Raphinha revela autocrítica para repetir atuações do Barcelona na seleção: 'Não podemos ser hipócritas' | OneFootball

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·10 de junho de 2026

Raphinha revela autocrítica para repetir atuações do Barcelona na seleção: 'Não podemos ser hipócritas'

Imagem do artigo:Raphinha revela autocrítica para repetir atuações do Barcelona na seleção: 'Não podemos ser hipócritas'

Revelado nas categorias de base do Avaí e vendido precocemente para o futebol português, Raphinha nunca atuou profissionalmente por clubes brasileiros. A saída precoce da país impediu que o atacante criasse conexão com a torcida brasileira, foi o que admitiu o jogador em entrevista coletiva nesta quarta-feira.

"Para ser sincero, sinto que realmente é diferente o carinho do torcedor brasileiro comigo do que o pessoal de fora. É natural. Eu saí muito jovem do Brasil, não consegui criar conexão", avaliou Raphinha.


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"Eu acredito que, se tenho que me provar para alguém, é para mim, meus pais, minha esposa e meu filho. Infelizmente, não posso mudar o gosto das pessoas. Tem gente que gosta e gente que não gosta. Tudo bem. A vontade eu vou sempre entregar, o meu melhor. Isso que seria inadmissível, não entregar o melhor", completou.

Titular na equipe de Carlo Ancelotti, Raphinha tenta reverter o cenário com os torcedores com boas atuações dentro de campo. O atacante admite ainda não ter conseguido traduzir a boa fase no Barcelona para as atuações com a seleção, mas afirma já ter feito boas atuações com a Amarelinha.

"Eu já consegui entregar muito pela seleção sim. Obviamente que não podemos ser hipócritas e falar que foi igual ao clube. Mas, dentro do que passamos neste ciclo, pude entregar sim um bom futebol", explicou.

"Mas somos muito conscientes de que seleção brasileira é feita de resultados e somos cobrados. E se somos cobrados de fazer o que fazemos no clube, é porque temos condições de fazer na seleção também. Não tenho problema com isso. Posso melhorar. E não só eu, mas vários jogadores, temos essa consciência de que podemos chegar mais próximo do que fazemos nos clubes", afirmou.

"Obviamente que vestir a camisa da seleção nós queremos sempre. Sofri com algumas lesões na temporada. Pela seleção perdi metade dos jogos. Eu, particularmente, fico muito mal de não estar presente. Mas sempre que estou, dou o meu melhor para a seleção e vou fazer isso até onde meu corpo permitir", completou.

Com a Amarelinha, Raphinha soma 11 gols marcados em 39 jogos. Durante o ciclo para a Copa do Mundo, o atacante viveu uma mudança drástica na sua carreira ao se transferir para o Barcelona e conquistar protagonismo na Espanha. Pelo Barça, são 75 gols e 52 assistências em 117 jogos.

"Por ter uma autocrítica muito alta, eu me cobro muito mais do que o Mister. Tento me provar mais que eu sou capaz do que eu deveria provar pro Mister. Ele está contente com o que venho entregando nos treinos e nos jogos, mas sei que posso fazer muito mais e estou buscando isso", confirmou Raphinha.

O atacante do Barcelona já foi rival do treinador italiano, na época em que Ancelotti comandava o Real Madrid. 

"Acho que a história que ele escreveu dentro do futebol é admirável. Não só para quem trabalha com ele, mas até adversários. Sempre que tínhamos jogo contra o Real Madrid na Espanha o cuidado era 100%. Enfrentar um treinador como ele é sempre algo muito complicado. Felizmente, tive muita felicidade nos duelo contra ele. Espero poder fazer a favor tudo que eu fiz contra ele. Vou buscar dar sempre o meu melhor. Fisicamente e tecnicamente. Para poder dar bons resultados para ele e para o grupo, que merece muito", finalizou.

Titular nos amistosos contra Egito e Panamá, Raphinha tem vaga garantida no time que entrará em campo no próximo sábado, às 19h, no MetLife Stadium, para enfrentar o Marrocos na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Veja outros assuntos respondidos por Raphinha:

  1. Perigos contra o Marrocos

Não só no primeiro jogo. Não só um ponto de atenção, mas vários. É uma competição em curto período de tempo. É muito traiçoeiro. Pouco tempo de trabalho para organizar. Com este tempo de preparação, estamos tentando nos adaptar e chegar o mais próximo possível de não cometer erros. O ponto de atenção é termos uma competição curta e errarmos o mínimo possível.

  1. Posicionamento na seleção

É uma decisão do Mister. Eu não faço nem ideia. Tento me adaptar a qualquer posição que eu consiga exercer. Se tiver que jogar pela esquerda, vou me adaptar o melhor possível. Pela direita teria mais facilidade, por vir jogando há muito tempo. No começo da outra temporada tive que me adaptar no clube para jogar na esquerda. E se tiver que me adaptar no meio vou fazer o melhor possível também. O que o Professor pedir, vou fazer.

  1. Diferença entre 2022 e 2026

Eu acho que senti mais pressão na Copa de 22 do que nessa. Porque me vendo com os olhos de hoje, em 2022 eu cheguei muito imaturo para a Copa. Não só na Seleção, também estava chegando ao Barcelona. Sentia que não estava totalmente adaptado à seleção brasileira. E agora me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube e na Seleção. A pressão vai existir sempre. Quando vestimos a camisa da seleção brasileira, a pressão vem junto. É a única que ganhou cinco Copas do Mundo. Se não estivermos preparados para a pressão, não podemos disputar um torneio deste nível.

  1. Ambiente na seleção

Costumo conversar muito com meus amigos. Eles perguntam como é o clima, se é tenso ou leve. Sempre foi muito agradável estar aqui. Brincadeiras, momentos bons e ruins, que é normal. Mas o ambiente é sempre muito leve. Todo mundo quase sempre de palhaçada. Mas os momentos que temos que focar e ser sérios, conseguimos fazer isso. Isso é muito importante.

  1. Papel na seleção

Temos que entender a grandeza de vestir a camisa da Seleção. Já disputei uma Copa e entendo isso. Passamos por momentos complicados, tivemos muitas dúvidas. E mesmo assim, chegamos fortes para esta Copa.

Temos que saber a responsabilidade de cada um individualmente. Temos vários jogadores muito experientes. Até mesmo Vini, que não tem tanta idade, mas tem muita experiência no futebol e pode nos trazer o hexa. E eu me incluo nisso. Podemos resolver uma Copa. O fato de entendermos o nosso momento da carreira e o nosso peso, é importante para resolvermos os jogos.

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