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·07 de agosto de 2026
Renê: o artilheiro silencioso que desafia a lógica

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O atacane Renê supera as expectativas mais uma vez. Após chegar no Vitória com a promessa do presidente de não ser um "atacante caneludo", o artilheiro viveu uma noite de gala no Barradão, garantiu a classificação do Leão em cima do Athletico, em goleada por 4 a 0, e mais uma vez desafiou a lógica.
Renê começou a jogar futebol em um projeto na capital cearense, e teve a primeira chance em um campeonato federado pelo então Grêmio Pague Menos, que depois virou Tirol. Em 2022, comandou a equipe ao inédito título do Campeonato Cearense sub-20.
Na campanha, Renê marcou 11 gols em 15 partidas. O clube liderou seu grupo na primeira fase e, na semifinal, derrubou o favorito Ceará. Renê marcou os três gols, tanto na vitória por 1 a 0, quanto no triunfo por 2 a 1.
Na decisão, o título veio nos pênaltis diante do Fortaleza. Já como Tirol, o time cearense disputou a Copinha no ano seguinte, e Renê acabou chamando a atenção do São José, que disputava a Série C.
"Sou um jogador brigador, que gosta de estar sempre finalizando e bem posicionado", se apresentou na época o jovem tímido, que tinha 19 anos. Descrições modéstias para o jogador que alcançaria em breve a elite do futebol nacional. Renê prefere falar com a bola nos pés.
Renê foi campeão da Copa Federação Gaúcha no Zeca e, depois de duas temporadas de dígitos duplos em gols, se transferiu na sequência para a Portuguesa, com um projeto de SAF pautado na inovação na captação de jogadores. Se o clube não conseguiu dar os passos que esperava em curto prazo, ao menos na identificação de Renê, o departamento de scouting acertou em cheio.
A ascensão a partir daí foi meteórica. O atacante ganhou a primeira grande vitrine ao marcar duas vezes contra o São Paulo, no Paulistão. Naquela noite, a Portuguesa quebrou um tabu de 13 anos ao voltar a vencer o rival, e no Morumbi!
Na Copa do Brasil, Renê marcou dois gols na classificação diante do Altos e também o gol que levou a decisão contra o Avaí para os pênaltis. A Lusa caiu na sequência, com Renê como artilheiro do torneio.
Se começou o ano com a projeção de jogar a Série D, Renê estava na Série A já em abril, contratado pelo Vitória, com estreia diante do Cruzeiro. Sem fazer muito alarde, o artilheiro que parece tímido nas palavras nunca deixou de ser sincero em suas projeções: queria a artilharia da Copa do Brasil e também lutar entre os principais goleadores do Brasileirão.
Destaque sempre dos "azarões", Renê vai entregando os gols prometidos no Barradão. E com os tentos da noite desta quinta, com classificação heróica contra o Athletico, o atacante chegou a seis na Copa do Brasil, se isolando na artilharia. O Leão, que deixou Curitiba com uma desvantagem de dois gols, conseguiu a remontada quando poucos acreditavam, desafiando a lógica. Algo que Renê já está acostumado a fazer.
Ao todo na temporada, o artilheiro soma 19 tentos em 36 jogos. O Vitória já garantiu sua transferência definitiva, mas terá dificuldades para mantê-lo em 2027. O artilheiro silencioso fala com gols, e os gigantes do futebol brasileiro escutam.







































