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·11 de agosto de 2026

R$ 7,5 milhões em dipusta: São Paulo pode ter mais um rombo milionário na Justiça

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R$ 7,5 milhões em dipusta: São Paulo pode ter mais um rombo milionário na Justiça

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Corretora New Honest cobra do clube valor que afirma ter direito a receber pela intermediação do acordo de patrocínio com a Unimed

O São Paulo tem mais um problema para administrar fora de campo. A corretora New Honest acionou a Justiça para cobrar aproximadamente R$ 7,5 milhões do clube, em uma disputa envolvendo uma comissão relacionada ao acordo de patrocínio com a Unimed.

Segundo a empresa, o valor corresponde à comissão pela intermediação do negócio. A New Honest afirma que foi autorizada pelo departamento de marketing do São Paulo a atuar na captação de patrocinadores e que constava no próprio acordo como intermediária da negociação. Informação do jornalista Pedro Lopes.

New Honest cobra comissão de 10%

De acordo com a alegação apresentada pela corretora, a empresa teria direito a uma comissão de 10% pela participação na negociação que resultou no acordo entre São Paulo e Unimed.

A New Honest sustenta que sua participação estava formalizada na documentação do negócio e que, por isso, teria direito ao recebimento da comissão.

O valor cobrado chegou a aproximadamente R$ 7,5 milhões, transformando a disputa em mais uma questão financeira relevante para o clube.

Conselho de Administração levantou suspeitas

O caso ganhou outro capítulo em abril, quando uma reunião do Conselho de Administração do São Paulo levantou questionamentos sobre a comissão destinada à empresa.

A partir das discussões internas, o clube decidiu retirar a New Honest do acordo e posteriormente refez os contratos relacionados à negociação.

A medida acabou dando origem à disputa judicial entre as partes.

Primeira decisão foi favorável ao São Paulo

Em uma primeira análise do caso, a Justiça rejeitou o pedido apresentado pela New Honest e determinou o arquivamento do processo.

A empresa, entretanto, não concordou com a decisão e decidiu recorrer.

Dessa forma, a cobrança de R$ 7,5 milhões ainda pode voltar a ser analisada pela Justiça, dependendo do resultado do recurso apresentado pela corretora.

Mais uma preocupação financeira para o São Paulo

O processo surge em um momento no qual o São Paulo já enfrenta uma série de desafios financeiros e administrativos.

Além das dificuldades relacionadas ao fluxo de caixa, o clube recentemente precisou resolver uma pendência que provocou transfer ban da FIFA, além de lidar com outras questões judiciais e contratuais.

Uma eventual condenação no caso da New Honest poderia representar um novo impacto significativo nas contas do clube.

Por outro lado, como o primeiro pedido da empresa foi rejeitado, não há, neste momento, uma condenação definitiva do São Paulo ao pagamento dos R$ 7,5 milhões.

O processo ainda depende da análise do recurso apresentado pela corretora.

Caso aumenta pressão sobre gestão e transparência

A disputa também coloca novamente em evidência a importância dos mecanismos de controle interno do São Paulo.

A própria discussão sobre a comissão teria passado pelo Conselho de Administração antes de o clube retirar a empresa do acordo e refazer os contratos.

O episódio acontece justamente em meio à discussão de uma reforma estatutária no São Paulo, que prevê o fortalecimento do Conselho de Administração, ampliação da fiscalização e mudanças nos mecanismos de transparência e governança.

Assim, além do aspecto financeiro, o caso da New Honest acrescenta mais um elemento ao debate sobre a gestão administrativa do clube.

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