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·16 de abril de 2026
Presidente da Fifa, Infantino garante Irã na Copa: “Virá, sem dúvidas”

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·16 de abril de 2026

O Irã disputará “sem dúvidas” a Copa do Mundo de 2026, afirmou, nesta quarta-feira, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, embora a participação da seleção asiática continue incerta a menos de dois meses do torneio devido ao conflito no Oriente Médio.
“O Irã virá, sem dúvidas”, ao torneio que será disputado em Estados Unidos, México e Canadá, afirmou Infantino durante um evento organizado pelo canal de televisão CNBC em Washington.
“Esperamos que, nesse momento [o início da Copa, em 11 de junho], a situação seja uma situação pacífica, o que realmente ajudaria”, explicou o dirigente.
“Mas o Irã tem de vir, representa o seu povo, se classificou e os jogadores querem jogar”, afirmou o presidente da Fifa.
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A participação do Irã na Copa do Mundo havia sido colocada em dúvida devido à guerra com os Estados Unidos e Israel, que eclodiu em 28 de fevereiro.
No entanto, Infantino já havia assegurado a participação do ‘Team Melli’ na Copa do Mundo, muito embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem o chefe da Fifa costuma aparecer regularmente, tivesse sugerido, em certo momento, que os jogadores iranianos poderiam não estar “seguros” nos Estados Unidos.
A Copa do Mundo de 2026, a primeira a contar com 48 seleções, ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho.
No início da guerra no Oriente Médio, o Irã falou em um “boicote” à Copa do Mundo, antes de pedir à Fifa que transferisse seus jogos dos Estados Unidos para o México, um pedido que foi rejeitado pela entidade máxima do futebol.
O Irã está no Grupo G do Mundial, no qual enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, e o Egito em Seattle.
Após várias semanas de bombardeios aéreos contra o Irã e represálias iranianas contra Israel e países da região, uma frágil trégua de duas semanas entrou em vigor em 8 de abril.
Mas Teerã fechou o estratégico Estreito de Ormuz e, desde segunda-feira, Washington vem impondo um bloqueio contra embarcações provenientes de portos iranianos ou a eles destinadas.
“O esporte deve ser mantido fora da política”, disse Infantino nesta quarta-feira.
“Certo, nós não moramos na Lua. Moramos no planeta Terra. Mas se não houver mais ninguém que acredite em construir pontes, e mantê-las intactas e unidas, nós é que faremos esse trabalho”, acrescentou.
Ele também considerou que a maior Copa do Mundo já organizada (em três países e com a participação de 48 seleções) será “um sucesso” se ela se mostrar “bem-sucedida do ponto de vista da segurança, isto é, sem incidentes, e do ponto de vista do futebol, com grandes jogos e um futebol empolgante”.
Com conteúdo da AFP*









































