Richarlison no Vasco: o imbróglio na negociação e por que o Cruz-Maltino quer pagar o Tottenham | OneFootball

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Papo na Colina

·10 de setembro de 2026

Richarlison no Vasco: o imbróglio na negociação e por que o Cruz-Maltino quer pagar o Tottenham

Imagem do artigo:Richarlison no Vasco: o imbróglio na negociação e por que o Cruz-Maltino quer pagar o Tottenham

​A empolgação da torcida com uma eventual liberação gratuita de Richarlison para o Vasco esbarra em uma realidade jurídica muito mais dura nos bastidores. Conforme detalhou o jornalista Lucas Pedrosa, a ideia de que o atacante de 29 anos poderia simplesmente rescindir seu contrato com o Tottenham e chegar sem custos a São Januário é um mito perigoso. Embora o atleta esteja fora do chamado período de proteção da Fifa por já ter completado três anos de vínculo assinado em 2022, qualquer quebra forçada de contrato sem acordo pode gerar uma cobrança milionária de indenização caso os tribunais entendam que não houve justa causa.

​Para tentar forçar a saída na bola e no papel, o centroavante tem em mãos motivos reais de revolta. O clube de Londres não apenas deixou de inscrever o jogador na Premier League, como também o baniu dos treinamentos do elenco principal e o rebaixou para trabalhar com os garotos da equipe Sub-21. Não se trata de uma simples opção tática de deixar o atleta no banco de reservas: trata-se de um afastamento formal da atividade profissional, reforçado pelo fato de a diretoria inglesa ter recusado anteriormente uma proposta na casa de 20 milhões de euros do futebol turco que resolveria a carreira do atacante.


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?Defesa inglesa e jogo duro de Roberto De Zerbi

​A briga ganha contornos de guerra porque os ingleses construíram uma linha de defesa pesada para não perder o investimento. A diretoria dos Spurs alega que foi o próprio artilheiro quem provocou a ruptura logo na pré-temporada, versão reforçada publicamente pelo técnico Roberto De Zerbi, que confirmou que o atleta pediu para ser negociado e depois recusou uma transferência acertada para voltar ao Everton, justificando a chegada de outro reforço para o setor e a decisão de trabalhar apenas com atletas que queiram defender o clube com paixão.

​Mesmo com esse cabo de guerra armado na Europa, o Cruzmaltino está protegido contra punições esportivas imediatas. As históricas batalhas travadas pelo ex-volante Lassana Diarra contra as regras de transferência da entidade máxima mudaram as diretrizes mundiais, garantindo que o novo clube que contrata um jogador em litígio não seja punido de forma solidária e automática, a não ser que seja comprovado que ele induziu a quebra de contrato, conduta que a diretoria vascaína jamais adotou.

?Fator tempo e estratégia de compra da diretoria do Vasco

​O grande problema para o torcedor que sonha com uma liminar salvadora é o relógio. Qualquer disputa desse calibre perante os comitês da federação internacional levaria semanas ou meses para ter um desfecho inicial, o que atropelaria o encerramento da janela de transferências no Brasil e deixaria o centroavante sem poder atuar no segundo semestre. Diante desse risco imenso, o presidente Pedrinho e sua equipe entenderam que entrar em aventura judicial é o pior dos caminhos.

​O Vasco mantém a proposta financeira firme na mesa dos britânicos e já tem representantes prontos para viajar a Londres para resolver a compra olho no olho. A cúpula carioca quer oferecer a Richarlison um contrato longo de quatro anos, prevendo cláusulas de saída flexíveis a partir de 2027 caso surjam propostas da Europa, apostando na conversa amigável com os Spurs para entregar o novo camisa 10 à arquibancada dentro do prazo legal.

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Richarlison quer jogar no Vasco – Foto: HENRY NICHOLLS / AFP

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