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·21 de agosto de 2026
PSG sem concorrentes no mercado e na tabela? 'Primo pobre' de Paris é quem mais se aproxima

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Bicampeão europeu e pentacampeão francês, o Paris Saint-Germain vê, cada vez mais, sua distâncias para os rivais na França aumentar. Perto de mais um início na Ligue 1, o PSG, mesmo com os títulos, segue como o time que mais gastou no mercado local, com o dobro do valor investido de quem vem atrás... O "primo pobre" da capital, Paris FC, tem projeto ambicioso e, dentro de sua rivalidade, tenta chegar.
Na atual janela de transferências, somando valores totais (incluindo bônus que ainda vão ser pagos), o PSG gastou 162 milhões de euros em reforços. O maior investimento foi feito em Mika Godts, promessa belga do Ajax que custou 55 milhões de euros.
Campeão do mundo pela Espanha e autor do gol do título na decisão contra a Argentina, Ferrán Torres custou outros 50 milhões pagos ao Barcelona. Chegaram ainda Akliouche, ex-Monaco, pelo mesmo valore Lucas Digne, por 7 milhões de euros.
Apesar do alto investimento, é difícil projetar que qualquer um desses nomes comece a temporada como titular. O PSG gastou 162 milhões de euros para dar profundidade ao elenco, que não perdeu nenhum jogador importante. Ainda assim, o clube faturou 151 milhões de euros em vendas, com destaque para a saída de Gonçalo Ramos ao Milan por 74 milhões.
O Paris FC foi, durante muitos anos, uma espécie de "primo pobre", que vivia no subúrbio e via todos os olhos bajuladores da família se voltar para o PSG, mais abastado e, consequentemente, vitorioso. Só que o apelido de "primo pobre" já não se aplica.
No final de 2024, a equipe vendeu suas ações para novos proprietários poderosos, entre eles a família Arnault, com a administração de Antoine, filho do bilionário Bernard Arnault; e a gigante Red Bull, que já administra uma carteira de clubes em ligas importantes, como a Bundesliga, o Brasileirão e a MLS.
Se a Red Bull, segundo o próprio Antoine, é uma parceira esportiva e participa do projeto com expertise na gestão esportiva. Tentando expandir os laços nesse sentido, o empresário já declarou que sonha trazer Jürgen Klopp, hoje diretor de futebol da Red Bull, para dirigir o Paris FC se o clube chegar na Liga dos Campeões.
Pensando justamente em dar esse salto agora, o Paris FC foi o segundo time que mais investiu nesta janela, gastando cerca da metade: foram 80 milhões de euros, sendo 28 milhões nas transferências definitiva do ponta Luca Koleosho, que pertencia ao Burnley, e Diego Coppola. comprado em definitivo junto ao Brighton.
Também de olho em promessas para o futuro, segundo o modus operandi da Red Bull, o Paris FC teve como contratação mais cara o jovem marfinense Patrick Zabi, de 19 anos, que fez 32 jogos, 2 gols e 5 assistências na última temporada pelo Stade de Reims. Ponta canhoto, Zabi é visto como uma das revelações do futebol local.
Também jovem, de 23 anos, o centroavante Pablo Pagis chega após temporada de 10 gols e 5 assistências pelo Lorient e custou 15 milhões de euros. Vão disputar posição com ele Sinayoko, ex-Auxerre (8 milhões de euros) e Anthony Martial, experiente atacante que chega sem custsos do Monterrey, do México.
O elenco do Paris FC ainda conta com o experiente goleiro alemão Kevin Trapp, o jovem lateral esquerdo Sangui e o ponta argelino Kebbal, importante para a equipe nas últimas temporadas. Em 2025/26, em seu primeiro ano de volta para a elite, o Paris FC terminou em 11º na tabela da Ligue 1. Com a manutenção dos atletas mais importantes do elenco e um aporte no mercado só abaixo do PSG, tem esperanças de sonhar além na nova temporada...
A maior parte dos times da Ligue 1 tem um saldo positivo no mercado em termos de receita, faturando mais do que gastou. Dos dez maiores negócios da atual janela, seis deles são da dupla de Paris, com as exceções sendo Marseille, Monaco e Stade Rennes.
Dez vezes campeão da Ligue 1, o Marseille tem como grande investimento a compra de Timothy Weah junto a Juventus, por 14 milhões de euros. Nesta janela, o clube perdeu Facundo Medina, lateral argentino, para o Leverkusen, o goleiro Rulli para o Manchester City e Mason Greenwood para o Fenerbahçe, além de ter negociado Koné em definitivo com o Sassuolo.
O Monaco trouxe para Filipe Luís um reforço ofensivo caro: Matthis Abline, destaque do Nantes, por 25 milhões de euros. Pelo mesmo valor, o Rennes trouxe o atacante espanhol Eliezer Mayenda, do Sunderland. No Lyon, que luta para chegar nos grupos da Liga dos Campeões, o reforço mais chamativo veio por empréstimo: o belga Openda, cedido pela Juventus.
Vice-campeão da última Ligue 1, campeão da Copa e agora da Supercopa em cima do PSG, o Lens perdeu Sangaré para o Brentford e não fez grandes investimentos. A grande novidade, talvez, seja o retorno de Thorgan Hazard, que fez 15 gols na última temporada pelo Anderlecht.
O próprio Lens é exemplo de que dinheiro, por si só, não compra títulos. Mas com o projeto consolidado do PSG e o trabalho de Luis Enrique, é difícil projetar uma Ligue 1 que não termine com troféu no Parque dos Príncipes.







































