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·14 de setembro de 2026

Relatório final sobre contrato de R$ 140 milhões da Ticketmaster deve sair nesta semana com parecer favorável

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Relatório final sobre contrato de R$ 140 milhões da Ticketmaster deve sair nesta semana com parecer favorável

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A novela em torno do contrato entre o São Paulo e a Ticketmaster caminha para um desfecho técnico nos próximos dias — mas não sem deixar rastro de desconfiança e acusações graves pelo caminho. Segundo apurações, a comissão criada para analisar o processo de escolha da empresa como nova tiqueteira do clube deve entregar seu relatório final ainda nesta semana, com parecer favorável à aprovação do acordo.

O que diz a apuração sobre o parecer?

A conclusão da comissão será direta na defesa do processo conduzido pela diretoria: “O edital não tinha problema algum, e a proposta mais vantajosa dentro dos parâmetros pedidos pelo clube foi a da Ticketmaster.” Apesar de ser uma versão ouvida pelo Blog do São Paulo, segundo o boletim Anotações Tricolores apurou, as primeiras análises internas da comissão já caminhavam nessa direção antes mesmo da conclusão do relatório.

Vale reforçar que, mesmo com um parecer favorável, o processo ainda não estará encerrado: o contrato precisará ser efetivamente votado e aprovado pelo Conselho Deliberativo, em data que segue sem confirmação oficial.

A acusação de manobra protelatória

O procedimento de avaliação da comissão — criada em 1º de setembro pelo presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu Júnior — já nasceu sob desconfiança de parte da situação, grupo político ligado à diretoria executiva do clube. Segundo essa ala, a criação da comissão teria funcionado, na prática, como uma forma de adiar indefinidamente a votação do contrato e, por consequência, o recebimento de um adiantamento financeiro estimado em mais de cem milhões de reais — recurso considerado essencial pela diretoria para equacionar as dívidas do clube com o elenco.

Um dos integrantes da própria comissão, porém, rejeitou publicamente essa leitura. Em entrevista ao canal Tricolaços na semana passada, o conselheiro Jonathan Rodrigues classificou o trabalho do grupo como estritamente técnico, garantindo que o único objetivo é levar ao Conselho a melhor opção disponível para o clube — negando qualquer intenção de retardar o processo por motivação política.

A acusação mais grave: atraso salarial como estratégia de pressão

Do lado oposto do debate, surgiu uma acusação ainda mais pesada: setores ligados à oposição sustentam que o atraso no pagamento dos salários dos jogadores referente ao mês de agosto não teria sido apenas consequência da crise financeira do clube, mas sim uma decisão deliberada da diretoria para pressionar a opinião pública — e, indiretamente, os próprios conselheiros — a aprovar o contrato com a Ticketmaster o quanto antes, diante da repercussão negativa gerada pelos jogadores sem receber.

Por que essa disputa importa tanto?

O episódio ilustra, mais uma vez, como a crise financeira do São Paulo está profundamente entrelaçada com a disputa de poder interna que já vínhamos acompanhando ao longo das últimas semanas — da tensão entre Harry Massis e Olten Ayres à criação da própria comissão, passando pelo áudio vazado do presidente cobrando agilidade na votação. Se o parecer favorável realmente se confirmar nos próximos dias, a expectativa é de que a pressão por uma votação rápida no Conselho Deliberativo aumente ainda mais — especialmente diante da urgência declarada pela diretoria em resolver os atrasos salariais que já se acumulam há meses.

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