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·27 de abril de 2026
Record o manto da vergonha ou falta dela

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Um lance bastou para perceber, sem máscara e sem filtros, qual é o verdadeiro papel do Record e dos seus cartilheiros. Não foi no jogo com o Rio Ave na Luz. Não foi no jogo com o Casa Pia na Luz, num lance de penálti por ressalto. Não foi no golo anulado em Braga. Não foi no penálti frente ao FC Porto na Luz. Nada disso lhes chegou para montar revoltas, manchetes histéricas ou campanhas de indignação. Foi preciso um lance com o AFS, mas com as cores verdes e brancas em campo, para o jornal que gosta de posar de imparcial mostrar finalmente ao que vem.
A indignação que nunca apareceu ao longo da época quando o Benfica foi prejudicado surgiu agora, de forma quase automática, quando o Sporting começa a ver a época fugir-lhe das mãos, com a possibilidade de acabar com o mesmo número de troféus que o Benfica e, pior ainda para eles, com o risco de ficar fora da Champions. Aí sim, abriu-se a torneira. Aí sim, apareceu a dramatização. Aí sim, o Record vestiu o seu verdadeiro equipamento.
E isto vindo do mesmo jornal que, ainda há dias, andava a publicar peças sobre o Benfica poder ter de torcer pelo Sporting na final da Taça de Portugal para entrar diretamente na Liga Europa. Ou do mesmo jornal que também andou a semear cenários sobre a UEFA Youth League, quase com vontade de anunciar o Benfica fora da competição antes do tempo. Ainda faltam três jogos, o Benfica depende apenas de si para garantir pelo menos o segundo lugar, e o que resta a quem andou a escrever esse tipo de artigos é começar já a procurar protetores gástricos.
Depois veio o espetáculo do costume. O “Manto de Revolta”. Um manto que não se revoltou nos Açores, mais do que uma vez. Um manto que não se revoltou na Madeira, no Estoril, em Alverca, em Famalicão e na Amadora, quando os erros ajudaram o Sporting. Nesses dias, a capa não rasgou, a consciência não apertou e o jornalismo militante ficou convenientemente em silêncio.
Mas o mais revelador foi mesmo o que se ouviu e leu. Um jornalista da Media Livre a dizer em direto, “Custaram-nos quatro pontos, esta semana”. “Custaram-nos”. Nem sequer tentam esconder o lado. Nem sequer disfarçam. E depois ainda houve o diretor do Record a pedir investigação a um lance que, na cabeça deles, prejudicou o Sporting, o mesmo diretor que na final da Taça escreveu “A águia perdeu a cabeça”.


Está tudo dito. Não são imparciais, não são isentos, não são sérios. São cartilheiros. E bastaram 15 dias para ficarem expostos.









































