Jogada10
·05 de julho de 2026
Presidente da Federação Francesa de Futebol afirma que Chilavert caiu em desgraça

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Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol, condenou as declarações de José Luis Chilavert contra a seleção francesa. Neste sábado (4), depois da vitória da França por 1 a 0 sobre o Paraguai, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o dirigente foi às redes sociais e classificou a fala do ex-goleiro como racista. Antes do confronto, Chilavert havia chamado a equipe comandada por Didier Deschamps de “seleção da África”.
A manifestação de Diallo veio em um contexto de tensão dentro e fora de campo. Afinal, França e Paraguai já carregavam um histórico de provocações antes da bola rolar na Filadélfia. Além disso, o jogo teve marcação dura, reclamações e atritos entre jogadores das duas equipes.
Depois da classificação francesa, o presidente da federação decidiu responder publicamente ao ex-goleiro paraguaio. Assim, Diallo defendeu o elenco francês e associou a declaração de Chilavert a um ataque aos valores da seleção.
“Condeno veementemente os comentários racistas feitos por José Luis Chilavert contra a seleção francesa, que minam os valores de respeito, fraternidade e diversidade do nosso futebol. Se um dia ele foi um grande goleiro, agora caiu em desgraça”, publicou o presidente.
A declaração de Chilavert surgiu na véspera da partida. Na sexta-feira (3), o ex-goleiro respondeu a uma fala de Christophe Dugarry, campeão mundial com a França em 1998. O ex-atacante havia afirmado, em entrevista à rádio RMC Sport, que o Paraguai seria “humilhado” pela França nas oitavas.
Em seguida, Chilavert repostou a fala de Dugarry e atacou a composição da seleção francesa. Embora tenha se referido ao adversário, a frase mirou a origem familiar de vários jogadores do elenco.
“Christophe, você tem razão, no Mundial de 98 enfrentamos os franceses. Agora, o Paraguai enfrentará uma seleção da África”, escreveu Chilavert.

Goleiro afirmou que enfrentou a França em 1998 e agora os paraguaios enfrentariam uma “seleção da África” – Foto: Reprodução do X @Velez
A fala gerou reação porque retomou um tipo de ataque recorrente contra a seleção francesa. Apesar da diversidade do elenco, a equipe reúne majoritariamente jogadores nascidos na França ou em territórios franceses. Ainda assim, críticos costumam usar a ascendência africana de atletas para questionar a identidade nacional do grupo.
No elenco atual, Brice Samba nasceu na República Democrática do Congo, mas se mudou ainda criança para a França. Já Mike Maignan nasceu na Guiana Francesa, território que faz parte da França. Além disso, Michael Olise nasceu na Inglaterra, enquanto Marcus Thuram nasceu na Itália.
Por isso, a resposta de Diallo também teve peso institucional. O dirigente não tratou o caso apenas como provocação esportiva. Ao contrário, ele enquadrou a declaração como ataque à diversidade e à representação do futebol francês.
Dentro de campo, a França respondeu com classificação. Mesmo diante de uma marcação forte do Paraguai, a equipe de Didier Deschamps venceu por 1 a 0. Mbappé marcou o único gol, em cobrança de pênalti no segundo tempo, após revisão do VAR.
Com o resultado, a França avançou às quartas de final da Copa do Mundo. Agora, a seleção enfrenta Marrocos na próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston, Massachusetts.







































