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·23 de fevereiro de 2026
Reunião dura e elenco incomodado: Bap sobe o tom com Filipe Luís e Boto antes de final da Recopa

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·23 de fevereiro de 2026

A vitória por 3 a 0 sobre o Madureira foi apenas uma máscara de oxigênio em um ambiente que respira pressão máxima no Flamengo. Nos bastidores do Ninho do Urubu, o clima é de "panela de pressão" às vésperas do segundo jogo da final da Recopa Sul-Americana, contra o Lanús, marcado para esta quinta-feira (26), às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.
No último sábado, o presidente Bap decidiu intervir diretamente no dia a dia do futebol. Em uma visita ao CT, o mandatário promoveu reuniões de tom ríspido com o técnico Filipe Luís, o diretor José Boto e os líderes do elenco. A diretoria entende que, pelo alto investimento feito e pela manutenção das estrelas, o desempenho em campo está muito aquém do esperado após derrota na Supercopa, Recopa e os riscos no Carioca.
A cobrança de Bap não ficou apenas na esfera técnica. O clima no CT mudou; o que antes era um ambiente de sintonia, hoje é marcado por silêncio e distanciamento. Segundo informações de bastidores divulgadas pelo GE, alguns jogadores estão incomodados com decisões da comissão técnica e sentem falta de um diálogo mais aberto com a direção de futebol.
Esse desconforto ficou evidente na comemoração dos gols contra o Madureira: quase não houve festa entre os atletas, que mantiveram a discrição em campo. A intervenção direta de Bap em negociações (como a de Lucas Paquetá) e a ordem para o retorno antecipado dos titulares ao estadual também geraram faíscas que ainda não foram apagadas.
Em entrevista coletiva, o técnico Filipe Luís não fugiu das perguntas sobre o ambiente hostil e as vaias da torcida. O treinador, que em certos momentos se sentiu exposto pelo processo de renovação e pelas críticas externas, tentou equilibrar o discurso.
"A pressão no Flamengo eu nunca vi em outro lugar. Mas quem vem para cá sabe que é assim. Não acho que o problema seja o excesso de críticas, mas sim o excesso de elogios quando as coisas vão bem. Você é colocado em tal patamar que não está preparado para cair", analisou Filipe, que classificou a pressão como um "privilégio" de quem comanda um elenco capaz de brigar por todos os títulos.
Agora, o Flamengo tenta administrar os danos internos para focar exclusivamente no Lanús. O título da Recopa virou a "chave de sobrevivência" para que o semestre não comece sob o signo de uma crise ainda mais profunda.
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