Jogada10
·27 de abril de 2026
Processo por violência sexual contra Dimitri Payet é reaberto após novas alegações

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·27 de abril de 2026

A reabertura do processo por violência sexual contra Dimitri Payet recolocou o ex-jogador, que atuou pelo Vasco entre 2023 e 2025, sob investigação no Brasil. Acusado pela advogada Larissa Ferrari, a denúncia envolve episódios relatados durante o relacionamento extraconjugal mantido entre eles de agosto de 2024 a março de 2025.
O caso havia sido arquivado, mas, segundo o jornal francês L’Équipe, voltou a tramitar após a inclusão de alegações de danos morais e reavaliação do material por parte das autoridades. Larissa afirma ter sofrido “violência física, psicológica e sexual” ao longo da relação. Além disso, relata episódios que classifica como abusivos e reafirma que enfrentou comportamentos “humilhantes e violentos”.
“Durante o sexo, começou a me castigar, me bater e pisotear minha cara”, relatou a denunciante, acrescentando que se sentiu “emocionalmente violada”, contou.
Ainda durante seu depoimento, Larissa descreveu o impacto emocional da relação. “Não tinha outra escolha, nem dignidade. Apenas uma imposição brutal e repugnante por parte de um homem que se achava no direito divino de me possuir, abusar de mim e me descartar”.

Larissa Ferrari mostra manchas em seu corpo – Foto: Reprodução/Instagram
As autoridades apontam que o caso envolve “atitudes e comentários degradantes, bem como atos de humilhação e manipulação”. De acordo com a defesa da advogada, há outros elementos que indicam também violência física e sexual, com base em documentos, imagens e conversas anexadas ao processo.
Larissa afirma que continua lidando com os efeitos da relação e mantém expectativa de responsabilização por parte da Justiça. O caso agora segue sob análise judicial, e autoridades deverão decidir nos próximos dias se mantêm as acusações e se a ação avançará para julgamento formal.
“Todos os dias suporto a vergonha e a humilhação. Espero que o Dimitri seja condenado. Quero que isto sirva de exemplo para todos aqueles que se calam perante os abusos”, completou Larissa.
Recém-aposentado, o francês nega todas acusações. Ele reconhece o relacionamento, mas afirma que todas ações ocorreram de forma consensual e declara que a relação era “pautada pela prática sadomasoquista”. Ainda segundo a versão de Dimitri, as práticas “não convencionais” teriam partido da própria denunciante e rejeita qualquer forma de agressão.






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