Próxima adversária do Brasil, Austrália deixou Oceania para virar dominante na Ásia com jogo pragmático | OneFootball

Próxima adversária do Brasil, Austrália deixou Oceania para virar dominante na Ásia com jogo pragmático | OneFootball

In partnership with

Yahoo sports
Icon: oGol.com.br

oGol.com.br

·25 de setembro de 2026

Próxima adversária do Brasil, Austrália deixou Oceania para virar dominante na Ásia com jogo pragmático

Imagem do artigo:Próxima adversária do Brasil, Austrália deixou Oceania para virar dominante na Ásia com jogo pragmático

O primeiro adversário da seleção brasileira depois da Copa do Mundo, em mais uma das prometidas renovações pós-fracasso em Mundiais, é a Austrália. Com algumas novidades, a Canarinho enfrentará uma seleção contra qual carrega um retrospecto bem favorável, mas os australianos vivem uma sequência positiva desde que mudaram sua filiação para a Confederação Asiática.

Desde que passou a jogar as Eliminatórias na Ásia em 2006, a seleção australiana esteve presente em todas as Copas do Mundo, indo para o mata-mata em três ocasiões. Já sem algumas referências que fizeram parte das últimas Copas, o país da Oceania também vive um processo de renovação, com dupla do futebol português e destaques da última Copa como promessas de perigo para o Brasil.


Vídeos OneFootball


Na melhor fase da história

É inegável que o século XXI contempla os melhores anos da história da seleção australiana. A primeira vez que o país da Oceania deu as caras em um Mundial foi em 1974, quando foi eliminado ainda na fase de grupos. Em 2006, ainda como uma equipe competitiva no continente de origem, jogou a Copa pela segunda vez, quando avançou ao mata-mata e caiu nas oitavas.

Depois do Mundial, a Austrália optou por jogar as eliminatórias da Ásia, visando uma vaga direta e preterindo a vaga na repescagem que a Oceania oferecia - a mudança também levou em conta o fator competitividade. Desde então, os Cangurus disputaram as Copas de 2010, 2014, 2018, 2022 e, há poucos meses, a de 2026, passando de fase nas últimas duas disputas.

Em 2022, a seleção avançou na segunda posição do grupo da França, que também tinha Dinamarca e Tunísia, duas vítimas dos australianos, sendo eliminada pela campeã Argentina. Quatro anos mais tarde, avançou na mesma chave de Turquia, Estados Unidos e Paraguai, até cair nos pênaltis nos 16 avos de finais para o Egito.

Disputando a Copa da Ásia desde 2007, a Austrália também soma bons resultados. Avançou ao mata-mata em todas as oportunidades, terminando na segunda colocação em 2011 e conquistando a taça em 2015. Nas últimas duas edições, em 2019 e 2024, caiu nas quartas, primeiro mata-mata, contra Emirados Árabes Unidos e Coreia do Sul, nesta ordem.

Nas cinco Eliminatórias disputadas no recorte, a equipe avançou direto em três ocasiões, tendo a melhor campanha na de 2010 e avançando em segundo lugar em 2014 e 2026, mas precisou dos play-offs nas outras duas oportunidades, ao terminar na terceira colocação de seu grupo.

O retrospecto do confronto contra o Brasil é algo que destoa da dominância continental. As equipes se enfrentaram oito vezes na história, entre amistosos, Copa das Confederações e Copa do Mundo. São seis vitórias da Canarinho, um empate e apenas um triunfo australiano, em 2001.

Equipe renovada treinada pelo sucessor do maior

Assim como boa parte das seleções do planeta, com o Brasil incluso, a Austrália passa por um processo de renovação. Matthew Ryan, goleiro de 34 anos que é o terceiro atleta com mais jogos na história da equipe, é um dos que não aparece mais entre os convocados. 

A convocação para os amistosos conta com 26 atletas, sendo sete estreantes e 16 que compuseram o grupo da última Copa. Nomes experientes continuam, como o goleiro Izzo, os zagueiros Geria e Degenek e o meia Jackson Irvine. Destaques australianos da Copa, tais quais Souttar, Patrick Beach e Okon-Engstler, seguem na equipe.

Beach, goleiro de 23 anos que defende o Troyes, é um dos principais nomes da equipe e vem de uma Copa consistente, garantindo pontos importantes na campanha da equipe, contra Turquia e Paraguai. Na fase de grupos, o ex-Melbourne City foi um dos atletas com mais defesas.

Quem também se destaca é a dupla que atua no futebol português: Circati e Irankunda. O primeiro é zagueiro, tem 22 anos e defendia o Parma desde a temporada 20/21. Para 26/27, se tornou reforço do Benfica por 18 milhões de euros. O segundo é atacante, tem 20 anos e fechou com o Sporting após se destacar no Watford, por 15 milhões de euros.

Tudo isso sob o comando de Tony Popovic, ex-auxiliar do Crystal Palace e ex-treinador de Melbourne Victory e Perth Glory que está no cargo desde 2024, quando substituiu Graham Arnold, técnico com mais jogos na história da seleção. Ele já soma 21 jogos, 11 vitórias, cinco empates e cinco derrotas no comando técnico.

Dentro das quatro linhas, Popovic propõe um jogo pragmático. Suas ideias giram em ter uma equipe sólida defensivamente, principalmente diante de equipes mais fortes tecnicamente. O ex-zagueiro entende que proteger a vantagem e fechar o gol é a prioridade absoluta, ainda mais diante do Brasil.

No campo de ataque, o técnico aplica as transições diretas partindo de um sistema com três zagueiros, principalmente de olho nos corredores laterais. A estrutura física também é uma arma, visando as disputas em bolas aéreas, seja em escanteios ou em faltas, às vezes cobradas de forma ensaiada.

Saiba mais sobre o veículo