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·02 de outubro de 2026

Ricardo Quaresma desmente declarações sobre Ronaldo: “Desejo felicidades”

Imagem do artigo:Ricardo Quaresma desmente declarações sobre Ronaldo: “Desejo felicidades”

Ricardo Quaresma, antigo internacional português, recorreu às redes sociais para desmentir declarações que lhe foram atribuídas sobre a polémica em torno de Cristiano Ronaldo e da Seleção Nacional. O antigo extremo recusou comentar a situação, desejou felicidades à equipa das Quinas e a CR7 e garantiu: “essas declarações são falsas e não foram feitas por mim”.

Num momento de tensão em redor da equipa nacional, Ricardo Quaresma procurou separar o seu nome das alegadas tomadas de posição que começaram a circular. A mensagem foi clara: qualquer declaração sua será transmitida diretamente, através dos canais oficiais.


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Perante a divulgação de palavras que alegadamente teria proferido sobre a Seleção e Ronaldo, Quaresma respondeu sem margem para ambiguidades. O antigo jogador negou a autoria das declarações.

“Nas últimas horas, algumas páginas resolveram publicar declarações que me são atribuídas sobre a Seleção Nacional e sobre o Cristiano Ronaldo. Quero deixar claro que essas declarações são falsas e não foram feitas por mim”, pode ler-se.

Quaresma acrescentou que não pretende, para já, entrar na discussão, deixando apenas uma mensagem de apoio.

“Neste momento, não pretendo pronunciar-me sobre esta situação. Desejo apenas as maiores felicidades à nossa Seleção e, naturalmente, ao Cristiano.”, afirmou. “Tudo o que tiver para dizer será sempre dito por mim e através dos meus canais oficiais”.

O desmentido fecha a porta a interpretações sobre uma eventual posição do antigo extremo. Quaresma, que viveu grandes momentos ao lado de CR7 na Seleção, com destaque para a conquista do Europeu de 2016, optou por uma intervenção curta e controlada.

A polémica nasceu num estágio marcado pela tensão. Na quarta-feira, já de noite na Dinamarca, a Seleção Nacional regressou ao hotel em Copenhaga sem Pedro Proença e Jorge Jesus, que terão tentado convencer o capitão português a permanecer junto da equipa depois de este ter falhado o treino, mas sem sucesso.

Ronaldo deixou o hotel quando os companheiros ainda treinavam e não se despediu da equipa. Não participou na sessão, abandonou o estádio numa viatura destinada ao staff da Federação Portuguesa de Futebol e viajou mais tarde num avião privado de Copenhaga para Madrid.

A saída abrupta transformou o estágio num foco de instabilidade. A ausência do treino e a partida sem contacto com os restantes jogadores deram corpo a uma rutura que se vinha a precipitar.

Antes da sessão, Ronaldo estava no balneário e ouviu a conferência de imprensa de Jorge Jesus. O avançado sentiu-se traído por considerar que o selecionador ultrapassara o entendimento previamente alcançado entre ambos, depois de ter estado a aquecer na Noruega, onde Portugal venceu por 2-1, sem ser lançado em campo.

Foi nesse quadro que as palavras do selecionador ganharam um peso particular. Jorge Jesus defendeu que o estatuto de qualquer jogador não se sobrepõe às decisões técnicas.

“O estatuto do jogador não dá direitos que sejam diferenciados. O estatuto é o respeito pela carreira deles, como faço com todos, com o Cris, com outros que tive na carreira.”, afirmou. “Coloco sempre a questão do que quero fazer, do plano que traçar com o jogador e depois quem decide sou eu”.

Sobre a utilização de Ronaldo, o selecionador foi ainda mais taxativo, recusando qualquer interferência nas suas escolhas.

“Se precisar de ti 30 minutos, vais jogar, se não, não vais jogar. Nunca nenhum jogador vai mudar as minhas ideias.”, garantiu. “Nem ele, nem ninguém no futebol. Nem nenhum presidente. Nunca, zero!”

As declarações expuseram duas posições difíceis de conciliar: de um lado, a autoridade do selecionador; do outro, o entendimento que Ronaldo considerava ter sido quebrado. A reação do capitão acabaria por ir além da saída do estágio.

Cristiano Ronaldo tomou uma decisão apresentada como irreversível: não voltará à equipa das Quinas. Assim, a partida com o País de Gales, em Alvalade, ficará como a última em representação de Portugal.

Nesse encontro, CR7 foi titular e acabou substituído na segunda parte, numa partida em que João Félix marcou o golo da vitória. O adeus à concentração em Copenhaga terá, deste modo, assumido contornos definitivos.

O capitão português saiu do hotel antes do regresso da equipa do treino. Ao não esperar pelos restantes jogadores, Ronaldo abandonou a concentração sem se despedir dos companheiros.

O gesto reforçou a imagem de uma separação consumada em plena tensão. Mais tarde, o próprio jogador explicou que a decisão surgiu depois das palavras do selecionador e de uma conversa com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol.

“Após a conferência de imprensa do Selecionador Nacional, e no seguimento de uma conversa com o Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, tomei a decisão de deixar o estágio da Seleção Nacional. A seu tempo, direi a verdade a todos os Portugueses sobre as razões que motivaram a minha saída da equipa nacional, à qual sempre me dediquei.”, pode ler-se. “Agora é tempo de desejar boa sorte a Portugal e a todos os meus companheiros de equipa, sem exceção”.

Ronaldo adiou, assim, uma explicação mais detalhada, mas deixou claro que pretende apresentar publicamente a sua versão. Para já, a mensagem combinou a promessa de esclarecimento com votos de sucesso para Portugal e para os antigos companheiros.

A Federação Portuguesa de Futebol reagiu através de um comunicado curto, confirmando a saída de Ronaldo do estágio e vincando que a preparação da Seleção prosseguiria com os restantes convocados. O organismo apontou o foco aos encontros com a Dinamarca, que terminou com uma vitória por 4-2 em Copenhaga, e com a Noruega, no Dragão.

“A Federação Portuguesa de Futebol informa que o internacional português Cristiano Ronaldo deixou o estágio da Seleção Nacional, que decorre em Copenhaga. A preparação dos encontros frente à Dinamarca e à Noruega, este último a disputar no Estádio do Dragão, prosseguirá nos termos previstos, com os restantes 24 jogadores convocados.”, referiu. “Toda a comitiva mantém o foco absoluto nos próximos compromissos da Seleção Nacional e na concretização dos objetivos definidos”.

O comunicado procurou recentrar a atenção nos compromissos desportivos, sem aprofundar as razões da saída. É neste ambiente, entre versões ainda por esclarecer e uma rutura já assumida, que o desmentido de Quaresma estabelece uma fronteira inequívoca: só falará pela própria voz.

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