Revista Colorada
·15 de setembro de 2026
Quem é Delcir Sonda, que doou 20 milhões ao Inter?

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·15 de setembro de 2026

Pontos-chave
Pontos-chave da matéria sobre Delcir Sonda e o Internacional
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Delcir Sonda transferiu R$ 20 milhões ao Sport Club Internacional para quitar valores em aberto.
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Sonda é empresário com fortuna de R$ 5 bilhões e comanda o Sonda Supermercados.
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O dinheiro será usado sobretudo para pagar compromissos relacionados ao elenco do Inter.
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Sonda é torcedor, conselheiro do clube e já manifestou interesse em ser presidente institucional no futuro.
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Empresas ligadas a Sonda recorreram à Justiça em 2026 para cobrar cerca de R$ 60 milhões; o Inter estima o débito em R$ 32,7 milhões.
Delcir Sonda transferiu R$ 20 milhões ao Sport Club Internacional, reforçando sua ligação de décadas com o clube gaúcho. O empresário gaúcho, cuja fortuna atinge R$ 5 bilhões, comanda o Sonda Supermercados, uma das maiores redes varejistas do Brasil, e também é conhecido por seus investimentos no futebol por meio da empresa DIS Esportes.
O Inter celebrou a transferência como uma demonstração de compromisso, dizendo que Sonda está “colocando os interesses da instituição acima de tudo”. O dinheiro será usado para quitar valores em aberto, sobretudo relacionados ao elenco. Além de torcedor declarado, Sonda é conselheiro do clube e já manifestou interesse em ocupar a presidência institucional no futuro.
A trajetória de Sonda começou sem luxo, e na década de 1960, no interior do Rio Grande do Sul, sua família transportava feijão para grandes capitais. E construiu uma base comercial que depois se transformaria em um negócio de grande porte. Esse trabalho inicial moldou a mentalidade do empresário, que mais tarde expandiu suas operações.
Hoje, o Sonda Supermercados tem mais de 40 lojas concentradas em São Paulo e emprega 9 mil colaboradores. A rede se destacou pela inovação, foi pioneira em operações 24 horas e desenvolveu um dos primeiros e-commerces do varejo brasileiro.
Essa passagem de vendedor varejista a comandante de uma das maiores redes do país consolidou a fortuna que financiaria seus investimentos posteriores no futebol.
Em 2009, quando o Santos buscava recursos para manter Neymar, Sonda viu uma oportunidade de negócio. Por meio da DIS Esportes, sua empresa de investimentos, ele desembolsou cerca de R$ 5 milhões para adquirir 40% dos direitos econômicos do craque. Na época, a relação entre o empresário e a família do jogador era próxima, com encontros frequentes.
A relação se rompeu com a transferência de Neymar para o Barcelona, em 2013. Sonda acusa a família do jogador e o clube espanhol de terem fechado acordos paralelos secretos, o que teria reduzido artificialmente o preço da venda. A DIS recebeu apenas 6,8 milhões de euros, valor muito inferior ao que corresponderia à sua participação.
Frustrado, o empresário processou os envolvidos na Espanha, pedindo prisão e uma indenização de R$ 183 milhões. “Eles me enganaram. Eu preciso saber o que aconteceu”, declarou Sonda à época.
A relação com o Internacional ganhou força a partir dos anos 2000. Sonda participou das negociações de jogadores importantes como D’Alessandro, Nilmar, Aránguiz e Kléber e emprestou dinheiro ao clube. Em 2018, perdoou uma dívida de aproximadamente R$ 25 milhões que o clube tinha com ele.
A relação, porém, se complicou em 2026, e empresas ligadas ao empresário recorreram à Justiça para cobrar cerca de R$ 60 milhões relativos a antigos empréstimos e negócios com o clube. O Internacional contestou parte dos valores e estima o débito em R$ 32,7 milhões.
Em agosto, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 11,58 milhões nas contas do Inter em um dos processos. A transferência de 11 de setembro mostra que Sonda mantém seu compromisso com o Inter, apesar dos conflitos legais atuais. Sua trajetória com o clube combina apoio financeiro em momentos críticos e desentendimentos sobre dívidas antigas.







































