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·28 de setembro de 2026
Proposta sugere SAF do São Paulo com clube, torcedores e parceiros dividindo o poder

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Proposta sugere SAF do São Paulo com clube, torcedores e parceiros dividindo o poder
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Uma proposta independente de torcedores sugere a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol para administrar o futebol do São Paulo.
Batizado de SAF 3-5-2, o modelo prevê a divisão do capital entre três grupos: o clube associativo, torcedores-investidores e dois parceiros estratégicos.
A proposta não pede a aprovação imediata de uma SAF. O documento defende que os candidatos à presidência do São Paulo se comprometam a contratar, nos primeiros seis meses de mandato, um estudo independente de viabilidade, publicar os resultados e submetê-los ao Conselho Deliberativo e à Assembleia dos sócios.
Na composição final sugerida, o capital da SAF seria dividido da seguinte forma:
O clube teria 30% da empresa e ações com direitos especiais previstos em lei.
Os torcedores-investidores ficariam com 50%, que seriam oferecidos em uma futura abertura de capital.
Os parceiros estratégicos entrariam com 20%, divididos em duas participações de 10% cada.
O modelo pretende impedir que qualquer acionista concentre o controle da SAF.
A principal trava seria um teto de voto de 5% por acionista ou grupo econômico, incluindo empresas do mesmo conglomerado e eventuais acordos de voto.
Assim, uma pessoa ou empresa poderia comprar mais ações, mas não poderia votar com mais de 5% do capital votante.
A proposta cita a Embraer como referência para esse tipo de limitação.
O conselho de administração seguiria a lógica do nome 3-5-2:
A presidência do conselho seria sempre ocupada por um dos cinco independentes.
Esse presidente também teria o voto de desempate.
A ideia é impedir que o clube, os parceiros ou os torcedores tenham maioria isolada nas decisões.
O São Paulo associativo manteria 30% da SAF e três assentos no conselho de administração.
A associação transferiria à empresa os ativos do futebol definidos no estudo de viabilidade.
A participação do clube também serviria para gerar receitas destinadas ao pagamento das dívidas antigas.
Além disso, a legislação garante direitos especiais ao clube em temas ligados à identidade e ao patrimônio.
O documento afirma que a Lei da SAF já protege elementos essenciais da identidade do clube.
A alteração da denominação, do escudo, da marca, do apelido, do hino, das cores ou da sede dependeria da aprovação do clube.
Enquanto mantiver ao menos 10% do capital, o clube também precisaria aprovar decisões como:
No modelo proposto, o São Paulo teria 30%, o triplo do piso legal mencionado no documento.
A proposta prevê a criação de um Conselho Consultivo do Torcedor.
O órgão seria eleito pelos sócios-torcedores em votação digital auditada. Para participar, seria necessário ter pelo menos 12 meses de adimplência ininterrupta no programa.
O conselho seria consultado sobre:
A administração não seria obrigada a seguir as recomendações, mas precisaria responder por escrito e publicar tanto a manifestação do conselho quanto a resposta.
Na fase de abertura de capital, o documento propõe reservar parte da oferta pública aos sócios-torcedores.
Teriam prioridade os participantes adimplentes há pelo menos 12 meses na data de constituição da SAF.
Se a procura superar o lote reservado, o critério de desempate seria o tempo de permanência contínua no programa.
A proposta ressalta que a prioridade seria apenas na fila de compra. O teto de voto de 5% continuaria valendo para todos os acionistas.
O documento usa números do balanço de 2025 para defender que o São Paulo tem receitas elevadas, mas enfrenta problemas de liquidez.
Os dados apresentados são:
A proposta também afirma que o orçamento de 2026 previa déficit em 11 dos 12 meses e dependia da venda de jogadores e da captação de aproximadamente R$ 270 milhões. 1467
Um dos principais argumentos do documento é separar o estudo da decisão final.
A contratação de uma análise independente não obrigaria o clube a se transformar em SAF.
O estudo avaliaria:
Depois da publicação, o resultado seria submetido ao Conselho Deliberativo e à Assembleia dos sócios.
A proposta apresenta uma rota dividida em três etapas, além de uma fase inicial de compromisso.
Os candidatos à presidência diriam publicamente se pretendem contratar o estudo de viabilidade.
Seriam realizadas auditorias, avaliação independente do futebol, análises jurídica e tributária, definição dos ativos e planejamento do tratamento da dívida.
O prazo estimado seria de seis a 12 meses.
A SAF seria constituída como empresa de capital fechado, com cláusulas de governança estabelecidas desde o início.
Os dois parceiros estratégicos seriam escolhidos por processo competitivo.
Depois de três balanços anuais auditados sem ressalvas, a SAF poderia pedir registro na CVM e oferecer 50% do capital a torcedores e investidores.
O documento afirma que nenhuma SAF brasileira possui ações listadas em bolsa atualmente e defende que a abertura de capital só ocorra após a empresa demonstrar estabilidade.
Os parceiros estratégicos teriam 10% cada.
A proposta estabelece critérios para a seleção:
Um dos parceiros poderia ficar associado ao patrocínio máster da camisa, enquanto o outro assumiria os naming rights do estádio.
O documento, porém, defende que participação acionária e contratos comerciais sejam separados.
Os parceiros não poderiam votar em decisões relacionadas aos próprios contratos.
O valor do patrocínio seria aprovado apenas por conselheiros independentes e deveria seguir referências de mercado.
Os parceiros poderiam indicar nomes para áreas como marketing, inovação, logística e infraestrutura, mas a contratação dependeria do conselho de administração.
A proposta apresenta duas alternativas para o Morumbi:
A tendência indicada no documento é preservar o estádio com a associação e gerar receita recorrente por meio do aluguel.
Já Cotia e o CT da Barra Funda são tratados como ativos centrais do futebol e poderiam integrar a SAF, conforme as conclusões do estudo de viabilidade.
A criação da SAF não extinguiria o clube associativo.
O São Paulo social continuaria existindo com:
O documento ressalta que a SAF não mudaria automaticamente o sistema eleitoral do clube.
A proposta faz uma distinção entre o programa de sócio-torcedor e o quadro associativo.
A criação da SAF não daria automaticamente ao sócio-torcedor o direito de votar para presidente do São Paulo ou para o Conselho Deliberativo.
O que a SAF poderia fazer seria garantir participação do torcedor dentro da empresa, por meio do conselho consultivo e da prioridade na compra de ações.
As dívidas anteriores à criação da SAF permaneceriam com a associação.
A proposta prevê que essas obrigações sejam pagas com receitas próprias do clube e recursos repassados pela SAF, destinados aos credores até a quitação.
O estudo também deveria analisar a possibilidade de credores converterem seus créditos em ações da SAF, mecanismo que reduziria o passivo, mas diluiria os demais acionistas.
O documento não adota as estimativas de R$ 3 bilhões a R$ 5 bilhões que circulam nos bastidores.
A justificativa é que não existe fonte pública verificável para esses valores.
Em vez disso, apresenta cenários meramente ilustrativos:
O texto ressalta que esses números não são avaliações do São Paulo.
A proposta reconhece que investir em ações de um clube de futebol envolve riscos.
Entre eles estão:
O documento não promete retorno financeiro.
A principal vantagem prometida ao torcedor seria a participação na empresa e a possibilidade de ter voz em decisões relacionadas ao futebol.
A proposta reconhece que o rebaixamento reduziria receitas e poderia desvalorizar as ações.
Por isso, defende que a abertura de capital fique para a última fase, depois de três balanços auditados sem ressalvas.
A ideia é evitar que torcedores-investidores comprem ações antes de a empresa demonstrar capacidade de gestão e estabilidade financeira.
O documento cita modelos de clubes estrangeiros:
A SAF 3-5-2 se diferencia desses exemplos porque não entregaria a maioria a um único grupo.
A proposta afirma que o Conselho Deliberativo rejeitou, em 27 de agosto, todos os 12 blocos da reforma estatutária discutida no clube.
O bloco que previa apenas um estudo de viabilidade de SAF teria sido rejeitado por 136 votos contra e 99 a favor.
O documento também cita a eleição presidencial para o triênio 2027-2029, prevista para a primeira quinzena de dezembro.
A intenção dos autores é pressionar as chapas a se posicionarem publicamente sobre a realização do estudo.
No anexo do documento, os autores pedem que os candidatos respondam a quatro perguntas:
As respostas seriam publicadas integralmente nos canais da proposta.
A SAF 3-5-2 não representa uma decisão oficial do São Paulo Futebol Clube.
O próprio documento informa que foi elaborado por torcedores, sem vínculo com o clube, e que não constitui parecer jurídico ou financeiro.
As soluções apresentadas ainda precisariam ser validadas por especialistas.
Também seria necessário avaliar a compatibilidade da proposta com a legislação, as regras da CVM, a B3, a Lei da SAF e o sistema de Fair Play Financeiro.
Os autores defendem que o São Paulo não precisa decidir imediatamente entre manter o modelo associativo ou criar uma SAF.
A proposta é que o clube primeiro contrate um estudo independente, com dados públicos e análise profissional.
Se o estudo concluir que a SAF não é adequada, o São Paulo teria um diagnóstico completo.
Se apontar viabilidade, o clube teria condições de negociar com mais poder e estabelecer regras antes de buscar investidores.
O documento resume a proposta como a tentativa de estudar enquanto o clube ainda tem capacidade de escolha.








































