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·15 de julho de 2026
Revolução no meio: início da janela inglesa já beira R$ 3 bilhões de investimento só no setor

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Após uma temporada pífia, que quase culminou em um rebaixamento, o Tottenham surpreendeu a todos gastando mais de 200 milhões de euros em dois reforços para o meio-campo. O Manchester United se aproximou de 100 milhões de euros em dois nomes para o setor, ainda prometendo um terceiro meia. E o Manchester City tem a contratação mais cara da janela... Do meia Elliot Anderson.
Embora esteja apenas começando, a janela de transferências na Inglaterra já movimentou mais de 500 milhões de euros, um valor que se aproxima de R$ 3 bilhões, só envolvendo contratações de meias. E os números tendem a aumentar...
Está claro que dominar o meio-campo voltou a ser uma preocupação de clubes e seleções. Vimos a Espanha dominar a considerada imbatível França através do controle do setor, a Noruega passar pelo Brasil com atuação sublime dos meias (principalmente Odegaard) e Carlo Ancelotti responder à nossa reportagem que uma reformulação no meio-campo da seleção será necessária para o próximo ciclo.
Ao longo da história da tática, foram várias as variações que as equipes usaram ao longo das décadas para tentar controlar os adversários. Com e sem a bola. O jogo direto inglês viu o estilo de passes escocês ser contraponto lá nos primórdios. O Brasil apresentou ao mundo o "jogo bonito", e os laterais que eram figuras meramente defensivas foram ganhando vida no ataque. Nilton Santos, Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Roberto Carlos, Cafu... Do 4-2-4 ao 4-4-2, fomos durante muito tempo referência no jogo pelos corredores laterais (e hoje não somos nem sombra disso).
O 4-2-3-1 manteve a busca pelos lados do campo como prioridade na consolidação dos pontas, depois de o 4-3-3 ter dominado o jogo, de Rinus Michels até Pep Guardiola. Mas em uma época em que os times são estudados incessantemente e os antídotos são criados por analistas e treinadores a cada semana, foi necessária uma outra abordagem.
Pep Guardiola começou a buscar referências em Herbert Chapman no W-M, o 3-2-2-3, que voltou a valorizar o jogo interior, numa releitura interessante. O esquema, que pode ser interpretado também como um 3-2-5, com duplo-pivô na saída de bola, passou a ser a base de times em todo o mundo: de Abel Ferreira e Rogério Ceni no Brasil até Vicent Kompany na Bundesliga. Os mecanismos de saída de bola passaram a reproduzir uma estrutura semelhante à do WM. O meio-campo ganhou nova importância, com a evolução do jogo, e o mercado responde a isso.
Curiosamente, após a saída de Pep Guardiola, o grande objetivo de mercado do Manchester City foi um meia: Elliot Anderson. Um dos jogadores mais disputados do mercado inglês, Elliot esteve na mira do Manchester United, foi especulado no Liverpool, mas quando os Citizens chegaram à mesa de negociações, acabaram as dúvidas sobre seu destino.
Titular da seleção inglesa na Copa e destaque do Nottingham Forest nas últimas temporadas, Elliot tem 23 anos e custou 134 milhões de euros, pouco mais de R$ 800 milhões. É a contratação mais cara da janela até aqui.
Já o Tottenham, que fez duas temporadas para esquecer, prometeu abrir mão da austeridade e, de fato, abriu as carteiras. A busca por um futuro diferente passou, prioritariamente, por uma revolução no meio, com as contratações de Sandro Tonali (108 milhões de euros) e Mateus Fernandes (99 milhões de euros). Depois de Elliot, são as transferências mais caras da janela. Ambos eram, também, monitorados pelo Manchester United.
Os Diabos Vermelhos, comandados por um ex-meia, Michael Carrick, também priorizaram reforços para o meio nesta janela. Colocaram como meta três nomes, e até agora já confirmou dois: Andrey Santos (56 milhões de euros) e Youri Tielemans (41 milhões de euros). Com as saídas de Casemiro e Ugarte, o time buscou pernas novas para o setor, ganhando mais cadência e força defensiva com Andrey e mais criatividade com Tielemans, que vão acompanhar Bruno Fernandes, Mason Mount, Mainoo e ainda mais um reforço que deve chegar. Alex Scott, do Bournemouth, é um dos especulados.
De volta para a Liga dos Campeões, o United apostou em caras novas para o ataque nas últimas janelas (Cunha, Sesko e Mbeumo são contratações recentes). Para dar um passo além, faz uma revolução no meio.
Mesmo investindo cifras menores (pouco mais de 40 milhões de euros), o Everton também abriu a janela com reforços para o setor: (Hayden Hackney e Merlin Rohl. O Newcastle, que perdeu Tonali e vê Bruno Guimarães ser cobiçado pelo Arsenal, trouxe Sean Steur por 23 milhões de euros (ex-Ajax) e aguarda o desfecho envolvendo o brasileiro para buscar mais nomes para o setor.
A janela está apenas começando, e certamente esses quase R$ 3 bilhões investidos em meias vão aumentar até o início da Premier League. A nova temporada promete novidades, principalmente no meio-campo...







































