Clube Atlético Mineiro
·05 de fevereiro de 2026
Red Bull Bragantino x Atlético: coletiva de imprensa de Diogo Alves

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·05 de fevereiro de 2026

Pergunta: Queria que você fizesse uma análise não só da partida, mas tem uma situação que chama a atenção. O Galo vem saindo atrás do placar, por exemplo: são cinco jogos seguidos assim e dos oito na temporada, seis, o Atlético saiu atrás. Quem sai atrás no placar hoje a gente sabe da dificuldade para conseguir. Algumas vezes conseguiu, hoje já não. Perde a invencibilidade. Como que vocês estão vendo essa situação? Mais uma vez isso aconteceu.
DIOGO ALVES: Primeiramente, Cláudio, eu não sabia, de fato, dessa informação. A meu ver, me parece bastante coincidente. Eu acho que não tem a ver com uma questão postural. Eu acho que é uma questão bastante ocasional. Ao mesmo tempo, eu prefiro ver o outro lado da ação. Nos últimos jogos, a gente conseguiu remontar partidas. Assim foi o clássico, assim foi o contra o Palmeiras. Eu acredito que hoje, de certa forma, em algum momento do jogo. Não sei se ameritávamos a virada, como foi em outros jogos. Mas acredito que a equipe fez um segundo tempo com uma postura bastante diferente daquilo que foi o primeiro. Não sei, talvez acredito que merecesse uma sorte maior. Talvez um empate como resultado que nos manteria uma invencibilidade bastante importante. O Red Bull é uma equipe que hoje segue, assim como o Bahia, como as duas equipes que mantêm essa série no calendário, como eu sempre falo, bastante difícil.
Pergunta: No jogo passado, em novembro, teve esse confronto aqui. A equipe do Bragantino fez exatamente o que fez hoje. Espelhou a marcação. Trabalhou ali com três, voltando um do meio. E conseguiu tirar o agente de marcação ali, que é o volante, desestabilizando o Atlético. E assim venceu o Galo por 2 a 0. E quase ia vencendo hoje também se o Everson não fizesse uma defesa incrível numa cabeçada muito parecida com a que aconteceu no segundo gol do Bragantino. E eu vi que o Atlético usou e abusou de bola esticada, de tentar verticalizar o jogo, quando na verdade você tinha ali quatro, às vezes três, agentes ofensivos do meio campo para frente e que tem um bom toque de bola. É porque o Bragantino realmente ofereceu esse ferrolho ali no meio e o Galo não teve condição de trabalhar pelas extremas. Por que usar tanta bola alongada e bola esticada?
DIOGO ALVES: Conhecendo o Red Bull, e a gente como corpo técnico já veio três ou quatro vezes aqui, e as outras vezes foram muito piores. Porque o Red Bull tem uma rede de clubes que joga dessa maneira, independente de treinador, joga de maneira muito agressiva, que individualiza. Não é que hoje eles individualizam, eles individualizam sempre. E muitas vezes ocasionam muitas situações de gol através de roubos, sobretudo nos inícios do adversário. Então a questão da bola longa, em certo momento, ela foi parte daquilo que a gente imaginava como estratégia, por uma questão meramente numérica. Se é uma equipe que te pressiona com seis, sete jogadores, a última linha deles fica exposta. E a gente precisava colocar essa bola mais rápido no campo contrário para poder de fato tentar elaborar algum jogo ofensivo numa zona que ela era muito mais benéfica para nós, porque o grau de agressividade do Red Bull baixa nessa zona, do que fazê-los aquilo que eles são melhores. A gente sempre entra numa discussão de que eles são muito bons numa coisa, e eu ainda não tenho claro essa cena. Então, como eles são muito bons e têm feito muitos gols nos campeonatos, recentemente a expulsão do jogador do Coritiba acontece com uma pressão alta da equipe do Red Bull. Então basicamente ela tenta levar o jogo para um cenário onde eles não eram melhores, e sim talvez fôssemos nós. Também é claro, de cara característica dos jogadores que iniciaram o primeiro tempo, jogadores de um controle de bola maior, obviamente ficaram desfavorecidos por tantas bolas longas que a gente acabou usando como parte do plano. Muitas vezes os treinadores acreditam que com esses mesmos jogadores você pode solucionar alguns problemas que previamente você sabe que seria muito difícil. A gente conseguiu enxergar isso rápido no intervalo, fazer as trocas e trazer a energia necessária para poder competir contra uma equipe que, assim como o Claudio falou, segue invicta, sofreu um gol em sete jogos, e sem dúvida nenhuma é uma equipe que vem despontando nesse início de calendário, sobretudo pela juventude que tem dentro do campo como uma das mais relevantes para esse começo do campeonato.
Pergunta: Eu queria que você falasse sobre a questão física desse time, porque nós estamos no oitavo jogo, muito pouco, o time titular não jogou todas as partidas, e por exemplo, no caso do Preciado, até que o Sampaoli disse que ele ainda ia adquirir ao longo do jogo, e hoje a gente viu ele tendo algumas dificuldades, você colocando o Alan Franco ali para poder cobri-lo. Então assim, o torcedor fica com aquela apreensão de tentar entender. Essa questão até é voltada muito pela parte física, você acha?
DIOGO ALVES: Eu acredito que o Angelo precisa retomar o nível natural, ele vinha de algum tempo de inatividade, chega num país onde se enfrenta com extremos da qualidade do Henry Mosqueira, por exemplo, então seguramente não é tarefa fácil se adaptar, se acomodar e retomar o ritmo que é natural dele. Vocês não tenham dúvida, o torcedor pode ficar tranquilo em relação ao jogador em específico, porque é um jogador que seguramente vai poder dar, inclusive através da sua grande capacidade física, coisas bastante positivas ao Clube Atlético Mineiro.
Pergunta: O seguinte, o Galo tem, até hoje não tinha invencibilidade, agora perde ela, mas tem um enfrentamento mais difícil no Campeonato Brasileiro, a gente sabe da qualidade das equipes, mas fez bons jogos contra Cruzeiro, contra o Palmeiras, hoje aqui poderia até conseguir algo melhor, como você disse. O que você acha que é hoje o grande desafio do Atlético, porque o Campeonato Brasileiro, o time não pode deixar perdendo pontos. O grande desafio que a Comissão Técnica tem neste momento, nessa formação do elenco, no Brasileirão principalmente?
DIOGO ALVES: Eu acho que o grande desafio é subir e elevar bastante o nível para uma competência que seguramente é muito mais complicada do que aquela que a gente enfrenta regionalmente falando. A gente sabe disso, há um momento em que todos os clubes estão sofrendo ainda nesse momento da temporada, salvo algumas exceções, e eu cito o Red Bull como uma exceção, porque o Red Bull mantém uma base estrutural, mantém uma linha de conduta, de organização e de metodologia que ela já é muito antiga, e que acaba claramente pela juventude adaptando-se mais rápido a essa demanda de um jogo muito mais intenso e agressivo. As equipes que estão em processo de modificação, de reconstrução, que é tudo aquilo que a gente vem vivendo hoje, seguramente terá um tempo, ou precisará de um tempo maior para que de fato a gente dê resposta. Obviamente, de que nós internamente como comissão e que os jogadores sabem que isso é algo que não existe no nosso futebol, e que a gente precisa rapidamente se adaptar, se remodelar e voltar a fazer atuações. Como é que a gente fez isso recentemente? Inclusive hoje no segundo tempo, acho que a gente fez uma boa atuação no segundo tempo e a gente não pode esquecer o que passou três ou seis dias atrás, que foram atuações contra adversários, no meu ver, com nível superior ou favoritos do torneio, a um nível bastante elevado e que, de certa forma, também, assim como ganhamos Cruzeiro e merecemos ganhar o Palmeiras, a gente fez hoje essa boa apresentação. Acredito que é acomodar, reformular e ao mesmo tempo apresentar o rendimento compatível com aquela exigência que o torneio nos traz.
Pergunta: Eu vim observando no Atlético em uma melhora significativa jogo a jogo. E era de se esperar que houvesse uma oscilação, ou de haver oscilação, porque a dinâmica do jogo mudou. Houve uma certa ruptura com relação à dinâmica do jogo do ano passado. Mas essa curva de oscilação, vocês têm algum planejamento, alguma coisa, sem forçar, mas pensando em tempo, pensando em rodada, alguma coisa para evitar que seja tão abrupta essa oscilação do time?
DIOGO ALVES: Eu acredito. Eu sei que o nosso futebol é maluco, é imediatista e, basicamente, a derrota e o resultado influenciam muito na vossa análise, na nossa análise, muitas vezes. E a gente precisa ser muito frio, porque senão a gente entra em colapso. Acredito, sinceramente, que não é momento para isso. Acredito hoje que a gente foi superado no primeiro tempo por um adversário muito mais agressivo do que a gente. E, volto a falar, a gente já imaginava esse cenário. O que a gente imaginou era que fosse um jogo muito difícil, que a gente precisaria ser apoderado, segundas bolas, de um jogo de duelo, um jogo de disputa proposto pelo nosso adversário, não é que foi proposto pela gente. E a gente não pôde, isso é fato. A gente tenta arrumandar, e eu acho que a gente foi no segundo tempo, se não tão bom quanto os jogos recentes, mas à altura daquilo que é o nosso padrão, aí sim, daquilo que é o natural do Clube Atletico Mineiro nessa temporada.
Pergunta: Diogo, a gente vê que existe um planejamento que tem sido seguido de colocar um time alternativo no Campeonato Mineiro e a força máxima no Brasileiro. Mas tem um jogador que está sendo utilizado o tempo todo, que é o Alan Franco, até pela necessidade de ter um primeiro volante que ainda não chegou, o Atlético vai contratar. Existe uma preocupação suas, em relação a esse desgaste do Alan Franco, de ele estar fazendo essa sequência em uma pré-temporada, ainda início? Isso é pensado na hora de colocar? Existe um pensamento especial no caso dele?
DIOGO ALVES: Não, sem dúvida, Breno. Acredito que a gente já… Acho que eu comentei no jogo contra o North, em Montes Claros, que a nossa preparação prévia, agora já não mais, agora tem uma questão meritocrática, o que a gente imagina que a gente ainda pode fazer, que o calendário ainda nos permite. No momento que não nos permite, a gente não vai fazer mais isso. Mas acredito que a gente, quando dividiu os grupos, imaginou alguns jogadores que poderiam fazer toda essa continuidade, apresentar essa continuidade, sem que nos afetassem em relação ao rendimento e à lesão. O Alan é um dos jogadores, assim como o Junior Alonso, são jogadores com muitos minutos. Victor Hugo são jogadores com muitos minutos e que são capazes de suportar esse ritmo. Obviamente que a gente tem controle, mas ao mesmo tempo a gente tem muito conhecimento, no caso especial, do Victor, do Alan e do Junior, de outros trabalhos anteriores, inclusive no próprio Atlético. Então, são situações planejadas e que a gente, claramente, vai tentando manter um rendimento ótimo da equipe, sem precisar com que esses jogadores estejam de fora.








































