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·21 de agosto de 2026

Reforço caro e com idade avançada preocupam no São Paulo em possível camisa 10

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Camisa 10 do Atlético-MG está na mira do Tricolor, mas alto salário e investimento em um jogador de 32 anos colocam operação em análise

O São Paulo abriu conversas pela contratação de Gustavo Scarpa, mas a possível chegada do meia-atacante ao Morumbis está longe de ser uma negociação simples. Além das condições impostas pelo Atlético-MG, o Tricolor avalia dois fatores que podem pesar decisivamente: o salário do jogador e a idade.

Scarpa tem 32 anos e recebe aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês, valor considerado elevado dentro da realidade financeira do São Paulo. A contratação, portanto, exigiria um modelo que reduzisse o impacto sobre a folha salarial e evitasse um compromisso financeiro considerado arriscado pelo clube.

São Paulo busca empréstimo de Gustavo Scarpa

A ideia trabalhada inicialmente pelo São Paulo é contratar Scarpa por empréstimo até o fim da temporada, com possibilidade de incluir uma opção de compra.

O modelo ainda poderia estabelecer uma obrigação de compra mediante o cumprimento de metas previamente determinadas em contrato. O valor dos direitos econômicos, porém, ainda precisaria ser negociado entre as partes.

Scarpa tem contrato com o Atlético-MG até dezembro de 2027, o que dá ao clube mineiro poder de decisão sobre as condições de uma eventual saída.

O nome do meia conta com a aprovação da comissão técnica de Dorival Júnior, que busca alternativas para aumentar a qualidade e a criatividade do setor ofensivo do São Paulo.

Salário de R$ 1,2 milhão é ponto de alerta

O principal obstáculo neste momento é financeiro.

Um salário na casa de R$ 1,2 milhão mensais representa um investimento significativo para um São Paulo que vem tentando controlar a folha, enxugar o elenco e abrir espaço para novos reforços.

O clube já trabalha no mercado em busca de um meia capaz de atuar como camisa 8, pisar na área e contribuir na construção das jogadas, além de procurar um atacante de área.

Scarpa possui características diferentes das de um volante tradicional e poderia acrescentar qualidade técnica, bola parada, passe e capacidade de criação. A questão é saber se o custo-benefício da operação será considerado adequado.

Idade também gera preocupação no São Paulo

Além do salário, a idade de Scarpa é outro ponto que merece atenção.

Aos 32 anos, o meia poderia chegar para assumir protagonismo imediato, mas um eventual investimento de longo prazo em um jogador dessa faixa etária precisa ser analisado com cautela.

O São Paulo possui um elenco que já conta com atletas experientes e, diante do processo de reformulação, a diretoria precisa equilibrar experiência, desempenho imediato e possibilidade de retorno esportivo ou financeiro.

Por isso, um empréstimo curto pode ser considerado mais interessante do que uma compra definitiva neste primeiro momento.

Scarpa perdeu espaço no Atlético-MG

Scarpa não conseguiu manter no Atlético-MG o mesmo protagonismo que teve em outros momentos da carreira.

Na temporada 2026, o jogador disputou 23 partidas, marcou dois gols e deu cinco assistências.

Sua última participação aconteceu em maio, contra o Juventud, pela Copa Sul-Americana, quando permaneceu em campo por 46 minutos.

O meia vem alternando entre a titularidade e o banco de reservas, cenário que abriu espaço para especulações sobre uma possível saída nesta janela.

Scarpa ainda pode jogar o Brasileirão pelo São Paulo

Outro detalhe importante da negociação envolve o Campeonato Brasileiro.

Scarpa já disputou dez partidas na Série A em 2026, número que, de acordo com as regras da competição, ainda permite que o jogador possa defender outro clube da primeira divisão nesta temporada.

Isso aumenta a possibilidade de uma eventual transferência para o São Paulo ter impacto imediato no Brasileirão.

São Paulo precisa avaliar o custo-benefício

A contratação de Gustavo Scarpa seria, tecnicamente, uma oportunidade de mercado. O jogador tem experiência em alto nível, qualidade na bola parada, capacidade de criação e histórico de títulos.

Entretanto, o salário de aproximadamente R$ 1,2 milhão, os 32 anos e o contrato com o Atlético-MG até 2027 fazem com que a diretoria precise analisar a operação com cuidado.

O cenário ideal para o São Paulo seria encontrar um formato de empréstimo com custo controlado, evitando assumir imediatamente um compromisso financeiro elevado.

A negociação segue em discussão e pode avançar caso São Paulo, Atlético-MG e o estafe do jogador encontrem um ponto de equilíbrio.

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