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·20 de julho de 2026
Qual caminho o São Paulo deveria seguir agora?

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Harry Massis: futebol e finanças não podem continuar nesse caminho. O São Paulo vive uma das situações financeiras mais delicadas de sua história. Mesmo assim, a atual gestão insiste em um modelo de contratações que aumenta o risco e compromete ainda mais o futuro do clube. Newton por 3,5 milhões de euros. Arthur por cerca de 6 milhões de euros. Uma negociação que ainda reduz o valor de Ferraresi. Soma-se a isso contratos elevados para jogadores veteranos e uma folha salarial que segue pressionando um caixa já no limite.
O mais preocupante é que nada indica uma mudança de filosofia. O treinador deveria apontar apenas as necessidades e o perfil dos reforços. Caberia ao departamento de scout mapear o mercado, identificar oportunidades e apresentar jogadores com melhor relação entre custo, desempenho e potencial de valorização. É assim que clubes bem administrados trabalham. Enquanto isso, o São Paulo continua dependendo da antecipação de receitas, da venda das joias de Cotia abaixo de valor minimamente aceitável e de operações financeiras para manter as contas em dia. Esse ciclo precisa acabar.
Por que não buscar profissionais que já provaram sua competência? O trabalho desenvolvido pelo Mirassol no scout é um exemplo de inteligência de mercado que merece ser estudado. Investir em estrutura e conhecimento custa muito menos do que insistir em contratações de alto risco. Infelizmente, a gestão de Harry Massis segue no caminho oposto. O clube precisa de profissionalização, responsabilidade financeira e planejamento de longo prazo.
Aidar, Leco, Casares… cada um deixou sua marca. O legado de uma gestão não é medido pelas promessas, mas pelo clube que entrega ao sucessor. Hoje, minha maior preocupação não é o próximo jogo. É o futuro do São Paulo.
Quatro reforços. O problema não é a quantidade. É o modelo. O São Paulo pode contratar quatro, oito ou dez jogadores. O problema nunca foi esse. O verdadeiro problema é insistir em um modelo que há anos compromete as finanças do clube: contratações caras, jogadores acima dos 30 anos, contratos longos, alta folha salarial e baixo potencial de retorno financeiro.
Foi assim nas gestões Aidar, Leco e Casares. E, infelizmente, a atual gestão continua repetindo esse caminho. O São Paulo precisa mudar sua filosofia de futebol. O treinador deve indicar apenas as posições e as características dos reforços. A escolha dos nomes precisa ser responsabilidade de um departamento de scout moderno, profissional e independente, capaz de encontrar atletas com intensidade, vigor físico, espírito coletivo, baixo custo e potencial de valorização.
Ao lado disso, Cotia deve voltar a ser protagonista. A base não pode servir apenas para equilibrar as contas. Precisa abastecer o elenco principal de forma contínua, reduzindo gastos e fortalecendo a identidade do clube. Scout forte. Cotia integrada. Contratações pontuais de jogadores experientes, apenas quando realmente fizerem sentido técnica e financeiramente.
Esse é o caminho para reconstruir o São Paulo. E eu iria além. O clube deveria criar uma estrutura técnica permanente, independente do treinador. Ex-jogadores identificados com o Tricolor poderiam trabalhar fundamentos específicos. Miranda orientando zagueiros. Um ex-volante acompanhando o meio-campo. Ex-atacantes aperfeiçoando finalização e movimentação, também um profissional para jogadas ensaiadas e saídas personalizas, principalmente em fases finais de campeonato onde os adversários devem ser estudados (passando ao treinador as sugestões).
O treinador continuaria responsável pelo modelo de jogo, mas teria ao seu lado profissionais dedicados ao desenvolvimento individual dos atletas. Os grandes clubes não vivem de improviso. Vivem de método, planejamento e identidade. É isso que falta ao São Paulo há muitos anos. Texto de Le Moreira no Blog do São Paulo.








































