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·28 de julho de 2026
Qual foi o melhor Palmeiras de todos os tempos? Cruzamos 112 temporadas para responder

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Data Palestra analisou títulos, aproveitamento, gols, invencibilidade e importância histórica para classificar as maiores temporadas do Verdão.
Escolher o melhor Palmeiras de todos os tempos parece uma missão impossível.
O torcedor que viu a Academia de Ademir da Guia dificilmente esquecerá a elegância e o domínio daquela geração. Quem viveu o fim da fila em 1993 pode argumentar que nenhum time teve um impacto emocional tão profundo. Há ainda a máquina ofensiva de 1996, o campeão da América de 1999 e as equipes multicampeãs comandadas por Abel Ferreira.
A memória, no entanto, costuma privilegiar a geração que cada torcedor acompanhou mais de perto.
Para tentar responder à pergunta com mais profundidade, o Portal do Palestra cruzou os números das 112 temporadas registradas na Enciclopédia Alviverde. Foram considerados títulos conquistados, importância das competições, aproveitamento, saldo de gols, sequências invictas, regularidade e o impacto de cada equipe na história do clube.
A conclusão do Índice Palestra é que o Palmeiras de 1993 apresentou o melhor conjunto da história alviverde.
A resposta, porém, exige contexto. O time de 1993 não possui o maior aproveitamento, não marcou mais gols e também não estabeleceu a maior sequência invicta. Sua liderança nasce da combinação entre desempenho, três títulos e uma transformação histórica que mudou o clube para sempre.
Pelos critérios do Índice Palestra, o Palmeiras de 1993 foi o melhor da história do clube.
A equipe disputou 84 partidas, venceu 52, marcou 147 gols e conquistou três títulos: Campeonato Paulista, Torneio Rio-São Paulo e Campeonato Brasileiro.
Mais do que vencer, aquele time encerrou um período de 16 anos sem títulos oficiais e abriu uma das fases mais importantes da história alviverde.
O ranking final ficou assim:
Comparar equipes separadas por várias décadas exige cuidado. O calendário de 1926 não pode ser analisado como o de 2022. O número de competições, o formato dos torneios, as viagens, a preparação física e até as regras do jogo mudaram profundamente.
Por isso, o Índice Palestra não considera apenas a quantidade absoluta de vitórias ou gols.
A avaliação foi dividida em quatro pilares:
Conquistas: número de títulos, importância das competições e aproveitamento das oportunidades disponíveis em cada época.
Desempenho: aproveitamento geral, quantidade de vitórias e regularidade durante toda a temporada.
Domínio: saldo de gols, capacidade ofensiva, consistência defensiva e sequências sem perder.
Importância histórica: impacto da equipe na trajetória do clube, peso simbólico das conquistas e influência sobre as temporadas seguintes.
A metodologia não pretende eliminar o debate. Seu objetivo é organizar a discussão usando os números disponíveis nos recordes históricos das temporadas do Palmeiras e no comparador do Data Palestra.
Palmeiras, Campeão Paulista de 1993
O Palmeiras de 1993 reúne tudo o que se espera de uma temporada histórica.
Foram 84 jogos, 52 vitórias, 19 empates e apenas 13 derrotas. A equipe marcou 147 gols, sofreu 70 e alcançou aproveitamento de 69,4%.
Os números já seriam suficientes para colocar aquele time entre os maiores. O diferencial está no que as vitórias representaram.
O Palmeiras começou a temporada pressionado por um jejum que atravessava gerações. Desde o Campeonato Paulista de 1976, o clube não conquistava um título oficial. A espera terminou de maneira emblemática diante do Corinthians, com a goleada por 4 a 0 na decisão estadual.
A conquista não foi um acontecimento isolado. O time também venceu o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro.
Edmundo terminou como artilheiro da temporada, com 27 gols. Sérgio participou de 80 partidas, enquanto nomes como Evair, César Sampaio, Zinho, Mazinho, Antônio Carlos e Roberto Carlos formaram a base de uma equipe que combinava talento, força física e profundidade de elenco.
O Palmeiras de 1993 não encerrou apenas uma fila. Ele devolveu ao clube a convicção de que poderia dominar o futebol brasileiro novamente.
Luis Pereira, Leivinha, Ademir da Guia e Leão
Se o critério fosse apenas domínio sobre os adversários, o Palmeiras de 1972 poderia ocupar a primeira posição.
A Segunda Academia disputou 81 jogos e perdeu somente cinco. Foram 50 vitórias, 26 empates, 141 gols marcados e apenas 44 sofridos. O aproveitamento chegou a 72,4%.
A equipe conquistou o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro. Também estabeleceu uma sequência de 36 partidas sem perder, a maior invencibilidade anual registrada no banco de temporadas do Portal do Palestra.
O elenco utilizou somente 25 jogadores, um sinal de estabilidade em uma época de calendário extenso. Leivinha marcou 30 gols, enquanto Zeca participou de 79 dos 81 jogos.
Sob o comando de Oswaldo Brandão, o Palmeiras tinha Emerson Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo Mostarda, Dudu, Ademir da Guia, Edu Bala, Leivinha e César Maluco.
Foi um time completo. Sabia controlar partidas, defender com enorme segurança e encontrar diferentes caminhos para vencer.
Palmeiras, Campeão Brasileiro de 2022
O Palmeiras de 2022 foi uma demonstração de regularidade.
Em 72 partidas, o time acumulou 47 vitórias, 19 empates e somente seis derrotas. Marcou 139 gols, sofreu 48 e encerrou a temporada com 74,1% de aproveitamento.
Foram três títulos: Campeonato Paulista, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro.
A equipe de Abel Ferreira conseguiu manter desempenho elevado em diferentes competições e atravessou 19 partidas consecutivas sem perder. Rony foi o artilheiro do ano, com 23 gols, e Dudu liderou o número de participações, com 66 jogos.
O Palmeiras ainda contou com a segurança de Weverton, a liderança de Gustavo Gómez, a evolução de Danilo e a capacidade decisiva de Raphael Veiga.
A temporada de 2022 talvez tenha produzido o Palmeiras mais equilibrado da era moderna: competitivo, confiável, intenso e muito difícil de ser derrotado.
O Palmeiras de 1994 estabeleceu marcas impressionantes.
Foram 97 partidas, o maior número registrado em uma única temporada no arquivo do Data Palestra. O time venceu 59 vezes, outra marca histórica, e conquistou o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro.
Ao todo, foram 186 gols marcados e apenas 80 sofridos. O Palmeiras chegou a permanecer 20 jogos sem perder.
Evair viveu uma temporada extraordinária e marcou 53 gols, o maior total individual de um jogador do clube em um único ano. Amaral, por sua vez, participou de 81 partidas.
A quantidade de jogos prejudica o aproveitamento geral, de 68,4%, mas também ajuda a dimensionar o feito. O Palmeiras entrou em campo praticamente duas vezes por semana durante todo o ano e ainda conseguiu conquistar os dois principais campeonatos disputados no país.
Palmeiras, Campeão Brasileiro de 1967
O Palmeiras de 1967 possui um feito que dificilmente será repetido: conquistou duas competições nacionais na mesma temporada.
O Verdão venceu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa e a Taça Brasil, títulos posteriormente reconhecidos como edições do Campeonato Brasileiro.
Foram 67 jogos, 36 vitórias, 17 empates e 14 derrotas. O time marcou 119 gols e César terminou como artilheiro, com 32.
O aproveitamento geral de 62,2% é inferior ao de outras equipes do ranking. O peso das conquistas, porém, coloca 1967 em uma posição especial.
Em um período repleto de grandes equipes no futebol brasileiro, a Primeira Academia conseguiu vencer os dois torneios nacionais disponíveis.
Palmeiras, Campeão do Mundo 1951
A temporada de 1951 ocupa um espaço único na história do clube.
O Palmeiras disputou 54 partidas, venceu 35, marcou 131 gols e alcançou 70,4% de aproveitamento. Rodrigues foi o artilheiro, com 25 gols.
O time conquistou o Torneio Rio-São Paulo e a Copa Rio Internacional, competição disputada contra clubes de diferentes países e eternizada como uma das maiores conquistas da história alviverde.
O valor de 1951 não está somente nas estatísticas. O título internacional foi conquistado diante de um Maracanã lotado e se tornou parte fundamental da identidade do clube.
Entre todas as taças reunidas na sala de troféus do Palmeiras, poucas possuem um significado tão profundo para o torcedor.
Breno Lopes marca o gol do título do Palmeiras na final da Libertadores 2020
A temporada de 2020 foi marcada por calendário interrompido, estádios vazios e partidas disputadas já no início de 2021.
Mesmo em condições completamente fora do normal, o Palmeiras conquistou o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil.
O time realizou 79 jogos, venceu 40, empatou 25 e perdeu 14. Foram 122 gols marcados e 56 sofridos, com aproveitamento de 61,2%.
Luiz Adriano terminou como artilheiro, com 20 gols, enquanto Weverton foi o atleta com mais partidas.
O desempenho anual teve oscilações. O peso das conquistas, entretanto, é enorme. Ganhar dois dos torneios mais importantes disponíveis no calendário, além do estadual, faz de 2020 uma temporada obrigatória em qualquer discussão.
Foi também o início da era Abel Ferreira, que transformaria o Palmeiras em uma das equipes mais consistentes do continente.
O Palestra Italia disputou 22 partidas, venceu 19, empatou uma e perdeu somente duas. O aproveitamento foi de 87,9%, recorde absoluto do arquivo histórico.
A equipe marcou 72 gols, média de 3,27 por jogo, e sofreu 24. Também venceu 13 partidas consecutivas e atravessou uma série de 15 jogos sem perder.
Os títulos foram o Campeonato Paulista e o Paulista Extra. Heitor, um dos grandes nomes dos primeiros anos do clube, marcou 17 gols em 16 partidas.
O calendário mais curto impede uma comparação direta com temporadas modernas. Ainda assim, é impossível ignorar o nível de superioridade exercido pelo Palestra Italia naquele ano.
O Palmeiras de 1996 marcou 220 gols em 81 partidas.
Nenhuma outra equipe alviverde alcançou essa produção em uma única temporada.
Foram 55 vitórias, 15 empates e 11 derrotas, com aproveitamento de 74,1%. O time permaneceu 31 jogos invicto e chegou a vencer 23 partidas consecutivas.
Somente no Campeonato Paulista, foram 102 gols em 30 jogos. A equipe conquistou o estadual com 27 vitórias, dois empates e apenas uma derrota.
Luizão marcou 50 gols na temporada. Rivaldo, Djalminha, Müller, Cafu, Júnior, Flávio Conceição e Amaral estavam entre os nomes de um elenco recheado de jogadores de Seleção Brasileira.
O que impede 1996 de aparecer mais acima é a quantidade de títulos. Apesar do domínio ofensivo, o time encerrou o ano somente com o Campeonato Paulista.
O Palmeiras de 1959 venceu 54 das 83 partidas disputadas.
A equipe marcou 205 gols, segunda maior produção ofensiva anual da história do clube, e terminou com aproveitamento de 71,5%.
Romeiro balançou as redes 46 vezes, enquanto Geraldo Scotto participou de 75 jogos.
O título do Campeonato Paulista ganhou ainda mais importância por ter sido conquistado em uma época de enorme força do Santos de Pelé. A decisão ficou conhecida como Supercampeonato Paulista e exigiu três partidas extras entre os dois concorrentes.
A temporada simbolizou o surgimento de uma equipe capaz de desafiar um dos maiores times da história do futebol.
O Palmeiras teve temporadas com números superiores aos de 1993.
O time de 1926 possui o melhor aproveitamento. O de 1996 marcou mais gols. A equipe de 1972 perdeu menos e estabeleceu a maior invencibilidade. O Palmeiras de 2022 terminou o ano com aproveitamento maior e apenas seis derrotas.
Nenhum deles, porém, reuniu da mesma forma três elementos fundamentais: títulos, consistência e transformação histórica.
O Palmeiras de 1993 venceu três competições, encerrou um jejum que parecia interminável e abriu as portas para uma década na qual o clube conquistaria praticamente tudo.
Não foi apenas uma grande equipe dentro de campo. Foi o time que alterou o rumo da instituição.
É por isso que, no Índice Palestra, 1993 aparece como o melhor Palmeiras de todos os tempos.
O ranking não significa que exista apenas uma resposta possível.
Melhor temporada em aproveitamento: 1926, com 87,9%.
Temporada com mais títulos: 1993, 2020, 2022 e 2023, com três conquistas cada.
Time mais ofensivo: 1996, com 220 gols.
Temporada com mais vitórias: 1994, com 59 triunfos.
Maior sequência invicta: 1972, com 36 partidas.
Maior artilheiro em um ano: Evair, com 53 gols em 1994.
Temporada mais transformadora: 1993, pelo fim do jejum e pelo início de uma nova era.
O torcedor pode chegar a outra conclusão, especialmente ao atribuir pesos diferentes aos critérios. Essa é justamente a riqueza da história do Palmeiras: o clube possui tantas equipes extraordinárias que qualquer lista inevitavelmente deixará gigantes de fora.
Algumas temporadas ficaram muito próximas do grupo principal.
Em 1965, o Palmeiras venceu 53 partidas, marcou 186 gols e terminou com aproveitamento de 74,4%. Em 1969, conquistou mais um título brasileiro. Em 1999, chegou pela primeira vez ao título da Libertadores.
O ano de 2000 teve as conquistas do Torneio Rio-São Paulo e da Copa dos Campeões. Em 2023, o Palmeiras levantou três troféus e protagonizou uma das maiores recuperações da história do Campeonato Brasileiro.
Cada uma dessas temporadas poderia aparecer em uma lista construída com critérios diferentes.
Números ajudam a combater exageros, corrigir memórias e revelar grandezas que o tempo pode esconder. Eles não conseguem, porém, medir completamente a emoção de uma conquista.
Para quem esperou 16 anos, nenhuma vitória será maior do que a de 1993. Para quem cresceu vendo Ademir da Guia, a Academia permanecerá inalcançável. Para uma geração mais nova, o Palmeiras de Abel Ferreira representa o período mais vencedor de sua vida.
O Índice Palestra aponta 1993. O debate pertence ao torcedor.
E, diante de tantas equipes históricas, talvez a maior conclusão seja outra: poucas instituições no futebol brasileiro poderiam produzir uma lista tão forte.
Segundo o Índice Palestra, o melhor conjunto foi o Palmeiras de 1993. A equipe conquistou o Campeonato Paulista, o Torneio Rio-São Paulo e o Campeonato Brasileiro, além de encerrar um jejum de 16 anos sem títulos oficiais.
A temporada de 1926 teve o maior aproveitamento registrado: 87,9%. O Palestra Italia venceu 19 das 22 partidas disputadas.
O Palmeiras de 1996 marcou 220 gols em 81 jogos, maior produção ofensiva anual registrada na história do clube.
O Palmeiras de 1994 conquistou 59 vitórias em 97 partidas, recorde anual do clube.
O Palmeiras de 1972 permaneceu 36 partidas consecutivas sem perder. A equipe conquistou o Campeonato Paulista e o Campeonato Brasileiro naquele ano.







































