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·24 de agosto de 2026

Richard Ríos de volta ao Palmeiras esbarra no que o Benfica pede

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O nome de Richard Ríos voltou a circular no mercado brasileiro depois que o Benfica colocou o volante colombiano entre os negociáveis do elenco, pouco mais de um ano depois de pagar 30 milhões de euros ao Palmeiras para tirá-lo da Academia de Futebol. A pergunta chegou junto: dá para repatriar? A apuração da ESPN sobre a decisão do clube português responde antes mesmo de a conta financeira entrar na conversa — uma volta ao futebol brasileiro não está nos planos dos Encarnados, que trabalham com a hipótese de venda para o mercado internacional.

A movimentação faz parte de um plano de caixa. O Benfica pretende negociar pelo menos duas peças do elenco para aliviar as contas, e Ríos entrou nessa lista sem que houvesse qualquer ruptura com o jogador. Ele soma 47 partidas, oito gols e seis assistências desde que chegou, em julho de 2025.


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O preço que o Benfica quer receber

A expectativa interna do clube de Lisboa é receber mais do que gastou. A pedida trabalhada internamente parte de um valor acima dos 30 milhões de euros pagos ao Palmeiras no mercado da bola de 2025 — o que, na prática, tira o negócio do alcance de qualquer clube brasileiro, inclusive do próprio Verdão.

40 milhões de euros

Valor mínimo que o Benfica trabalha para liberar Richard Ríos, acima dos 30 milhões pagos ao Palmeiras em julho de 2025.

Até a última apuração pública sobre o caso, nenhuma proposta formal havia sido apresentada por qualquer clube. O que existe é sondagem: Napoli, Everton e Bournemouth foram os nomes citados no noticiário europeu, sem oferta registrada.

Por que o Brasil ficou fora da conta

Não é só o valor de compra. Um jogador com contrato europeu e salário de Benfica exigiria de um clube brasileiro não apenas a transferência, mas a manutenção da folha — combinação que nenhum clube do país fez em 2026 nessa faixa. O Flamengo já havia tentado sondar o cenário de uma repatriação e ouviu a mesma leitura: o plano do Benfica é vender para fora, não devolver o jogador ao mercado de origem.

Do lado alviverde, não há conversa aberta. O assédio europeu sobre Ríos já havia aparecido antes, sem que o Palmeiras entrasse na discussão em nenhum momento.

Rumor

O que está confirmado e o que não está

Confirmado: o Benfica colocou Richard Ríos entre os jogadores negociáveis e trabalha com pedida superior ao que pagou. Não confirmado: qualquer contato do Palmeiras pelo volante. Uma volta ao futebol brasileiro está fora do plano do clube português, e não há proposta formal de nenhum interessado.

O que o Palmeiras leva se ele for vendido de novo

Nada. A venda de julho de 2025 foi fechada em cerca de 30 milhões de euros, e o Palmeiras ficou com 70% da operação. O restante foi dividido entre Guarani, com 13,34%, Flamengo, com 6,66%, e os representantes do atleta, que detinham 10% dos direitos econômicos e receberam diretamente do Benfica. Não há percentual de revenda conhecido em favor do clube alviverde numa transferência futura.

Ou seja: uma negociação de 40 milhões de euros entre Benfica e um clube inglês ou italiano não pinga no caixa da Academia. O ganho do Palmeiras com Ríos foi integralmente contabilizado na saída — e foi um dos maiores da história recente do clube, considerando que o volante havia chegado do Guarani por uma fração disso.

O meio-campo alviverde não espera por ele

Um ano depois, a função que Ríos ocupava já foi redesenhada. Andreas Pereira assumiu a construção, e o setor foi reforçado ao longo de duas janelas. O elenco atual do Palmeiras lidera o Brasileirão e disputa Copa do Brasil e Libertadores simultaneamente, num momento em que a prioridade da diretoria tem sido segurar quem está — e não recomprar quem saiu.

A janela brasileira fica aberta até o início de setembro. Enquanto não houver oferta pelo colombiano nem mudança na leitura do Benfica sobre o destino dele, o cenário de repatriação segue sendo pergunta de torcedor, não pauta de mesa de negociação.

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