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·10 de agosto de 2026

⚠️ Racha total: UEFA, AFC e CONCACAF se unem contra Infantino

Imagem do artigo:⚠️ Racha total: UEFA, AFC e CONCACAF se unem contra Infantino

Terremoto político no futebol mundial. Três das confederações mais influentes do planeta —UEFA, AFC e Concacaf— publicaram uma carta aberta devastadora na qual acusam diretamente Gianni Infantino de romper a confiança do coletivo e se colocar acima do esporte mais popular do mundo.

O estopim do conflito foi a tentativa da entidade de vender participações comerciais da Copa do Mundo. Segundo o comunicado, essa proposta foi conduzida às pressas e sem o conhecimento das federações, para evitar qualquer tipo de fiscalização ou debate.


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As confederações rejeitam de forma categórica a explicação da FIFA, que tentou justificar a manobra polêmica como um simples “erro de comunicação”. Para os signatários, trata-se de uma grave falha de julgamento e de um engano direto ao coletivo.

Entre as irregularidades apontadas, destaca-se uma reunião secreta no Marrocos da qual participaram apenas funcionários diretos da FIFA, excluindo os representantes eleitos do Conselho. Por isso, as três organizações exigem uma investigação externa e independente.

Além disso, solicitaram a preservação de todos os documentos e registros do caso. A tensão chega, assim, ao seu ponto mais alto, deixando a governança do futebol global em uma crise sem precedentes.

A CARTA DA UEFA, AFC E CONCACAF

Prezada família do futebol:

O futebol é a maior paixão compartilhada do mundo. Não pertence a nenhum indivíduo nem a nenhuma instituição.

Pertence aos jogadores, aos torcedores, aos clubes, às Associações-Membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro.

É com esse espírito, como confederações que representam seus membros, que hoje falamos coletivamente.

O crescimento ao longo da última década foi real. Mas esse progresso nunca foi obra de um único indivíduo. Foi fruto da FIFA, das Confederações, das Associações-Membro e das milhares de pessoas que dedicam suas vidas a este esporte.

A ampliação dos torneios, a escolha das Copas do Mundo da FIFA de 2030 e 2034, a distribuição de recursos às associações. Essas foram conquistas compartilhadas, acordadas em conjunto e realizadas em conjunto.

Isso não é uma questão de dinheiro. As Confederações já solicitaram a distribuição responsável das vastas reservas existentes da FIFA para fortalecer ainda mais o investimento no desenvolvimento das Associações-Membro.

Também não se trata de qualquer Associação-Membro perder o apoio que conquistou, apesar das campanhas de intimidação dirigidas às nossas federações para sugerir o contrário. Tampouco se trata de rever a expansão das competições, a distribuição de vagas para a Copa do Mundo ou qualquer outra decisão alcançada coletivamente. Essas decisões foram tomadas em conjunto e devem ser mantidas.

Trata-se de algo mais fundamental: a integridade do jogo e a integridade daqueles que foram eleitos para liderá-lo.

A liderança no futebol não é uma propriedade. Não se trata de ostentar — ou exigir — poder. É um dever de serviço à família do futebol que lhe confiou essa responsabilidade.

Quando a confiança é rompida por meio do engano, quando um indivíduo se coloca acima do coletivo que lhe confiou autoridade, esse dever foi abandonado.

A recente carta da FIFA a seus Vice-Presidentes e às 211 Associações-Membro reconhece que erros foram cometidos no processo. Ela trata isso como uma falha de comunicação, quando o que o futebol testemunhou foi uma falha de julgamento. Uma proposta apresentada em um calendário comprimido, sem consulta significativa e pressionada rumo a um prazo final antes que as Associações-Membro pudessem revisar adequadamente seus termos não é fruto de descuido: é fruto de uma estratégia concebida para limitar o escrutínio.

Não reconheceu que a proposta em si era intrinsecamente equivocada. Continua sem haver reconhecimento de que tentar vender uma participação na Copa do Mundo da FIFA foi uma profunda falha de julgamento, não apenas um tropeço processual, mas uma violação fundamental da confiança das próprias instituições que a FIFA existe para servir.

A FIFA também se comprometeu a apresentar um relatório completo sobre esses fatos ao Conselho da FIFA, mais uma vez sem reconhecer que uma governança adequada diante de uma falha de julgamento tão profunda exigiria que essa revisão fosse conduzida por um terceiro totalmente independente, e não pela própria FIFA, por seu quadro de funcionários ou por qualquer ator dentro do futebol. A administração da FIFA não deveria ter qualquer papel na realização dessa revisão.

De acordo com a correspondência anterior, todos os documentos e registros relevantes devem ser preservados em conformidade com a comunicação da UEFA sobre preservação de documentos.

A própria carta da FIFA também confirma que apenas um dirigente eleito esteve presente na reunião de liderança no Marrocos. Nenhum membro do Conselho da FIFA nem das Associações-Membro foi convidado a participar. Apenas esteve presente o comitê de gestão, composto por altos executivos empregados pela FIFA.

Essa reunião recente, na qual um grupo seleto de membros do Comitê de Gestão da FIFA — e não o Comitê em sua totalidade — foi convocado no exterior, em vez de a direção ir a Zurique tratar do coração da FIFA, seu pessoal, apenas reforça essas preocupações e representa a continuidade do mesmo padrão de conduta que nos trouxe até este momento. Não é a conduta de um guardião do jogo, mas a de alguém que acredita que o jogo deve prestar contas a ele.

Há silêncio onde deveria haver responsabilização, distância onde deveria haver transparência.

Essas não são as qualidades que o futebol merece em sua liderança. É por isso que adotamos esta posição: não de forma leviana nem sozinhos, mas juntos, e por dever para com o esporte ao qual servimos.

A força do futebol sempre foi sua unidade. Pedimos que essa unidade seja honrada agora, por uma liderança que sirva ao futebol, e não que busque comandá-lo.

Atenciosamente,

  • SALMAN BIN IBRAHIM AL KHALIFA – Presidente da AFC
  • VICTOR MONTAGLIANI – Presidente da Concacaf
  • ALEKSANDER ČEFERIN – Presidente da UEFA
  • DATUK SERI WINDSOR JOHN – Secretário-Geral da AFC
  • PHILIPPE MOGGIO – Secretário-Geral da Concacaf
  • THEODORE THEODORIDIS – Secretário-Geral da UEFA

Este artigo foi traduzido para o português por inteligência artificial. Você pode ler a versão original em 🇪🇸 neste link.


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