Coluna do Fla
·01 de outubro de 2026
Presidente do Vasco dá chilique e manda recado ao Flamengo: “Vou judicializar o Maracanã”

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·01 de outubro de 2026

O presidente do Vasco, Pedrinho, afirmou nesta quarta-feira (30) que vai acionar a Justiça para mandar no Maracanã o jogo de volta contra o Boca Juniors (ARG). A partida vale vaga na final da Copa Sul-Americana e está marcada para 20 de outubro.
A decisão veio depois de nova negativa do Consórcio Maracanã, gerido por Flamengo e Fluminense. O estádio funciona sob concessão do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o dirigente, a ação deve chegar ao Judiciário.
Mesmo assim, o Maracanã não é a primeira opção cruz-maltina. Em entrevista ao apresentador Igor Rodrigues, da CazéTV, Pedrinho reforçou que prefere jogar em São Januário. Para isso, aceita reservar 4 mil dos cerca de 20 mil ingressos do estádio à torcida argentina.
“Eu vou judicializar o Maracanã. Hoje, inclusive (…) A minha prioridade contra o Boca é São Januário, independentemente que sejam quatro mil (ingressos de visitantes). Se eu tenho a possibilidade de negativa de São Januário, eu vou judicializar o Maracanã“, afirmou o presidente.
Na mesma conversa, o dirigente organizou as alternativas em ordem de preferência. Primeiro aparece São Januário. Depois vem o Maracanã e, por último, o Nilton Santos, administrado pelo Botafogo.
O regulamento da Sul-Americana exige estádios com pelo menos 30 mil lugares a partir das semifinais. Portanto, a casa vascaína não atende ao requisito sem uma autorização especial da entidade.
Além disso, a norma obriga o mandante a destinar ao menos 4 mil ingressos à torcida visitante. Entretanto, o setor visitante de São Januário costuma receber no máximo 2 mil pessoas. Por isso, Pedrinho negocia com os órgãos de segurança pública para ampliar o espaço.
Na última sexta-feira (25), o presidente já havia pedido flexibilidade ao comando da Conmebol. Na ocasião, ele também citou a boa relação com Juan Román Riquelme, presidente do Boca.
Por sua vez, o Nilton Santos enfrenta outra resistência. O Botafogo liberou o estádio, mas o clube argentino rejeita atuar em gramado sintético.
O consórcio recusou formalmente o pedido vascaíno na segunda-feira (28). Na justificativa, a gestão citou a grande quantidade de partidas e o desgaste do gramado. Segundo a administração, o estádio terá recebido 58 jogos em 2026 até o fim de setembro.
No mesmo dia, o Maracanã iniciou a troca completa do piso, logo depois de receber uma partida da NFL. Antes disso, a gestão já havia vetado os duelos do Vasco contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil.
O desfecho, aliás, já estava desenhado. Na semana passada, uma pessoa ligada ao Flamengo antecipou ao Coluna do Fla que o clube não liberaria o estádio. Do outro lado, a diretoria vascaína entende que possui um direito garantido por acordo firmado.
O calendário de outubro explica boa parte da resistência rubro-negra. No dia 11, Flamengo e Fluminense fazem o clássico no Maracanã, já com o novo gramado. Em seguida, o rival recebe o Palmeiras no dia 14, pela ida da semifinal da Libertadores.
Enquanto isso, o Flamengo visita o Estudiantes (ARG) no dia 15, na Argentina. Depois, decide a vaga na final em 22 de outubro, às 21h30, no Maracanã. Assim, um jogo do Vasco no dia 20 deixaria apenas 2 dias de recuperação ao gramado.
Antes da maratona continental, o time rubro-negro aproveita a pausa da Data FIFA. A equipe volta a campo em 8 de outubro, contra o Santos, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão.
Pelo regulamento, o Vasco precisa informar o palco da partida com pelo menos 10 dias de antecedência. Dessa forma, o limite cai em 10 de outubro. Até lá, o clube depende de resposta da Justiça, da Conmebol ou de ambas.
A semifinal começa em 13 de outubro, às 21h30, na Bombonera, em Buenos Aires. Uma semana depois, a vaga será decidida no Rio de Janeiro. Na outra chave, Atlético-MG e Montevideo City Torque (URU) disputam o segundo lugar na final.







































