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·03 de fevereiro de 2026
Presidente ou investidor? Diego Fernandes revela seus planos para "ajudar" o São Paulo

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·03 de fevereiro de 2026

Nos últimos meses, o nome do empresário Diego Fernandes surgiu como uma ponta de esperança na torcida do São Paulo. São paulino fanático, o bilionário admitiu estar se reunindo com pessoas e pensando em maneiras de ajudar o clube do coração como intermédio para possíveis investidores. Apesar disso, ponderou sobre o momento do clube e revelou seus planos.
Diego foi direto ao comentar sobre uma possível entrada na política do São Paulo. Segundo ele, isso não faz parte dos planos e não possui interesse nenhum. O empresário explica que tem sua própria profissão e negócios, dentro de uma agenda repleta de compromissos onde não sobraria espaço para gerir o Tricolor da maneira que seria o correto.
Apesar disso, Diego Fernandes deixa claro que enxerga o São Paulo como "ativo". Ou seja, segue como um investidor que quer ajudar.
"Não tenho interesse de ser presidente do São Paulo, não tenho interesse em participar da política do São Paulo, eu nem tenho tempo para isso. Eu trabalho com o mercado financeiro, eu tenho uma agenda extremamente complicada, eu fico até mais fora do Brasil do que no Brasil. E você ter um cargo hoje dentro do São Paulo requer muita dedicação, muito empenho. Não é esse o momento da minha vida. Mas eu enxergo o São Paulo como um ativo, como um investidor que quer ajudar o São Paulo", disse Diego Fernandes, em entrevista ao portal 'Arquibancada Tricolor'.
Empresário e gestor de patrimônio, Diego Fernandes vem ganhando projeção no meio esportivo nos últimos anos. Ele teria sido um dos grandes responsáveis pela chegada de Carlo Ancelotti a Seleção Brasileira. E assim, surgiu também como um possível nome ligado aos rumos financeiros do São Paulo.
Em meio a tantos escândalos internos e problemas que fizeram o São Paulo entrar numa dívida assustadora, a possibilidade de um investidor anima o torcedor. Num mundo onde as SAFs tem prevalecido, essa pode acabar sendo a saída para um clube gigante abandonado pelo tempo e gestões precárias. E nesse contexto é que entra Diego Fernandes.
No entanto, apesar da esperança e expectativa da torcida, Diego Fernandes deixa claro o momento do São Paulo. Apesar de ter dito que enxerga o Tricolor como um ativo e que quer ajudar, isso no momento é mais complexo do que se imagina. Segundo o empresário, com o olhar de investidor, o clube do Morumbi não apresenta uma atratividade tão grande, por conta dos processos internos e estatutos.
"Se você perguntar para mim hoje, você colocaria seu dinheiro como investidor no São Paulo? Assim como eu faço investimentos. Eu sou investidor na pessoa física de grandes companhias como Petrobras, como Vale do Rio Doce, mas eu enxergo uma gestão onde eu consigo entender o que está acontecendo, olhar um balanço, olhar um compliance, diferente do São Paulo", revela.
Assim, Diego define que com o atual modelo de gestão, não se sente seguro em fazer um aporte no São Paulo, ou de trazer investidores de sua vasta rede de network.
"Então, hoje, eu não me sinto seguro com o modelo atual de gestão do São Paulo. Eu não me sinto seguro para que possa fazer um investimento eu, pessoa física, ou trazer outros investidores, porque eu não vejo compliance, eu não vejo uma gestão profissional como deveria ser feita", dispara Diego.
Com o impeachment de Julio Casares, o presidente Harry Massis até passou a tomar medidas. Nomes problemáticos deixaram a gestão e uma limpa, em meio a tentativa de profissionalização, começa a aparecer. No entanto, isso tudo ainda é um pequeno passo, num ano que ainda terá eleições e tudo pode mudar mais uma vez.










































