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·06 de agosto de 2026
Promessa do Cruzeiro, Kaique Kenji busca feito familiar inédito na Copa do Brasil

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O nome pode instigar curiosidade e estranhamento - Kaique Kenji - mas dificilmente quem acompanha o futebol brasileiro não conhece o pai da promessa celeste. Com 20 anos de idade e em temporada de afirmação no Cruzeiro, o ponta é filho do lateral esquerdo Kléber, com passagem pela seleção brasileira, e quer seguir o caminho do pai, inclusive com um feito familiar inédito.
Com a Copa do Brasil afunilando e com o Cruzeiro entre os principais candidatos ao título, Kaique Kenji pode levantar o troféu ainda em 2026. O pai foi campeão em 2002, com o Corinthians, quatro anos antes do nascimento de Kaique.
Nunca na história da Copa do Brasil pai e filho sagraram-se campeões. Titular nos dois confrontos contra a Chapecoense nas oitavas de final, Kaique pode encerrar esse tabu.
Com carreira sólida, Kléber deu os primeiros passos já com bicampeonato brasileiro, em 1998 e 1999, pelo Corinthians. O Timão foi o clube que mais defendeu e onde teve maior sucesso, com 249 jogos e um Mundial de Clubes, além dos títulos já mencionados. Mas o lateral fez sucesso também por Inter, com título da Libertadores, e chegou a representar a seleção brasileira em uma Copa América e duas Copas das Confederações.
Como o pai, Kaique até ensaiou dar os primeiros passos no futebol paulista, porém se mudou para Belo Horizonte ainda na base. Seu primeiro jogo profissional foi em 2024. Ao todo são 29 jogos pelo time principal, 17 neste ano, com dois gols marcados. Quanto à seleção, a história pode ganhar um rumo também diferente da do pai...
O japonês Kenji Takamura
Como o nome já deixa evidente, Kaique tem ascendência japonesa, por parte da mãe. Apesar de ter já sido convocado pela seleção brasileira no sub-20, nunca chegou a representar o país em uma partida oficial, mesmo na base. O caminho pode ser outro...
A forte concorrência torna uma convocação para a seleção principal do Brasil uma meta difícil para Kaique, ainda mais em um dos postos de maior concorrência no elenco atual de Carlo Ancelotti. O Japão aparece como possibilidade para o ponta.
Não seria novidade para a seleção japonesa. Com um passado no futebol muito inspirado pelo futebol brasileiro, e com Zico como um marco, e com uma população imensa de descendentes do país em solo brasileiro, o Japão teve em Nelson Daishiro Yoshimura um pioneiro na equipe nacional ainda em 1970, muito antes da influência do Galinho. Marcus Túlio Tanaka é outro nome mais recente que pode vir à memória do leitor.







































