Portal dos Dragões
·29 de abril de 2026
Regresso à Champions pode devolver prestígio e força ao FC Porto no mercado

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O jogo de sábado, diante do Alverca, para além da possibilidade de o FC Porto conquistar o título nacional, algo que lhe foge há quatro anos, tem ainda uma consequência de grande peso: o acesso direto à próxima edição da Liga dos Campeões. Apenas o campeão garante entrada assegurada na fase de liga – o segundo classificado terá de disputar as eliminatórias – e isso traduz-se numa receita estimada em cerca de 50 milhões de euros.
As contas, porém, não são lineares por dois motivos: por um lado, a UEFA ainda não revelou os prémios que serão distribuídos em 2026/27, embora tudo aponte para valores semelhantes aos atuais; por outro, existem os montantes do “pilar de valor”, que só serão apurados mais adiante. Este “pilar” divide-se em duas parcelas: uma referente à Europa e outra ao restante mundo. Na prática, a verba atribuída depende da receita gerada com a venda dos direitos de transmissão, tanto nos mercados europeus como noutros territórios. Nesta época, por exemplo, o Benfica recebeu cerca de 28,5 M€ e o Sporting 15,5 M€.
O valor certo, à partida, são os 18,6 milhões de euros, salvo uma eventual subida do prémio pela entrada direta na fase regular da Liga dos Campeões. Com o “pilar de valor”, a SAD azul e branca deverá ultrapassar os 40 milhões de euros. Assim, a presença na competição milionária da UEFA funciona como um importante alívio financeiro, ajudando a cumprir as exigências do Fair Play Financeiro, reforçando a capacidade de investimento no mercado de transferências e, ao mesmo tempo, aumentando a resistência face ao assédio aos principais ativos do clube.
Em termos desportivos, o regresso à Champions League, depois de duas temporadas na Liga Europa, permite ao clube recuperar prestígio internacional e valorizar os seus ativos.









































