Central do Timão
·19 de julho de 2026
Presidente do CD do Corinthians tenta avançar com reforma do Estatuto e recebe apoio do Cori

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·19 de julho de 2026

A proposta de reformulação do Estatuto do Corinthians voltou a movimentar os bastidores políticos do clube. Nos últimos dias, Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo (CD), e Miguel Marques e Silva, que comanda o Conselho de Orientação (Cori), se reuniram para discutir alternativas e tentar aproximar as posições dos dois órgãos responsáveis pela fiscalização interna do Timão.
A reunião teve como objetivo encontrar um caminho comum para a continuidade do processo de mudança do documento. A informação foi publicada inicialmente pela TMC. Após o encontro, Tuma Júnior enviou ao presidente do Cori uma nova versão da proposta de reforma estatutária. O texto foi elaborado a partir de uma solicitação da Comissão de Reforma do Estatuto do Conselho Deliberativo.

Foto: Divulgação/Corinthians
O grupo responsável pela elaboração é formado pelos conselheiros Claudia Carlos de Oliveira, Corinto Baldoino Parreira e Costa, Dalton Gioia, Edson Aparecido Geanelli e Gerson Leme.
A intenção agora é reunir as propostas em um documento único que também tenha a aprovação do Conselho de Orientação. A estratégia busca corrigir o problema apontado pela Justiça e permitir a retomada do processo que foi interrompido por uma liminar.
A decisão judicial havia suspendido a Assembleia Geral dos associados, inicialmente marcada para 20 de junho. Na ocasião, os sócios votariam a aprovação ou rejeição das alterações propostas para o Estatuto do Corinthians.
A suspensão ocorreu após um agravo de instrumento apresentado pelos conselheiros vitalícios Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger. Poucos dias antes da votação, o desembargador Mauricio Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu tutela de urgência no caso.
Na decisão, o magistrado apontou “indícios relevantes de descumprimento de regramento procedimental” estabelecido pelo próprio Estatuto do clube. Um dos principais pontos levantados pela Justiça envolve o artigo 97, alínea “m”. O dispositivo determina que cabe ao Conselho de Orientação apresentar propostas de alterações estatutárias ao Conselho Deliberativo.
Por isso, a avaliação dentro do Corinthians é de que uma eventual aprovação da nova versão pelo Cori poderia eliminar a irregularidade apontada na decisão judicial. A partir daí, o procedimento poderia ser reiniciado desde o começo. O novo rito teria como etapas uma nova análise e votação do texto no plenário do Conselho Deliberativo e, posteriormente, a realização de uma Assembleia Geral com os associados.
A expectativa nos bastidores é concluir todas essas fases até setembro. Dessa forma, o clube ainda poderia colocar o novo Estatuto em vigor antes das eleições para a diretoria e para o Conselho Deliberativo, previstas para novembro.
A nova proposta foi organizada em quatro blocos principais. O primeiro reúne os artigos que não sofrerão qualquer alteração e continuarão exatamente iguais à redação atualmente em vigor. O segundo grupo é composto por mudanças que já foram aprovadas anteriormente pelo Conselho Deliberativo, mas que ainda aguardam a aprovação da Assembleia Geral para passarem a valer oficialmente. Já a terceira parte concentra as alterações sugeridas pela Comissão de Reforma com o objetivo de adequar o Estatuto à Lei Geral do Esporte (LGE).
O quarto e último bloco reúne propostas que ainda precisam ser submetidas à votação, mas que foram construídas a partir de entendimentos comuns identificados durante audiências públicas realizadas com a participação de conselheiros, associados e torcedores. Além da divisão em quatro partes, o novo documento também identifica os dispositivos que deixaram de valer por meio da indicação “Revogado”.
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