RTI Esporte
·30 de setembro de 2026
Quanto vale a camisa do Flamengo sem a Betano? Veja

In partnership with
Yahoo sportsRTI Esporte
·30 de setembro de 2026

O uniforme do Flamengo movimenta cerca de R$ 467,6 milhões por ano em patrocínios em 2026. O valor, porém, entrou em zona de incerteza após o contrato de R$ 268,5 milhões com a Betano ser colocado em “standby”.
A Agência RTI Esporte apurou que o acordo com a casa de apostas representa R$ 268,5 milhões anuais para o Flamengo. A quantia corresponde à maior fatia da receita comercial do uniforme e, sozinha, supera a soma dos demais contratos de patrocínio considerados no levantamento.
Sem a Betano na conta, o valor conhecido dos contratos restantes cai para aproximadamente R$ 199,1 milhões por ano. A diferença de R$ 268,5 milhões mostra o tamanho do espaço financeiro que o Flamengo precisaria recompor caso o vínculo não seja retomado.
A Adidas, fornecedora de material esportivo, representa cerca de R$ 70 milhões anuais. O BRB (Banco regional de Brasília), com a marca Nação BRB Fla na omoplata, paga aproximadamente R$ 42,6 milhões por temporada.
Na parte traseira da camisa, a Hapvida tem contrato estimado em R$ 23,8 milhões anuais. A Ademicon, posicionada na barra inferior frontal, acrescenta R$ 14 milhões, enquanto a Shopee, na manga, representa aproximadamente R$ 13 milhões.
Esses contratos mantêm o uniforme do Flamengo entre os principais ativos comerciais do clube e garantem uma receita relevante fora do acordo máster. Ainda assim, nenhum dos demais patrocinadores se aproxima, individualmente, do peso financeiro da Betano.
O impacto da paralisação temporária do contrato vai além da retirada da marca da parte frontal da camisa. O acordo com a Betano foi estruturado para gerar R$ 268,5 milhões por ano e inclui diferentes propriedades comerciais do clube.
Uma saída definitiva obrigaria a diretoria rubro-negra a buscar novo patrocinador máster ou combinar contratos para recompor a receita. A reposição não seria simples diante do valor de R$ 268,5 milhões envolvido.
O “standby” também cria uma dificuldade adicional para o planejamento financeiro. O clube precisa trabalhar com uma receita contratada de grande porte, mas sem segurança sobre sua continuidade enquanto o cenário regulatório não estiver definido.
A Medida Provisória restringe publicidade, patrocínio e outras formas de divulgação de empresas de apostas de quota fixa. A decisão também estabeleceu prazo para retirar materiais publicitários e de patrocínio.
A MP tem efeito imediato, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional para permanecer em vigor. Enquanto isso, clubes e empresas do setor passaram a avaliar os impactos sobre contratos já existentes e sobre os acordos futuros.
No Flamengo, a discussão envolve um contrato de R$ 268,5 milhões por ano. O “standby” da Betano muda o cenário financeiro do uniforme e cria o desafio de preservar o valor comercial da camisa caso o acordo não seja retomado.







































