Jornal do Fla
·02 de maio de 2026
Pro bem e pro mal, Libertadores da América é isso aí

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·02 de maio de 2026


Bastante se falou durante essa semana sobre uma das semifinais da Champions League, o duelo entre Paris Saint-Germain que terminou com um elástico placar de 5×4, com direito ao clube francês abrindo 3 gols de vantagem e os alemães indo atrás no terço final da partida e reduzindo a vantagem da equipe parisiense.
Muita gente se exaltou, inúmeras pessoas se emocionaram, várias foram as opiniões de que esse seria o verdadeiro futebol, de que estávamos diante da melhor partida do ano, de que havíamos testemunhado o “futebol 2.0”, com técnicos e jogadores vindos do futuro para nos mostrar o que era o esporte em alto nível.
E claro, sobraram para o futebol sul-americano as ironias. “Pensa ver um jogão desses e depois ter que encarar um 0x0 na Libertadores”, ou “como que aguenta voltar a assistir futebol brasileiro depois desse espetáculo?”, o que inegavelmente faz algum sentido se você levar em consideração que é na Champions League que se encontram os times de maior investimento e os jogadores mais caros do mundo.
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Mas é uma lógica que não sobrevive à dura realidade de que, seja pro bem, seja pro mal, tem coisas que só vão acontecer durante uma Libertadores da América.
Uma arbitragem ao mesmo tempo lunática, canalha e covarde, que ignora duas expulsões de uma equipe apenas por ela ser de um dado país e não chega nem mesmo a ser chamada pelo VAR? Amigo, acho que isso não acontece durante o seu Sporting e Arsenal não.
Bruno Henrique aos 35 anos mostrando que se seu critério for condição física atual e poder de decisão merece mais uma vaga na Copa do que Neymar e que se for conjunto da obra e títulos conquistados merece estar no grupo mais do que Fábio, também não é uma história que nenhuma Champions contaria.
Um empate entre uma equipe favorita do torneio e outra que entrou basicamente pra dar porrada e fazer um gol esquisito, mas que contou com uma torcida apaixonada gritando durante toda a partida? Nada, absolutamente nada tem mais cara de Libertadores que isso.
Já a triste lesão de Arrascaeta, que pode deixar o atleta fora dos gramados por mais de um mês, tem menos cara de Libertadores e mais de castigo divino contra a Copa do Mundo, já que se a FIFA está do lado de Donald Trump talvez os deuses da bola esteja mesmo decidindo que essa competição não merece contar com craques de verdade.
A questão é que a Libertadores não é a Champions, não precisa ser e nem deveria tentar se tornar. É preciso melhorar a arbitragem sul-americana, já que estamos chegando num ponto em que times argentinos podem até mesmo entrar em campo com armas brancas e revólveres de pequeno calibre? Claro. Mas se você não consegue apreciar tudo de incrivelmente específico, heroico e caótico que existe no futebol sul-americano, o problema provavelmente está mais em você do que na Libertadores.
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