Esporte News Mundo
·01 de março de 2026
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A possível venda do volante André ganhou contornos de crise interna no Corinthians. Após a derrota para o Novorizontino na semifinal do Campeonato Paulista, no último dia 28, o técnico Dorival Júnior fez duras críticas à condução do caso.
Menos de 24 horas depois, o presidente Osmar Stabile decidiu não assinar o acordo que previa a transferência do jogador ao Milan, segundo o ge, por até 17 milhões de euros (cerca de R$ 103 milhões).
A negociação estava encaminhada e envolvia a venda de 70% dos direitos econômicos do atleta por 15 milhões de euros fixos, além de 2 milhões em bônus atrelados a metas. O clube paulista ainda manteria 20% de lucro sobre uma futura venda.
André, inclusive, abriria mão dos 30% que lhe pertencem para viabilizar o negócio. O contrato com os italianos teria duração de cinco anos, com apresentação prevista apenas para o meio do ano, devido ao fechamento da janela europeia.

André, jogador do Corinthians (Foto: Rodrigo Coca / Corinthians)
Mesmo com o estágio avançado das conversas, faltava a assinatura do presidente para oficializar a transferência. Ao tomar conhecimento detalhado das condições financeiras, Stabile entendeu que os valores não condizem com o potencial do jogador de 19 anos e optou por barrar o desfecho. Uma reunião deve formalizar a decisão internamente.
A fala de Dorival na coletiva após a eliminação foi determinante para ampliar a repercussão do caso. Visivelmente incomodado, o treinador questionou a prioridade dada ao retorno financeiro.
— Temos que ver qual o retorno que queremos. Técnico, de resultados, ou financeiro. Se for financeiro, não faço parte deste tipo de processo – afirmou o técnico do Corinthians.
O comandante ainda destacou que não quer “a todo momento ter que refazer equipes”, deixando claro o desgaste com a possibilidade de perder uma das principais peças reveladas recentemente pelo clube.
A declaração do técnico evidenciou um desalinhamento entre comissão técnica e diretoria em um momento já delicado pela eliminação estadual. A notícia da venda também gerou reação negativa entre torcedores, aumentando a pressão nos bastidores e no presidente.
O estafe do jogador do Corinthians sustenta que o acordo é vinculante, já que houve troca de minutas e assinaturas de quase todos os envolvidos, restando apenas a do presidente. Nesse entendimento, uma desistência poderia resultar em questionamento na FIFA por quebra unilateral.
Já a diretoria alvinegra defende que o negócio só é considerado fechado com a assinatura presidencial e trata as trocas de documentos como parte da fase de negociação.
Enquanto o impasse não é resolvido, André segue integrado ao elenco e, inclusive, foi titular em Novorizonte na noite deste sábado, na eliminação do Corinthians no Palustão.
📸 Mauro Horita - 2025 Getty Images
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