Jogada10
·02 de março de 2026
Presidente do Corinthians recua e barra venda de André ao Milan

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·02 de março de 2026

A negociação que parecia encaminhada para levar o volante André ao futebol europeu sofreu uma reviravolta neste fim de semana. O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, decidiu não assinar o contrato de venda do jogador ao Milan, mesmo após o acordo ser tratado como fechado pelo estafe do atleta e como avançado internamente no clube.
O valor envolvido na transação era de R$ 103 milhões, mas não agradou o mandatário. A decisão foi tomada neste domingo (01/3), um dia após a divulgação do negócio, em meio à forte repercussão negativa entre os torcedores e às críticas públicas sobre a possível saída do jovem de 19 anos. Stabile optou por não tratar do tema antes da partida contra o Novorizontino e “bateu o martelo” após o jogo.
Nesta segunda-feira (02/3), o presidente pretende formalizar sua posição em reunião com dirigentes do departamento de futebol, comunicando oficialmente que não aceitará a proposta nos termos apresentados. Para ele, André tem potencial de mercado superior ao valor colocado à mesa pelos italianos.
O recuo acontece em um contexto já de pressão. Afinal, após a eliminação do Corinthians na semifinal do Campeonato Paulista, o técnico Dorival Júnior foi direto ao comentar a possível venda. O treinador afirmou que o volante “vale muito mais no mercado”, defendeu que o retorno técnico deve vir antes do financeiro e demonstrou incômodo com a necessidade constante de reformular o elenco.
A repercussão levou o executivo de futebol Marcelo Paz a se manifestar logo após a entrevista coletiva de Dorival. O dirigente ressaltou que o negócio ainda dependia da assinatura de Stabile. Além disso, lembrou que o clube precisa, em algum momento, realizar vendas para equilibrar as contas.

Presidente do Corinthians barra saída de André ao Milan – Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians
A proposta do Milan previa a compra de 70% dos direitos econômicos de André por 15 milhões de euros fixos, aproximadamente R$ 91 milhões, mais 2 milhões de euros em bônus. Esses valores adicionais estariam condicionados à participação do jogador em 20 partidas pelo Corinthians, com ao menos 45 minutos em campo, até a paralisação do calendário para a disputa da Copa do Mundo. O Timão ainda manteria 20% do lucro em uma eventual venda futura.
Para viabilizar a transferência, André aceitou abrir mão da quantia referente aos outros 30% de seus direitos econômicos. O contrato com o Milan seria de cinco anos, mas a ida para a Itália ocorreria apenas no meio do ano, já que a janela europeia está fechada neste momento.
O estafe do jogador sustenta que o acordo está fechado. Segundo essa versão, houve troca de minutas e assinaturas de praticamente todos os envolvidos, com exceção do presidente do Corinthians. Por isso, os representantes entendem que a proposta é vinculante e avaliam que o clube italiano pode recorrer à Fifa. O Milan pode alegar quebra unilateral de contrato, caso o Timão confirme a desistência.
Do lado corintiano, porém, o entendimento é diferente. A diretoria sustenta que uma transferência só se concretiza com a assinatura do presidente e trata trocas de documentos e ajustes jurídicos como parte natural de uma negociação em andamento. Por isso, o clube não demonstra preocupação com possíveis desdobramentos jurídicos.
Revelado nas categorias de base do Corinthians e promovido ao profissional por Dorival, André soma 24 partidas pela equipe principal. Dez delas como titular, além de quatro gols marcados. Enquanto o impasse não é resolvido, o futuro do volante permanece indefinido.









































