Central do Timão
·28 de março de 2026
Presidente do Conselho do Corinthians aciona MP e pede investigação contra Osmar Stabile e diretor

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O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians Romeu Tuma Júnior protocolou no Ministério Público de São Paulo uma notícia de fato em que acusa o presidente do clube Osmar Stabile e o diretor-adjunto jurídico William Tapara de Oliveira de supostas práticas ilícitas, como manipulação de testemunha, coação e fraude processual.
A Central do Timão teve acesso ao documento encaminhado à Promotoria Criminal, que descreve um contexto de acirramento institucional no clube, marcado por disputas políticas e divergências quanto à condução administrativa e à fiscalização das contas. Segundo Tuma, sua atuação à frente do Conselho, especialmente no que se refere à análise financeira da gestão e à proposta de votação de um novo estatuto, teria provocado reação por parte da diretoria.

Foto: Central do Timão
De acordo com a peça, há indícios de que a eventual reprovação das contas possa comprometer diretamente o futuro político de Stabile, inclusive com possibilidade de inelegibilidade. Nesse contexto, o presidente do Conselho alega ter sido alvo de uma estratégia para inviabilizar sua atuação e afastá-lo do cargo.
A notícia de fato aponta que teria sido construída uma narrativa artificial de ameaça atribuída a Tuma, sem respaldo probatório. Entre os elementos citados estão a ausência de gravações que comprovem a suposta intimidação e o fato de testemunhas mencionadas em boletim de ocorrência serem ligadas diretamente à diretoria.
O documento também menciona a tentativa de afastamento do presidente do Conselho por meio de reunião considerada irregular, sem previsão estatutária e conduzida, segundo a denúncia, pelo próprio interessado no resultado. A formalização da ata e a condução do processo são apontadas como violações aos princípios de ampla defesa e contraditório.
Suposto aliciamento de testemunha
O centro da controvérsia remonta ao dia 6 de março, quando Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile estavam em mesas separadas em uma pizzaria no Parque São Jorge. Na ocasião, o influenciador e torcedor Osni Fernando Luiz, conhecido como “Cicatriz”, abordou o presidente do Conselho em tom de cobrança, dando início a um debate acalorado, que foi registrado em vídeo e posteriormente divulgado em suas redes sociais.
Segundo Tuma, Cicatriz teria sido aliciado para provocar uma situação que embasasse acusações contra o próprio presidente do Conselho. De acordo com o relato, o torcedor teria recebido benefícios, como acesso ao centro de treinamento e uma camisa autografada por jogadores, em troca de participação na suposta encenação. Ainda conforme Tuma, o influenciador também teria sido pressionado pelo diretor-adjunto jurídico a sustentar que foi vítima de agressão no episódio, embora posteriormente, em áudio, tenha afirmado não ter sofrido qualquer ataque.
Na sequência dos acontecimentos, passou a circular a versão de que Tuma teria se dirigido à mesa de Osmar Stabile e proferido uma ameaça: “ou você faz o que eu quero ou eu vou te fod…”. O episódio foi utilizado dias depois, durante reunião do Conselho que discutiria a reforma estatutária, como base para acusações de ameaça e interferência na gestão, o que contribuiu para esvaziar e inviabilizar a votação do projeto.
Com base nos fatos narrados, o presidente do Conselho aponta a possível ocorrência de crimes como patrocínio de falso testemunho, coação no curso do processo, constrangimento ilegal, denunciação caluniosa e fraude processual. Ele solicita ao Ministério Público a instauração de investigação e a responsabilização dos envolvidos, caso as condutas sejam confirmadas. Tuma também requer a coleta de imagens de câmeras de segurança internas e externas do clube, especialmente da área onde ocorreu o episódio, como forma de esclarecer a dinâmica dos fatos e preservar provas.
As versões, contudo, são conflitantes. Enquanto Tuma nega ter feito qualquer ameaça e afirma ser alvo de armação, Stabile sustenta a narrativa apresentada internamente. A partir disso, o mandatário levou o caso à Comissão de Ética e chegou a convocar uma reunião extraordinária para afastar provisoriamente o presidente do Conselho do cargo, medida cuja validade segue sob questionamento e análise judicial.
A apresentação da notícia de fato acrescenta um novo capítulo à crise política no Corinthians, que envolve não apenas disputas administrativas, mas também questionamentos sobre governança, transparência e legalidade de atos internos. O Ministério Público deverá analisar o material nos próximos dias para decidir se abre investigação formal.
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