Revista Colorada
·05 de março de 2026
Presidente da FGF divulga nota oficial em meio às polêmicas sobre arbitragem

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·05 de março de 2026

A arbitragem do primeiro jogo da final do Gauchão causou revolta no Internacional. A derrota por 3 a 0 passou diretamente por Anderson Daronco e Daniel Nobre Bins. O juiz e o VAR ignoraram uma cotovelada de Arthur em Rafael Borré, logo no início do Gre-Nal. De quebra, Carlos Vinícius, em posição de impedimento, bloqueia Félix Torres no lance do segundo gol, mas a infração não é assinalada.
Desta forma, o Colorado divulgou um longo comunicado criticando as decisões de campo e teve uma conversa com Leandro Vuaden, presidente da comissão de arbitragem da FGF. Como reação ao movimento do Clube do Povo, o rival solicitou a presença da CBF na partida de volta, no Beira-Rio, para evitar compensações pelo primeiro duelo.
Diante deste cenário, que teve grande repercussão durante a semana, Luciano Hocsman, presidente da FGF, decidiu se pronunciar. Em tom forte, ele criticou a posição dos dois clubes e defendeu a qualidade da arbitragem estadual, afirmando que discursos como esse atacam diretamente o caráter de cada profissional.
Confira a nota oficial na íntegra:
“Como presidente da Federação Gaúcha de Futebol, recebi com profundo descontentamento as declarações que colocam sob suspeita a arbitragem gaúcha e insinuam a necessidade de fiscalização externa das entidades nacionais e internacionais responsáveis pelo ecossistema do futebol no mundo.
O direito de reclamar é legítimo. O que não é aceitável é ultrapassar os limites do respeito institucional e tentar desacreditar profissionais e instituições que construíram, ao longo de décadas, a credibilidade do futebol gaúcho.
No futebol é permitido questionar as decisões tomadas tanto no campo do jogo quanto administrativas. O INADMISSÍVEL é colocar em dúvida não apenas as instituições, mas a honra, o caráter e moral das pessoas, sem medir as consequências que tais insinuações são capazes de gerar.
Confesso minha preocupação com o rumo desse tipo de discurso. Atualmente, vivemos num mundo de permissividade, onde a busca pelo engajamento, pela lacração, pelo ‘joinha’ fez com que as pessoas perdessem o senso de limite e alcance de suas falas.
Dentro deste contexto, não apenas dirigentes, mas influencers, identificados ou não, são plenamente responsáveis por suas manifestações, que acabam por dissimuladamente formar a opinião de milhares de torcedores e todos os resultados que delas advierem.
A arbitragem do Rio Grande do Sul não precisa de tutela. Precisa apenas do respeito que sua história construiu.
Árbitros gaúchos são amplamente reconhecidos no cenário nacional e internacional e costumeiramente são escalados pela CBF, Conmebol e FIFA para atuarem em jogos decisivos ou considerados de alta complexidade.
Assim, não permitirei que se tente desacreditar os profissionais da arbitragem gaúcha com insinuações que não fazem justiça às suas histórias e tampouco ao futebol do nosso Estado.
Quando se começa a atacar as instituições do próprio futebol, abre-se um precedente perigoso que nenhum clube, no futuro, estará imune.
Relembrem-se: o futebol gaúcho construiu sua grandeza com rivalidade dentro de campo e respeito fora dele. São dois clubes campeões do mundo! Nossa história é grande demais para ser refém de narrativas que enfraquecem o próprio jogo.
Seguiremos trabalhando com serenidade, firmeza, responsabilidade e respeito por todos aqueles que construíram e constroem, dia a dia, a força e a história do vitorioso e ilibado futebol gaúcho”.
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