordava”, revelou o presidente.

Diálogo com a Independente e bateria unificada garantida Apesar da repercussão nas redes sociais, André Azevedo enfatizou que mantém uma relação amigável com Henrique Gomes, o Baby, principal liderança da Independente. Segundo ele, o alinhamento em relação à cobrança sobre o elenco profissional — que não vence há dez partidas no Campeonato Brasileiro — segue inabalado.

“A conversa foi super de boa. Falei: ‘Baby, a gente tá junto, a gente vai estar lá sábado. A gente acabou de assinar uma nota junto saindo do CT, por mim continua tudo certo. A questão da bateria, o apoio ao São Paulo [segue normal]'”, relatou Azevedo.

Outra dúvida levantada por torcedores era se o desencontro sobre o manifesto prejudicaria o recente acordo de unificação das baterias no Morumbi. O líder da Dragões da Real assegurou que a sinergia na arquibancada está mantida para as próximas partidas em casa.

“A questão da bateria por nós aqui não foi afetada”, reforçou. “Não é que a Dragões não vai participar, não vai estar junto, não tem nada a ver com isso. A gente tá junto em várias e várias pautas, inclusive 95% das pautas da nota.”

Contexto político e a crise no São Paulo

A manifestação convocada para o próximo sábado (29), às 13h (de Brasília), promete reunir associados e torcedores comuns na sede social do clube. O protesto antecede a recepção ao ônibus da delegação são-paulina, marcada para as 17h (de Brasília), antes do confronto contra o Bragantino, pelo Brasileirão.

O manifesto assinado por Independente e Falange Tricolor exige quatro pontos considerados “inegociáveis” pela oposição interna: a rejeição à reforma estatutária, o fim dos conselheiros vitalícios, a democratização do voto (permitindo que sócios-torcedores elejam o presidente) e a punição severa a dirigentes envolvidos em irregularidades.

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