Esporte News Mundo
·20 de fevereiro de 2026
Presidente de gigante do Brasileirão revela ter sofrido tentativa de chantagem

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O presidente do São Paulo, Harry Massis Jr., afirmou ter sido alvo de uma tentativa de chantagem política nos bastidores do clube após vir à tona uma denúncia que envolve sua filha, Christina Massis. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornalista Gabriel Sá.
O caso trata de uma suposta revenda irregular de ingressos de shows realizados no Morumbis em 2024, com valor estimado em cerca de R$ 3 mil.
Em contato com a imprensa, Massis declarou que tomou conhecimento do episódio apenas recentemente e que, além da surpresa e indignação, sofreu pressão para que o assunto não ganhasse repercussão interna e externa.
Segundo ele, a tentativa de abafar o caso teria como pano de fundo a resistência de grupos políticos às mudanças administrativas que sua gestão vem promovendo no clube.
“Reafirmo que só soube do caso há poucos dias e que fui também chantageado para que o assunto não viesse à tona. Mas aparentemente não me conhecem. Aqui tem um homem íntegro, que tem como único intuito passar o São Paulo a limpo, custe o que custar”, afirmou o dirigente.
A denúncia chegou a conselheiros influentes do clube e motivou a convocação de uma reunião de emergência do Conselho Consultivo, marcada para esta sexta-feira (20), às 15h.
O encontro foi chamado pelo presidente do órgão, Ives Gandra da Silva Martins, diante da gravidade do tema, e apesar de pedidos de adiamento, prevaleceu o entendimento de que o assunto exigia tratamento imediato.
Massis garantiu que solicitará formalmente o encaminhamento do caso à comissão de ética do São Paulo para apuração detalhada, adotou um discurso de tolerância zero e deixou claro que não haverá qualquer tipo de proteção por vínculo familiar.
“A Christina é maior de idade, tem seu próprio CPF e deve responder pelos seus atos. Durante minha gestão, minha maior missão é ter tolerância zero com qualquer atitude eticamente reprovável. Isso vale para todos, até para minha filha”, declarou.
O episódio ocorre em um momento de forte turbulência política no clube, semanas após a saída do ex-presidente Julio Casares, que confirmou presença na reunião do Conselho Consultivo.
Nos bastidores, há relatos de que Massis pode sofrer pressão para renunciar, movimento que, segundo aliados do atual mandatário, também poderia estar ligado a tentativas de chantagem.
Há ainda a avaliação interna de que a denúncia envolvendo Christina Massis pode ter relação com outros episódios recentes de venda irregular de ingressos no estádio, casos que culminaram na renúncia da antiga gestão. Defensores dessa tese acreditam que o novo imbróglio estaria sendo usado como instrumento de disputa política dentro do clube.
O Conselho Consultivo do São Paulo tem caráter apenas opinativo e não possui poder para aplicar punições, e eventuais sanções ou desdobramentos dependerão de instâncias competentes, como a comissão de ética e o Conselho Deliberativo.
Até o momento, o órgão interno recebeu a denúncia, mas ainda sem apresentação pública de provas conclusivas.
Antes mesmo de assumir a presidência, Harry Massis afirma ter afastado parentes dos círculos de poder do clube, incluindo a própria filha, que anteriormente atuava na base do futebol feminino.
Segundo o dirigente, a medida fez parte de uma política de compliance adotada logo no início de sua gestão.









































