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·10 de junho de 2026
R$ 78 Milhões de aumento da dívida do São Paulo no 1o trimestre de 2026: De onde veio esse estouro?

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Os números do balancete de março de 2026 mostram um cenário que merece atenção máxima da torcida. Em apenas três meses, a dívida líquida do São Paulo saltou de R$ 858 milhões para R$ 936 milhões, um aumento de aproximadamente R$ 78 milhões.
Mas afinal, de onde veio esse estouro?
Ao contrário do que aconteceu em parte de 2025, quando algumas variações foram influenciadas por ajustes contábeis, desta vez o crescimento foi provocado principalmente pelo aumento real das obrigações financeiras do clube.
Os próprios dados apontam três grandes responsáveis pela escalada da dívida:
🔴 Direitos federativos e intermediações: +R$ 39 milhões
Essa é a maior fatia do crescimento. Aqui entram parcelamentos de contratações, compromissos com clubes, empresários, agentes e operações ligadas à aquisição de atletas. Ou seja, despesas diretamente relacionadas ao futebol.
🔴 Instituições financeiras (bancos): +R$ 28 milhões
O clube aumentou sua exposição junto ao sistema financeiro. O balanço aponta novas operações de crédito, incluindo empréstimos com instituições como Tricury e Daycoval. Somente no trimestre foram captados aproximadamente R$ 75,8 milhões em novos financiamentos.
🔴 Tributos e outras obrigações: +R$ 11 milhões
Impostos, encargos e outras obrigações também contribuíram para o aumento do passivo, mostrando que o crescimento da dívida não está concentrado apenas no departamento de futebol.
Outro dado preocupante aparece na comparação entre orçamento e realidade. Março foi o pior mês do trimestre, registrando déficit de R$ 12,3 milhões acima do previsto. Além disso, a folha salarial ficou 19,5% acima da meta orçamentária nos três primeiros meses do ano.
Os juros também pesaram mais do que o esperado. O clube gastou R$ 6,8 milhões acima da previsão apenas com despesas financeiras, um reflexo direto do elevado nível de endividamento.
O que evitou um cenário ainda pior foi o MorumBIS. As receitas do estádio superaram as expectativas e geraram R$ 33,3 milhões no trimestre, ficando R$ 4,3 milhões acima da meta estabelecida pela diretoria.
Mesmo assim, o quadro geral preocupa. O patrimônio líquido negativo aumentou de R$ 536 milhões para R$ 571 milhões, enquanto o clube ainda precisa captar cerca de R$ 194 milhões ao longo de 2026 para cumprir o planejamento financeiro traçado para a temporada.
Em resumo, os R$ 78 milhões de aumento da dívida não surgiram por um único motivo. Foram resultado da combinação entre novas obrigações com atletas e intermediários, aumento de empréstimos bancários, crescimento de passivos tributários, folha salarial acima do previsto e juros mais elevados. Um sinal de alerta importante para uma gestão que prometeu controlar o endividamento e que já vê a dívida se aproximar novamente da marca de R$ 1 bilhão.








































