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·28 de agosto de 2026
Quanto o Palmeiras gasta com salários

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·28 de agosto de 2026

Procure “folha salarial do Palmeiras” e você vai achar números que não conversam entre si: uns falam em R$ 14 milhões por mês, outros em R$ 35 milhões. A diferença não é erro de conta de ninguém — é que esses levantamentos estimam o salário dos jogadores do elenco profissional, e folha salarial é outra coisa.
O número real está publicado. O Palmeiras divulga as demonstrações financeiras auditadas, aprovadas pelo Conselho Deliberativo, e nelas a despesa com remuneração aparece discriminada.
No exercício de 2025, o último fechado, o clube registrou R$ 525,8 milhões em pessoal e encargos sociais. Somados os R$ 113,8 milhões em direitos de imagem — a rubrica por onde passa boa parte da remuneração de jogador no futebol brasileiro —, o gasto com gente chega a R$ 639,6 milhões no ano.
R$ 639,6 mi
somados pessoal, encargos e direitos de imagem no exercício de 2025
Demonstrações financeiras do Palmeiras
Dividido por doze, dá cerca de R$ 53 milhões por mês. É bem mais do que qualquer estimativa que circula — e deveria ser mesmo, porque mede coisa diferente.
As tabelas de salário que aparecem nas buscas somam o vencimento mensal dos jogadores do time principal. O balanço soma todo o pessoal do clube: elenco profissional masculino, futebol feminino, categorias de base, comissão técnica, preparadores, médicos, fisioterapeutas, roupeiros, funcionários administrativos e de estádio. E inclui os encargos sociais, que no Brasil somam uma fatia relevante sobre a folha.
Nenhum dos dois números está errado. Eles respondem perguntas diferentes: um é “quanto ganha o jogador”, outro é “quanto o clube gasta com salários”. Quem quiser o primeiro encontra a tabela por atleta na página de salários dos jogadores do Palmeiras, com posição e duração de contrato.
Em 2025 o Palmeiras teve receita bruta de R$ 1,783 bilhão, recorde na história do clube, com R$ 1,48 bilhão vindo do futebol profissional. A remuneração total consumiu cerca de 36% desse valor.
A premiação por competição, que virou a maior fonte de receita do clube, ajuda a explicar o fôlego: só a vaga nas semifinais da Copa do Brasil rendeu um novo aporte em 2026. É uma proporção que o clube consegue sustentar porque a receita cresceu junto: o exercício fechou com superávit de R$ 292,4 milhões, com patrimônio líquido de R$ 568,9 milhões. As despesas operacionais somaram R$ 1,24 bilhão, e a amortização de contratos de jogadores — o custo contábil das contratações, diluído ao longo do vínculo — respondeu por outros R$ 228,1 milhões.
O balanço de 2026 só sai depois do fim do exercício, no primeiro trimestre do ano seguinte. Até lá, qualquer número sobre a folha deste ano é projeção, inclusive os que aparecem com ar de precisão.
E há um limite que vale registrar: o Palmeiras, como praticamente todos os clubes brasileiros, não publica a remuneração individual de cada atleta. O balanço mostra o total; a divisão entre os nomes é sempre estimativa de mercado. Quem apresentar o salário exato de um jogador como dado oficial está informando mal.
Os balancetes e demonstrativos ficam disponíveis na área de transparência do site oficial do clube, com as demonstrações completas de cada exercício.
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