Presidente da Gaviões classifica expulsão de Andrés como “recomeço” político no Corinthians | OneFootball

Presidente da Gaviões classifica expulsão de Andrés como “recomeço” político no Corinthians | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·27 de maio de 2026

Presidente da Gaviões classifica expulsão de Andrés como “recomeço” político no Corinthians

Imagem do artigo:Presidente da Gaviões classifica expulsão de Andrés como “recomeço” político no Corinthians
  1. Por Mirella Ramos / Redação da Central do Timão

A expulsão de Andrés Sanchez do quadro associativo do Corinthians segue repercutindo entre lideranças políticas e torcedores do clube. Após a votação realizada no Parque São Jorge, na última segunda-feira (25), o presidente da Gaviões da Fiel, Alê, comentou o resultado da sessão do Conselho Deliberativo e classificou o momento como um “recomeço” para o Corinthians.

Em entrevista concedida após a votação ao Meu Timão, o dirigente da principal torcida organizada do clube afirmou que o ambiente antes da decisão foi de tensão entre os corinthianos, apesar da vitória do time sobre o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro. “Foi uma noite muito difícil para o corinthiano. Passamos aí umas horas de muita aflição, não dormimos direito nessa virada de domingo para segunda. Teve muita tensão, por mais que nós tivéssemos ganhado do Atlético-MG, mas nosso foco também era vir em peso aqui.”


Vídeos OneFootball


Imagem do artigo:Presidente da Gaviões classifica expulsão de Andrés como “recomeço” político no Corinthians

Foto: Reprodução / Instagram

Alê destacou a mobilização da torcida para acompanhar a sessão e afirmou que a pressão popular foi importante para o desfecho da votação.

“Graças a Deus, o corinthiano, no geral, abraçou essa causa. Porque eu falo no geral. Quem sempre falou que fugiu da esfera de torcida organizada. Se o corinthiano comum também não abraçasse essa causa, infelizmente, acho que isso aqui nem ia acontecer. Ao meu ver, foi muito apertado ainda. Tem 50 pessoas aí que não sei por qual motivo ainda acham que esse cara tem condições de continuar dando as cartadas aí dentro do Parque São Jorge.”

Segundo o presidente da Gaviões, a decisão representa um recado para dirigentes que ocuparem cargos administrativos no clube futuramente.

“Que isso seja um recomeço. Um recomeço para que as pessoas que pensam em administrar o Corinthians saibam que muitos deles não desdenham da Fiel Torcida do portão para fora. Eles acham que o corinthiano fica do portão para fora. Para que eles saibam que daqui para frente não é só as organizadas que vão estar fiscalizando cada passo deles lá dentro, mas o corinthiano no geral.”

Durante a entrevista, Alê também falou sobre a situação de Augusto Melo, ex-presidente afastado do clube, que será julgado pelo Conselho Deliberativo na próxima segunda-feira (1º). O dirigente relembrou o apoio dado anteriormente pela organizada ao ex-mandatário, mas afirmou que a relação mudou após o surgimento de denúncias.

“Segunda-feira que vem estamos aqui novamente para tentar expulsar esse cara aí que enganou a Fiel Torcida. A gente depositou uma confiança muito grande, até nós. Nós apoiamos oficialmente o Augusto Melo. Teve duas reuniões de impeachment que nós, entre aspas, evitamos, porque naquele momento achamos que tirar do Corinthians para depois pensar nessa política.”

Na sequência, completou:

“Mas quando a gente viu que realmente vários indícios não tinham a mínima condição de manter esse cara, soltamos a mão dele, entre aspas, e ele caiu. Agora, do mesmo jeito que a Fiel Torcida, que nós apoiamos ele oficialmente, colocamos ele na presidência, nós vamos eliminar ele de vez aqui do quadro associativo do Parque São Jorge.”

O presidente da Gaviões afirmou ainda que a mobilização política entre torcedores aumentou nos últimos anos e destacou que o corinthiano passou a acompanhar mais os bastidores administrativos do clube.

“O corinthiano se politizou. Hoje o corinthiano tem que saber quem é o presidente do clube, quem é o presidente do Conselho. Ele não é simplesmente torcer. Hoje isso aqui é uma vitória da Fiel Torcida no geral.”

Alê também comentou sobre posicionamentos públicos envolvendo temas políticos e administrativos do Corinthians. Segundo ele, há cuidado para separar opiniões pessoais de manifestações institucionais da organizada.

“Eu já cansei de falar que não acredito mais nesse modelo de governança. Tenho minhas convicções em relação até à intervenção judicial. Mas eu tenho que tomar muito cuidado porque isso não é um posicionamento do Gaviões. Acho que isso tem que ser debatido muito mais amplamente.”

Ao longo da entrevista, o presidente da torcida organizada voltou a afirmar que a união entre torcedores organizados e sócios comuns foi essencial para pressionar o Conselho Deliberativo.

“A gente viu aqui vários corinthianos sem ser de torcida organizada presentes. E segunda-feira tenho certeza que vai estar o triplo disso aqui. Porque a nossa missão não para por aqui.”

Apesar da comemoração pela expulsão de Andrés Sanchez, Alê também demonstrou preocupação com a atual situação financeira e administrativa do Corinthians. O dirigente citou o transfer ban, o endividamento do clube e a dificuldade em competir financeiramente com rivais.

“A gente sai daqui feliz, mas a gente sabe que amanhã é mais notícia ruim. Não tem dinheiro para pagar transfer ban. A gente não consegue bater de frente com os grandes clubes. Se não for a força da Fiel Torcida, se a Fiel Torcida não entrar de verdade, a gente não tem essa força toda.”

Por fim, Alê classificou o atual cenário como o momento mais delicado da história recente do Corinthians e pediu união da torcida em meio à crise política e financeira vivida pelo clube.

“Acho que é o pior momento da história do Corinthians. E a gente não vê uma luz. A gente vê várias promessas. Mas a gente não pode desistir. Desistir para nós não é opção. Hoje é o dia do recomeço aqui, acreditando sempre que dias melhores virão.”

Saiba mais sobre o veículo