Esporte News Mundo
·07 de setembro de 2026
Remo fatura alto com recorde no Mangueirão, mas tropeça no Flamengo e paga caro na rodada

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·07 de setembro de 2026

A tarde deste domingo (6), no estádio do Mangueirão, desenhou o cenário perfeito para o Remo, do ponto de vista institucional e financeiro. Com 51.567 pessoas presentes (46.542 pagantes), o confronto contra o Flamengo estabeleceu o maior público do estádio na temporada de 2026 e entrou para a história recente da praça esportiva após a sua última grande reforma. A renda bruta de R$ 6.241.250,00 que resultou em um valor líquido superior a R$ 4,7 milhões para os cofres azulinos escancarou a imensa capacidade de mobilização da torcida e injetou um fôlego financeiro indispensável para o clube.
No entanto, o peso da atmosfera criada em Belém não se traduziu em resultado prático dentro das quatro linhas. No confronto, válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, o roteiro esportivo foi implacável com a equipe paraense: o Flamengo neutralizou as investidas do Leão, impôs sua superioridade técnica e venceu por 1 a 0.
O revés em casa evidencia o principal desafio que o Remo enfrenta nesta reta final da Série B A: aliar o gigantismo de sua massa torcedora à competitividade esportiva necessária para encarar os principais elencos do país. Enquanto o apelo de bilheteria e a força do Fenômeno Azul garantiram um saldo extracampo formidável, o desempenho da equipe expôs dificuldades de criação e solidez diante de adversários que disputam o topo da tabela.
Com o resultado, o Remo vê a pressão aumentar na luta contra o rebaixamento. O clube demonstra ter estrutura de gigante e uma torcida capaz de lotar qualquer praça esportiva do país. Nesse cenário, o desafio imediato da comissão técnica e da diretoria passa por estancar a oscilação esportiva e transformar o apoio maciço das arquibancadas em pontos fundamentais para a permanência na elite do futebol brasileiro.


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