Principal torcida organizada do Corinthians se manifesta após declaração de conselheiro sobre intervenção judicial | OneFootball

Principal torcida organizada do Corinthians se manifesta após declaração de conselheiro sobre intervenção judicial | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: Central do Timão

Central do Timão

·23 de agosto de 2026

Principal torcida organizada do Corinthians se manifesta após declaração de conselheiro sobre intervenção judicial

Imagem do artigo:Principal torcida organizada do Corinthians se manifesta após declaração de conselheiro sobre intervenção judicial
  1. Por Fabio Luigi / Redação da Central do Timão

Na manhã deste domingo (23), os Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Corinthians, emitiram uma nota oficial após uma declaração do conselheiro e advogado Paulo Pedro, secretário do Conselho de Orientação (CORI) do clube. Em entrevista à ESPN Brasil, afirmou que os Gaviões “não sabem o que querem” citando a defesa pela renovação do contrato do atacante Memphis Depay, no qual intitulou como ‘o mais absurdo da história’ da instituição e, por outro lado, os pedidos de intervenção judicial no Timão.

“Gaviões perderam muito nos últimos anos. Sejamos realistas, eles não sabem sequer o que querem. Soltaram as mãos de Augusto (Melo) aos 19 minutos do segundo tempo da prorrogação. Essa semana exigiram a renovação do contrato mais vergonhoso da história do clube. Na mesma semana pediram na sede do MP, que nos anos 2000 queriam a extinção dos Gaviões, a tal intervenção“, disse.


Vídeos OneFootball


Imagem do artigo:Principal torcida organizada do Corinthians se manifesta após declaração de conselheiro sobre intervenção judicial

Foto: Daniel Augusto/Agência Corinthians

Em comunicado divulgados pelos Gaviões da Fiel sobre tal declaração, a torcida afirma que chama a atenção de onde parte da origem da crítica, visto que o CORI deveria ser um órgão que preza com zelo o maior patrimônio corinthiano. A principal torcida organizada do Timão ainda cita a paralisação do processo de reforma do estatuto, que, segundo eles, vem sendo boicotada por conselheiros através de liminares na Justiça, enquanto o clube segue se deteriorando financeiramente.

Os Gaviões da Fiel, em relação à defesa do processe de intervenção judicial no Corinthians, argumenta que tal posicionamento se faz necessário para ao clube uma gestão séria, coisa que ‘o Conselho, historicamente, não garantiu – confira a nota oficial abaixo na íntegra. A organizada ainda ressalta que o papel do conselheiro não é menosprezar quem ‘sustenta o clube nas arquibancadas, nas bilheterias e nas lojas’ e sim ‘prestar contas à torcida’.

Na última semana, torcedores comuns e organizados do Corinthians realizaram uma série de protestos em relação ao momento institucional do clube. Na última quarta-feira (19), estiveram em frente ao Ministério Público (MP-SP) e, na manhã do último sábado (22), realizara suas reinvindicações em frente ao Parque São Jorge.

Intervenção judicial e cenário financeiro

A possível implementação de uma intervenção judicial no Corinthians está sendo analisada pelos promotores André Pascoal e Luiz Ambra Neto, que já realizou oitivas com pessoas ligadas ao dia a dia do clube ao receberem denúncias de irregularidades desta e das últimas diretorias que estiverem no comando do TimãoVale ressaltar que, com o parecer emitido, caberá a Justiça acatar ou não a decisão do Ministério Público sobre tal processo. Até o momento, não há um prazo específico para o término das apurações.

O Corinthians, vale lembrar, também está impedido de registrar jogadores neste momento em virtude de estar punido com três transfer bans – sendo dois na Fifa e um na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD, órgão da CBF) – em pendências que somam aproximadamente R$ 22 milhões. No primeiro trimestre, o Timão registrou um prejuízo de pouco mais de R$ 130 milhões.

O cenário é ainda mais preocupante ao considerar o balaço de 2025 que, mesmo com os títulos do Campeonato Paulista e Copa do Brasil, o clube registrou um déficit de R$ 143 milhões e um débito total de R$ 2,7 bilhões. O atual elenco tem atrasos referentes à direitos de imagem, férias e premiação pela classificação às oitavas de final da Conmebol Libertadores.

A gestão de Osmar Stabile também é alvo de investigação por parte do Ministério Público (MP-SP) em relação à contratação e pagamento de R$ 676 mil à Mega Assessoria Operacional LTDA para prestar serviços de segurança. No entanto, a empresa não possui autorização da Polícia Federal para exercer essa função no setor. Além disso, são apurados, também, os pagamentos do Corinthians para a empresa Bear Security (R$ 586 mil), que é responsável pela segurança particular do atual presidente.

Confira abaixo a nota oficial dos Gaviões da Fiel na íntegra:

O Gaviões da Fiel Torcida tomou conhecimento de declarações atribuídas a membro do Conselho de Orientação (CORI) do Corinthians, publicadas pela ESPN, nas quais a mobilização da torcida em torno da intervenção judicial e da reforma estatutária foi tratada como incoerente.

Chama a atenção o lugar de onde parte a crítica. O CORI existe, em tese, para orientar o clube com zelo pelo patrimônio corinthiano. Enquanto a dívida saltava para perto de R$ 3 bilhões e contratos questionáveis se acumulavam, esse zelo não apareceu. Curiosa é a voz que hoje se sente à vontade para dizer o que a torcida “não sabe”, sendo a mesma que não viu, ou preferiu não ver, o clube sendo dilapidado por dentro.

Não é a torcida que precisa explicar suas reivindicações. É o Conselho Deliberativo que precisa explicar por que a reforma estatutária segue emperrada há meses, por que a assembleia de 19 de setembro continua sob ameaça de suspensão por iniciativa de conselheiros e por que quem deveria fiscalizar aprovou, ano após ano, os balanços que empurraram o clube ao abismo financeiro.

O Gaviões não pauta suas manifestações por conveniência. Cobrar transparência, apoiar a apuração do Ministério Público e pedir intervenção judicial não são posições contraditórias; são instrumentos diferentes para o mesmo objetivo: devolver ao Corinthians a gestão séria que o Conselho, historicamente, não garantiu.

É sintomático que parte do Conselho prefira desqualificar quem protesta pacificamente a responder pelo próprio histórico. Enquanto conselheiros debatem semântica, o rombo financeiro que deveriam fiscalizar segue crescendo. Esse sim, um problema real.

O papel de um conselheiro não é menosprezar quem sustenta o clube nas arquibancadas, nas bilheterias e nas lojas. É prestar contas a essa mesma torcida.

Fica a pergunta, conselheiro: se a torcida não sabe o que quer, o Conselho sabia o que fazia quando aprovou, um a um, os balanços que trouxeram o Corinthians até aqui?

A guerra não é entre nós. A luta é pelo Corinthians.

A Diretoria Gaviões da Fiel Torcida

Saiba mais sobre o veículo