Saudações Tricolores.com
·06 de agosto de 2026
Reféns da própria inércia: A manutenção de Zubeldía e o risco de jogar o ano do Flu no lixo

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·06 de agosto de 2026

Meus amigos tricolores, perdoem essa apaixonada pelo Fluminense pelo desabafo que se segue. Mas, aproveitando o espaço que me é confiado aqui no Saudações Tricolores, pretendo fazer um desabafo. Não desses de beira do campo, num pós-jogo, onde a raiva e o “fígado” falam mais alto. O que pretendo hoje é desabafar com a razão. E a minha razão me faz uma pergunta que não quer calar: Por que manter o Zubeldia? Qual o sentido? O que ele vem fazendo – e desde quando – que justifique mantermos um treinador que está levando a torcida a um ataque de nervos?
Ele vem fazendo um bom trabalho de vestiário? Não é bem o que ouvimos nas entrelinhas das matérias que saem por aí, muito menos da boca de quem tem um mínimo de acesso aos bastidores do clube.
Então deve ser excepcional em fazer a transição e uso racional da base? Nem de longe ele utiliza a base; pelo contrário, pretere os moleques de Xerém em todas as vezes que eles poderiam ter um mínimo de chances de jogar.
Ah, então deve ser pelo futebol apresentado em campo, que encanta, convence e, principalmente, vence? Quisera eu. O Flu é previsível, lento e joga preso num maldito 4-3-3, onde os pontas são secretários de lateral, os dois volantes ficam correndo atrás dos lances e o time simplesmente não rende.
No fim das contas, não existem motivos que façam sentido na cabeça desta que vos escreve. É incompreensível que a diretoria — seja o diretor geral Mário Bittencourt, o diretor executivo Paulo Angioni ou o presidente Mattheus Montenegro — decida comprar essa briga e assumir um desgaste tão absurdo com a arquibancada para manter um treinador indefensável. E tudo isso por quê? Por absolutamente nada.
Ele não apresenta soluções, não mostra repertório e está arrastando a torcida para um estado de revolta gigantesca, potencializada de vez por essa eliminação contra o Vasco. Olhando para frente, o futuro do Fluminense a curto prazo é no mínimo temerário. Com os jogos da Libertadores batendo à porta, o medo real é sermos varridos de todas as competições eliminatórias, nos restando apenas o Campeonato Brasileiro para fazer uma triste e melancólica campanha de figuração.
Nós precisamos de um comandante com ambição, capaz de despertar nos jogadores a fome de vencer e de ser campeão. E, para que isso aconteça, precisamos de uma diretoria que também ambicione títulos e que tenha coragem de intervir em momentos críticos. O comando do clube não pode ser refém de contratos, de velhos paradigmas ou de uma diretriz interna teimosa de que ‘não se demite técnico’. Ao diabo com isso.
A mudança tem que ser radical e imediata, para agora, antes mesmo do apito inicial contra o Rivadávia. Se essa inércia persistir, nosso ano será mais um jogado fora, limitando o Fluminense a ser mero coadjuvante no cenário nacional e nos condenando a assistir a algumas vergonhas que já parecem encomendadas logo ali na frente.
Saudações Tricolores
Ana







































