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·28 de setembro de 2026
Reunião de emergência entre São Paulo e demais clubes paulistas tenta criar força para solução do vet às bets

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Reunião de emergência entre São Paulo e demais clubes paulistas tenta criar força para solução do vet às bets
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São Paulo e outros clubes do estado discutem impacto financeiro após medida que proibiu as apostas online no Brasil; reunião na FPF busca definir próximos passos
Os principais clubes paulistas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro se reúnem nesta segunda-feira (28), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), para discutir os impactos da Medida Provisória que proibiu a operação das casas de apostas online no Brasil. A preocupação central envolve os contratos de patrocínio, o planejamento financeiro das equipes e a possibilidade de uma negociação com o Governo Federal. Informação divulgada pelo jornalista Fábio Lázaro.
A reunião ocorre em meio à expectativa de que representantes do futebol sejam chamados para conversar com o governo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, clubes e entidades esportivas seriam procurados para que o governo pudesse dimensionar os efeitos da medida e avaliar eventuais providências.
A reunião desta segunda-feira reúne representantes dos departamentos jurídico e de marketing dos clubes paulistas. O objetivo é discutir uma estratégia conjunta diante da mudança no mercado e avaliar quais serão os próximos movimentos das equipes.
Entre os clubes paulistas da Série A estão São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Mirassol e Red Bull Bragantino. Na Série B, o estado conta com Botafogo-SP, Novorizontino, Ponte Preta e São Bernardo.
O São Paulo está diretamente envolvido no problema porque mantém contrato com a Superbet, que ocupa espaço de destaque em seu uniforme. Segundo levantamento divulgado pelo UOL, o clube recebeu R$ 80 milhões da empresa em 2025 e o valor previsto para 2026 chegou a R$ 95 milhões.
Antes mesmo da confirmação da medida, a Superbet havia notificado São Paulo e Fluminense sobre a possibilidade de rescisão dos contratos caso o governo proibisse as apostas esportivas e os jogos online.
A expectativa no futebol paulista é que a reunião desta segunda-feira ajude a organizar as demandas que serão apresentadas ao Governo Federal.
Um encontro entre representantes do governo e clubes pode acontecer já na terça-feira (29), embora a reunião ainda não estivesse confirmada. O ministro Dario Durigan declarou que o objetivo inicial é entender o impacto efetivo da medida sobre as finanças dos clubes antes de definir eventuais mecanismos de auxílio.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, o governo também trabalha com a possibilidade de um programa de crédito para clubes e SAFs, com valor que poderia chegar a R$ 20 bilhões, destinado à reestruturação de dívidas — uma proposta de financiamento, e não de perdão das obrigações.
O impacto mais imediato está nos contratos comerciais.
A MP assinada em 25 de setembro proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no Brasil, abrangendo apostas esportivas e jogos online.
A determinação estabeleceu ainda prazo para retirada das publicidades e dos sinais de patrocínio das empresas do setor. Segundo informações divulgadas após a publicação da medida, os clubes precisam remover essas marcas até 5 de outubro, às 23h59.
Na Série A, os contratos com empresas de apostas representam uma parcela relevante das receitas comerciais. Levantamentos publicados após a medida apontaram aproximadamente R$ 910 milhões em contratos de patrocínio máster com bets para a temporada de 2026.
Considerando os balanços financeiros de 2025, os aportes das empresas de apostas representaram cerca de 7,9% das receitas dos clubes da Série A.
A movimentação não começou nesta segunda-feira.
Em 17 de setembro, clubes e federações de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul participaram de uma articulação que resultou em manifesto contrário à possibilidade de proibição das bets. O documento utilizou a expressão “fim do futebol brasileiro” para descrever o impacto que os clubes projetavam para uma mudança abrupta nas regras.
Agora, depois da publicação da MP, a estratégia passa a ser discutir as consequências práticas da decisão e buscar informações sobre os próximos passos do governo.
No caso do São Paulo, a questão ganhou importância porque a Superbet representa uma das principais receitas comerciais do uniforme.
A situação também acontece em um momento de forte necessidade de planejamento financeiro no clube. A eventual saída da patrocinadora obrigaria o Tricolor a avaliar alternativas para substituir o espaço comercial e reorganizar receitas previstas para a temporada.
Além da perda direta dos contratos, os clubes avaliam possíveis reflexos sobre outras propriedades comerciais do futebol, como publicidade nos estádios, transmissões, competições e naming rights. A presença das bets se espalhou por diferentes segmentos do esporte brasileiro nos últimos anos.
A reunião dos clubes paulistas nesta segunda-feira deve servir para alinhar as posições das equipes e preparar a discussão com o Governo Federal.
O principal ponto de atenção para o São Paulo é o futuro do acordo com a Superbet e a forma como a diretoria poderá substituir essa receita caso o contrato seja encerrado. As casas de apostas, por sua vez, também estudam medidas jurídicas e comerciais diante da proibição.
Por enquanto, o cenário ainda depende dos próximos passos da Medida Provisória, das negociações entre governo e representantes do futebol e das decisões que serão tomadas pelas empresas patrocinadoras.
Para o São Paulo, a reunião desta segunda-feira coloca uma questão financeira importante no centro dos bastidores: como preservar receitas e contratos diante de uma mudança que atingiu diretamente uma das principais fontes de patrocínio do futebol brasileiro.








































