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·23 de setembro de 2026
Ranking aponta São Paulo como o menor utilizador de estrangeiros entre rivais

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Em meio à decisão recente da CBF de reduzir, a partir de 2027, o limite de jogadores estrangeiros permitidos no Brasileirão, um levantamento do Estadão traz um dado que já antecipa parte dessa realidade dentro do próprio São Paulo: o clube tem, hoje, a menor média de atletas de fora do país entre os quatro grandes times paulistas na atual edição do Campeonato Brasileiro.
Segundo o levantamento, o Tricolor registra média de 4,67 estrangeiros relacionados por rodada na competição — cálculo que não inclui jogadores com cidadania brasileira, já que esses também ficam fora dos critérios adotados pela própria CBF na nova regra.
Na vitória por 1 a 0 sobre o Internacional, pela 28ª rodada — resultado que, apesar de protestos de parte da torcida durante a partida, empurrou o próprio Inter para a zona de rebaixamento —, o São Paulo relacionou apenas três estrangeiros: o português Domingos Duarte, o equatoriano Robert Arboleda e o argentino Jonathan Calleri, autor do único gol do confronto.
Ao todo, o São Paulo conta atualmente com sete jogadores estrangeiros no elenco. Além do trio relacionado contra o Internacional, completam a lista os portugueses Aurélio Buta e Cédric Soares, o argentino Enzo Díaz e o paraguaio Damián Bobadilla — um grupo relativamente enxuto se comparado aos demais rivais paulistas de elite. Ainda mais que dois deles estão afastados e agora Buta e Domingos sofreram lesões.
O número coloca o Tricolor atrás de Santos, Palmeiras e Corinthians na média de estrangeiros utilizados por rodada — uma posição que, dependendo do ponto de vista, tanto reforça a já conhecida aposta são-paulina em jogadores da base e do mercado nacional quanto expõe uma diferença estrutural de investimento em relação aos concorrentes diretos.
O Santos aparece disparado na liderança, com média de 6,30 estrangeiros relacionados em 27 rodadas do Brasileirão. O Peixe já chegou a escalar oito atletas de fora em uma única partida — a mais recente ocasião foi contra o Vitória, em maio, quando Gonzalo Escobar, Christian Oliva, Miguelito e Álvaro Barreal começaram como titulares, com Adonis Frías, Tomás Rincón, Benjamín Rollheiser e Lautaro Díaz completando a lista no banco de reservas.
Vale notar que parte desse grupo já não está mais no Santos: Frías, Rincón e Lautaro Díaz deixaram o elenco para a reta final da temporada. Atualmente, a lista de estrangeiros do clube é completada por Gustavo Caballero, do Paraguai, e Nicola Profeta, recém-convocado pela primeira vez pela seleção venezuelana.
O Palmeiras também apresenta média superior a seis estrangeiros relacionados por jogo. Na rodada mais recente, o técnico Abel Ferreira chegou a utilizar oito jogadores de fora do Brasil simultaneamente: os argentinos Agustín Giay, Alexander Barboza e Flaco López, o colombiano Jhon Arias, os paraguaios Gustavo Gómez e Ramón Sosa, além dos uruguaios Emiliano Martínez e Joaquín Piquerez. Completam o grupo alviverde os jovens Koné Mohamed, da Costa do Marfim, e Miguel Bilong, de Camarões.
O Corinthians registra média de 5,07 estrangeiros por rodada, posicionando-se entre o número mais enxuto do São Paulo e a alta concentração de Santos e Palmeiras. O principal nome do elenco corintiano nesse quesito é o holandês Memphis Depay, que divide espaço com o argentino Fabrizio Anglieri, o também argentino Rodrigo Garro, o peruano André Carrillo, o inglês Jesse Lingard, o marroquino Zakaria Labyad e o uruguaio Pedro Milans.
Com a CBF já confirmando a redução do limite de estrangeiros no Brasileirão a partir da próxima temporada, o São Paulo parte de uma posição relativamente confortável em relação aos concorrentes diretos: por já operar com uma das menores médias de jogadores de fora entre os grandes paulistas, o clube tende a sentir menos impacto estrutural na adaptação à nova regra do que rivais como Santos e Palmeiras, que hoje dependem de forma mais intensa de elencos internacionalizados.
















