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·06 de abril de 2026

Pupilo de Casares e ex-CEO tem expulsão do São Paulo aprovada por Comissão

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A Comissão Disciplinar do São Paulo votou na tarde desta segunda-feira (6) pela expulsão do quadro associativo de Márcio Carlomagno, ex-CEO do clube e antigo braço direito de Julio Casares, presidente que renunciou ao posto em janeiro.

Apontado como “menino de ouro” por Casares, Carlomagno era, inclusive, o nome favorito do ex-presidente para ser o candidato da situação para sucedê-lo nas eleições que acontecerão no final deste ano.


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O caso tem como origem uma representação apresentada por conselheiros de oposição, que apontaram omissão de Carlomagno diante de supostas irregularidades na comercialização ilegal de camarote do clube no Morumbi para show da cantora Shakira, em fevereiro do ano passado.

A pauta foi decidida por três votos a dois. José Eduardo Vuolo, Danilo Pavanello e Natanael Cabral decidiram pela exclusão de Carlomagno do quadro associativo do São Paulo. A decisão ainda cabe recurso.

A Comissão entendeu que houve falha relevante na conduta do ex-CEO, especialmente por sua posição hierárquica à época, o que implicava responsabilidade direta sobre decisões administrativas e operacionais relacionadas ao clube.

De acordo com o documento, os conselheiros sustentaram que o então dirigente tinha conhecimento prévio das irregularidades na utilização do espaço e, ainda assim, não adotou medidas para impedir ou corrigir a situação. O caso foi revelado em dezembro após o vazamento de ligação telefônica entre a intermediária Rita de Cássia Adriana Prado e os ex-diretores Douglas Schwartzmann e Mara Casares.

Os ex-diretores serão julgados pelo Conselho Deliberativo na noite desta segunda, após orientação de expulsão de ambos por parte do Comitê de Ética do Tricolor.

Durante as investigações na Polícia Civil e Ministério Público Estadual, o nome de Carlomagno foi apontado como envolvido, informação confirmada por Adriana em depoimento. Nos própros áudios vazados ele é citado pelos dois ex-diretores acusados, mas não de maneira incriminatória. O ex-CEO, demitido em janeiro, sempre negou envolvimento.

Na semana passada, o presidente Harry Massis Júnior demitiu a mulher de Carlomagno, que seguia com funções renumeradas dentro do clube.

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