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·02 de julho de 2026

Renegados? Trio perde espaço com Ancelotti e “desaparece” do Brasil

Imagem do artigo:Renegados? Trio perde espaço com Ancelotti e “desaparece” do Brasil

A Copa do Mundo tem mostrado que, sob o comando de Carlo Ancelotti, currículo pesa menos do que desempenho. O treinador italiano transformou a competitividade diária nos treinamentos em critério para definir a equipe, e alguns jogadores sentiram diretamente esse efeito. Os principais casos são os casos de Ibañez, Luiz Henrique e Igor Thiago, que perderam espaço após o empate com Marrocos e ainda não voltaram a entrar em campo pelo Brasil no Mundial.

Enquanto isso, nomes como Rayan, Matheus Cunha e Gabriel Martinelli aproveitaram as oportunidades e ganharam protagonismo na campanha brasileira. Além disso, o veterano Danilo também virou símbolo de confiança na defesa.


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Rayan virou a principal surpresa do Brasil

A ascensão mais impressionante é a de Rayan. Convocado na reta final do ciclo, o atacante revelado pelo Vasco chegou atrás de Luiz Henrique na disputa por uma vaga pelos lados do ataque. O cenário mudou rapidamente.

Quando Raphinha sofreu lesão, a expectativa era de que Luiz Henrique, visto por muitos como o principal reserva do setor, herdasse naturalmente a posição. No entanto, o jovem de 19 anos convenceu a comissão técnica durante os treinamentos e ganhou a confiança de Ancelotti.

A intensidade sem a bola, a capacidade de pressionar a saída adversária e o desempenho nos trabalhos fizeram Rayan ultrapassar o concorrente. O resultado apareceu também nos jogos. Contra a Escócia, participou da recuperação de bola que originou o primeiro gol brasileiro. Diante do Japão, repetiu a dose ao iniciar a jogada que terminou na virada com Gabriel Martinelli.

Do outro lado, Luiz Henrique manteve o prestígio interno, mas não conseguiu reproduzir nos treinamentos o mesmo nível de competitividade apresentado pelo novo titular.

Igor Thiago perdeu a disputa no ataque do Brasil

Situação semelhante aconteceu no comando do ataque. Igor Thiago iniciou a Copa como titular diante do Marrocos, mas a atuação discreta custou caro.

Depois da estreia, Matheus Cunha assumiu a posição e rapidamente se consolidou entre os titulares. Além disso, Endrick passou a ser considerado a primeira alternativa para a função, impulsionado pelo rendimento nos treinamentos e pelas boas entradas durante as partidas. Desde então, Igor Thiago não voltou a receber minutos em campo e acompanha a evolução da equipe do banco de reservas.

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Igor Thiago foi de titular contra Marrocos para o fim da fila no ataque do Brasil – Foto: Rafael Ribeir/CBF

Ibañez também ficou para trás

Outro jogador que perdeu espaço logo no início da competição foi Ibañez. Com a lesão de Wesley antes da Copa, Ancelotti optou por improvisar o zagueiro na lateral direita na estreia contra o Marrocos. A atuação, porém, esteve abaixo do esperado e gerou críticas.

A partir daí, Danilo assumiu a posição e correspondeu. Seguro defensivamente e eficiente na construção das jogadas, o experiente defensor se firmou como titular, especialmente após o bom desempenho na vitória sobre a Escócia. Desde então, Ibañez também não voltou a ser utilizado.

Apesar de alguns jogadores terem perdido espaço, a comissão técnica faz questão de manter a concorrência aberta dentro do elenco. A lesão de Lucas Paquetá, por exemplo, reabre uma disputa no meio-campo para as oitavas de final.

Fabinho, Danilo Santos e Éderson aparecem como opções naturais. Ancelotti também estuda alternativas mais ofensivas, como adaptar Gabriel Martinelli ou até Endrick em funções diferentes.

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