Glorioso 1904
·14 de setembro de 2026
Prestianni à solta, Echeverri e Palhinha: Tudo o que disse Marco Silva após Benfica - Gil Vicente

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·14 de setembro de 2026

Após o triunfo complicado sobre o Gil Vicente (3-1) no Estádio da Luz, onde garantiu mais uma vitória na Liga Portugal Betclic com o Benfica, estando a apenas dois pontos do Porto, o técnico Marco Silva analisou o jogo em conferência de imprensa.
Jogos difíceis fazem parte da trajetória
"Um jogo difícil. Tornou-se ainda mais quando ficámos em desvantagem no marcador, mas uma vitória justíssima. Difícil, até ao fim, suada, como muitas vezes tem de ser. Temos dito, em alguns momentos, que não íamos estar sempre a liderar o resultado; nós queremos, mas hoje é um bom exemplo disso. Mas, acima de tudo, estou muito satisfeito pelo acreditar não só dos jogadores, mas do estádio. Percebi perfeitamente, a partir do minuto 80, como os adeptos sentiram que nós estávamos a tentar tudo, mesmo desde o banco. A forma como puxaram a equipa para a frente e criaram mais dificuldades ao nosso adversário foi fundamental. E depois, o esforço total dos jogadores. É como tem de ser. Há momentos em que não vai ser de uma forma tão clara, a começar a liderar, a marcar cedo, independentemente de termos tido um ou outro bom momento para marcar antes do Gil".
Qualidades do Gil Vicente e dificuldades do Benfica
"A primeira vez que foram à nossa baliza fizeram um golo. Num momento em que, e é o pior que nos pode acontecer, após uma boa reação nossa. O momento ou a definição após ganharmos é fundamental. E nós ganhámos e perdemos muito rapidamente a bola e é um ataque rápido do nosso adversário, com uma boa tomada de decisão e um bom golo do nosso adversário. Mas claramente, aqueles momentos temos que fazer melhor. No primeiro momento, decidir melhor e depois defender melhor aquele momento ou a defesa da nossa área. Mas há que dar mérito ao Gil também nesse momento. Em relação ao jogo, de uma forma geral, os nossos timings de pressão não foram os melhores. Senti a equipa um bocado pesada também, mas não foram os melhores. Nós sabemos que o Gil Vicente punha muita gente na primeira fase de construção e nós, muitas vezes, o Pavlidis e o Prestianni um pouco abertos demais, não esperaram pelos momentos certos para saltarmos à pressão e criaram-nos, em alguns momentos, não dificuldades, não que tivessem criado oportunidades ou muitas vezes tivessem chegado à nossa área, mas conseguiram acalmar o jogo. Acima de tudo, conseguiram acalmar o jogo. É uma equipa que sabe o que está a fazer com a bola e nós permitimos isso. Eles foram acalmando em alguns momentos, independentemente da percentagem de posse de bola que tivemos, que foi muito elevada, mas eles conseguiram, em alguns momentos que nós queríamos colocar intensidade, eles foram acalmando o jogo. E foi por aí que eles foram acalmando, estando em vantagem. Mas há que realçar a capacidade, nós estando em desvantagem, a capacidade de dar a volta ao resultado da forma como fizemos. Criámos novamente as oportunidades mais que suficientes para estar a ganhar antes daqueles minutos finais, mas esta é daquelas também que se tem de saber bem, não vai ser sempre de uma forma tão clara".
Palhinha no banco é gestão para o clássico?
"Não, eu fiz uma alteração e, sinceramente, se calhar devia ter feito mais. Porque eu senti a equipa um pouco pesada. Estava, e isto é para as duas equipas, estava bastante calor mesmo. Nós é que decidimos colocar o jogo do Moreirense na data que colocámos, portanto, não há que queixar. Compete-me a mim gerir. Fiz uma alteração, se calhar devia ter feito ainda mais para estarmos um pouco mais frescos. Nunca se sabe como é que a equipa vai reagir. Optei por fazer só uma de um jogador que tem vindo a jogar muito também, que é o Aursnes, que eu sabia que estava com condições e que tem feito muito bem o seu trabalho. E possivelmente devia ter feito mais. Mas sentiu-se. O que é certo é que quem veio do banco deu uma boa resposta, ajudou a equipa, isso é importante. O João com a sua capacidade empurrou a equipa para a frente, começou a ganhar duelos e precisávamos dele fresco também, e ele no momento em que entrou estava fresco. O Aursnes um pouco mais cerebral".
Estreia impactante de Echeverri
"Foi importante. Gostei sinceramente, agradou-me bastante. Ele precisa de mais tempo para estar connosco. Eu acho que a paragem das seleções será muito importante para ele, porque felizmente ou infelizmente iremos ficar com poucos jogadores e ele, à partida, não sendo convocado, será importante tê-lo. Vamos ter um bom tempo para trabalhar e para colocá-lo ao melhor nível. Mas agradou-me bastante. Num momento decisivo do jogo, num momento em que ele tem que entrar e que joga numa posição em que tem que ser decisivo, tem que assumir. E isso agradou-me, a forma como assumiu, a forma como não teve medo de procurar a bola, a forma como em muitas tabelas e momentos curtos conseguiu à entrada da área fazê-lo. E agrada-me bastante. No momento da paragem para a hidratação, falei com ele e com o João (Palhinha) qual seria o próximo passo para nós, colocando o John (Durán). Aproveitámos aquele momento, já o tínhamos preparado, mas aproveitámos aquele momento para lhe dar indicações. Íamos ficar só com dois médios e ele teria que ser o segundo médio com o João. E ele mesmo nesse momento assumiu e bem. Gostei bastante. Foi pouco tempo, mas gostei bastante. É um jogador muito criativo, é um jogador que entre linhas nos vai dar coisas muito boas. E nós naquele momento precisávamos de um jogador com a criatividade do Cláudio".
Prestianni endiabrado
"O Prestianni está num momento de forma extraordinário. Depois podemos analisar onde é que ele está a render mais, e é fácil para vocês dizerem depois do golaço, mas ele está num momento em que pode ajudar-nos por dentro, pode-nos ajudar à esquerda, pode-nos ajudar no corredor direito. Os números, o princípio da época mostram-nos que é à esquerda. Estava super fatigado, se vocês analisarem o jogo dele e as reações dele, era um dos jogadores que se sentiu claramente e eu geri-o. Ele só jogou 60 minutos na última quarta-feira, mas deu tudo, lutou até ao fim. E tem sido brilhante".
"Coisas estranhas durante o jogo"
"Isso deixo para vocês analisarem. Ganhámos um jogo difícil, ganhámos 3-1. Adorei a reação do público nos últimos dez minutos, como puxaram a equipa. Adorei a reação dos meus jogadores, não foi um jogo brilhante. Isso é que me deixa satisfeito. Quanto ao resto, não vou fazer nenhuma análise, não me compete a mim. Se vocês notaram todas essas coisas diferentes, vocês que analisem".
Triunfo antes do Clássico
"Era fundamental. Disse aos meus jogadores que íamos entrar numa semana de nove pontos e para nós era fundamental consegui-lo. De três em três teríamos que o conseguir e conseguimos de variadíssimas formas, em dois campos muito difíceis. O estado do relvado de que me queixei um pouco, se calhar critiquei demais, mas isto é uma defesa não para nós Benfica ou para os nossos jogadores, acho que é uma defesa para o futebol português. Para nós era fundamental conseguir esta semana de nove pontos. Isso era o fundamental para nós. Antes disso temos um jogo de Liga Europa".
Memória favorita enquanto técnico do Benfica
"Normalmente não me lembro, vou-me esquecendo, não sei se é da idade, vou-me esquecendo muito rápido das coisas que vão acontecendo. A melhor memória é a desta noite porque ganhámos o jogo e porque era o mais importante".







































